segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Devocional 59 - Aceite a Graça Divina.

 Leitura Bíblica: Deuteronômio 8 ao 11.

“Depois que o Senhor, seu Deus, tiver feito isso por você, não diga em seu coração: ‘O Senhor me deu esta terra porque sou justo’. Não! É por causa da perversidade das outras nações que Ele as expulsa de diante de você. Você não está prestes a tomar posse da terra deles porque é justo ou íntegro. O Senhor, seu Deus, expulsará essas nações de diante de você somente por causa da perversidade delas, e para cumprir o juramento que fez a seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó. Reconheça, portanto, que o Senhor, seu Deus, não lhe dá essa boa terra como propriedade porque você é justo, pois não é. Na verdade, você é um povo teimoso.” (Dt 9:4-6/NVT)

Uma civilização inteira foi destruída com o dilúvio devido a sua maldade.
Deus convoca Noé para recomeçar com sua família, mas pouco tempo se passou e o pecado volta a tomar forma em seus corações. 
Como pode três filhos produzirem descendência tão distintas moralmente?
Enquanto uns se mantinham fiel a Deus, outros se rebelavam contra Ele.
E assim Ele foi conduzindo os fiéis e dando novas oportunidades aos que se mostravam ímpios. Nunca desistiu deles, mas recompensava os justos por seu desejo em agradá-Lo.
E foi assim que a história se desenrolou.
Nenhum deles podia reclamar. Todos tiveram acesso a Sua bondade, mas poucos a escolheram de fato. O desejo pela fama, poder, conquistas, foi maior que a submissão Àquele que lhes deu a vida.
Achavam-se potentes, capazes, autossuficientes, e foram sufocados por suas próprias escolhas.
O egoísmo sempre determina algumas coisas, e uma delas é a decisão pessoal.
E a decisão errada traz consequências que muitas vezes são irremediáveis.
Não era por falta de aviso, era por falta de obediência.
E como Deus é justo, não poderia permitir injustiça por muito tempo.
Por isso havia uma seleção, para que todos tivessem as mesmas oportunidades e pudessem desfrutar de um novo propósito.
Existe um limite para a paciência, existe um limite para a oportunidade, existe um limite para a regeneração. Mas não é porque Deus seja limitado, mas devido ao Sua Onisciência sobre nós. Ele sabe exatamente até que ponto pode esperar, qual será a última vez que O ouviremos. 
Ele sabe o que pensamos e quais motivações temos em nosso coração. Não se surpreende com nossas escolhas, pois tudo está descortinado diante Dele - passado, presente e futuro. E é por isso que a oportunidade acaba. Não porque Ele desiste, mas porque desistimos Dele. E quando desistimos, Ele convida outro, e repassa aquilo que nos daria a outra pessoa. E foi assim com Israel.
Ela não foi escolhida por ser a melhor, mas porque era a única que ainda O procurava.
O favor de Deus é para todos. Sua graça não tem limites, mas nós O impedimos de agir com nossas escolhas. Nosso livre arbítrio é literal.
Ele deseja que o sirvamos por escolha e não por obrigação, e é por isso que nos deixar decidir, e respeita quando chegamos na decisão final.
Por isso, repense suas escolhas, defina seus objetivos e crie expectativas àquilo que somente Ele pode fazer por você. Aceite a graça divina em sua vida, ela é abundante mas se limita a sua decisão.



domingo, 27 de fevereiro de 2022

Devocional 58 - Testemunho Geracional

Leitura Bíblica: Deuteronômio 5 ao 7.

“No futuro, seus filhos lhes perguntarão: ‘O que significam estes preceitos, decretos e estatutos que o Senhor, nosso Deus, lhes deu?’. Então vocês lhes dirão: ‘Éramos escravos do Faraó no Egito, mas o Senhor nos tirou de lá com Sua mão forte. O Senhor realizou sinais e maravilhas diante de nossos olhos e enviou castigos terríveis sobre o Egito, o Faraó e todo o seu povo. Ele nos tirou do Egito para nos dar esta terra que Ele havia prometido sob juramento a nossos antepassados. E o Senhor ordenou que cumpramos todos estes decretos e temamos o Senhor, nosso Deus, para que Ele sempre nos abençoe e preserve nossa vida, como tem feito até hoje. Pois a nossa justiça estará em obedecermos cuidadosamente aos mandamentos que o Senhor, nosso Deus, nos ordenou’.” (Dt 6:20-25/NVT)

Em toda Bíblia vamos encontrar um ensinamento precioso: o testemunho.
Na Antiguidade, nem todos tinham acesso a escrita, mas precisavam registrar sua história para a posteridade. E com isso, o testemunho oral era importantíssimo, pois através dele, que se conhecia a história dos antepassados, a genealogia, local de origem e os feitos. 
Teria sido impossível conhecer detalhes de algumas famílias se não fosse o testemunho, a cultura de contar histórias, de registrar na memória dos netos os feitos dos avós. Aquela roda em volta da fogueira compartilhando experiências. Aqueles encontros de famílias que reavivavam momentos passados. Risos, choros, surpresas e esperanças. Um misto de sentimento capaz de aquecer corações e manter viva as lembranças do passado.
Era exatamente isso que Deus estava falando por meio de Moisés ao povo. Guarde na memória os feitos, não se esqueçam de nada. Conte aos seus filhos, netos, descendentes, tudo o que vocês vivenciaram até agora para que as gerações futuras saibam quem Eu Sou e o que Eu fiz por vocês até aqui.
Esse testemunho servirá para encher seus corações de esperança e a fé será consequência de suas memórias ativadas.
Todos nós temos a tendência de lembrar mais das tragédias que das conquistas.
Somos tomados por um senso de vitimização na hora de lembrar o passado.
Prendemo-nos mais ao mau que nos acontece que ao bem, com raríssimas exceções.
Deus sabia disso, por isso deixou esse mandamento.
Não se esqueçam dos Meus feitos, não se esqueçam de Mim.
A nossa mente é capaz de guardar muitas memórias, mas os cientistas dizem que aquilo que mais nos lembramos é aquilo que mais enraíza dentro de nós.
Todas as noites, numa maneira bem leiga de explicar, há uma atualização em nossa memória, para separar os assuntos importantes dos supérfluos. É como se nosso cérebro quisesse deixar lugar para aquilo que é novo, e fosse resetando aos poucos aquilo que é menos visualizado. Por isso, todas as memórias que revisitamos se tornam cada dia mais vivas, e algumas vão ficando cada vez mais longe, até serem esquecidas.
Pensar em coisas boas, trazer a memória aquilo que nos alegra e anima deve ser o nosso foco principal, pois o excesso de passado pode trazer depressão e a ansiedade é causada pelo excesso de pensamentos a respeito daquilo que não podemos visualizar - o futuro. E cada vez mais encontramos pessoas presas num momento da sua vida que não conseguem esquecer, e tudo isso, por que aprenderam a dar mais lugar ao fracasso que as conquistas.
A história de Israel é muito clara neste aspecto.
Eles se esqueceram de Deus, dos Seus feitos e se tornaram vulneráveis ao inimigo. Pois onde não há esperança há desespero, e no desespero somos capazes de tomar decisões completamente equivocadas.
O que tem enchido a sua mente?
Que história que tem ocupado sua roda de conversa, seu tempo com os filhos?
Lembre-se de contar as vitórias, as conquistas, o que deu certo.  
Afinal, o fracasso só vai lhe apontar uma coisa: o que você não deve fazer novamente. Todo o restante será em seu benefício. Aprenda a testemunhar! Cultive um testemunho geracional.





sábado, 26 de fevereiro de 2022

Devocional 57 - A Imparcialidade de Deus.

Leitura Bíblica: Deuteronômio 3 e 4.


“Também naquela ocasião, supliquei ao Senhor: Ó Senhor Soberano, tu apenas começaste a mostrar a este Teu servo a Tua grandeza e a força da Tua mão. Existe algum Deus no céu ou na terra capaz de realizar obras tão grandiosas e poderosas como as que Tu realizas?  Por favor, peço que me deixes atravessar o Jordão para ver a boa terra do outro lado do rio, a bela região montanhosa e o Líbano. Mas o Senhor estava irado comigo por causa de vocês e não me atendeu. ‘Basta!’, declarou Ele. ‘Não toque mais nesse assunto. Suba ao topo do monte Pisga e contemple a terra em todas as direções. Olhe bem, pois você não atravessará o Jordão". (Dt 3:23-27/NVT)

Moisés foi impedido de entrar na Terra Prometida.
Apesar de toda sua liderança sobre Israel, obediência e confiança em Deus, de suas experiências sobrenaturais, intimidade com o Criador, seu pecado foi punido da mesma forma que qualquer outra pessoa.
Deus não levou em conta sua trajetória. 
Deus não o elegeu inculpável.
Havia um comando a ser cumprido, uma ordem a ser obedecida, e sua incredulidade na ação foi o bastante pra que Deus acionasse a Sua justiça e desse o exemplo para toda a nação - Eu não Sou parcial. Minha justiça é reta.
O fato de o povo estar perturbando Moisés há dias por causa da sede, e de diversos problemas em sua cabeça, pode ter acionado um gatilho em sua reação que incomodou a Deus. 
Ele leva o povo para uma rocha e com o cajado bate na rocha duas vezes dizendo enfurecido: Poderia Deus tirar água dessa rocha pra vocês?!
Uma frase mal dita que aponta para o nível de sua impaciência e dúvida que comprometeria toda a sua jornada.
Parece injusto? Talvez seja para o nosso entendimento de justiça.
Mas imagine a situação:
Deus manda que ele TOQUE na rocha que dela sairia água. Moisés, devido alguma circunstância que nos são especulativas, BATE na rocha enfurecido e usa um a interrogação onde deveria ser uma afirmativa.
Aquela simples frase, poderia gerar fé ou incredulidade no coração do povo.
Por isso Deus se ira.
Ele não obedeceu a um simples pedido.
Aquele que era corajoso ao ponto de pedir que seu nome fosse riscado do livro da vida em troca do perdão de Israel, não foi capaz de cumprir uma simples tarefa que já havia realizado no passado em Meribá.
Ele não se arrepende, e Deus o cobra, justamente no fim da vida. Na hora da chegada. No ápice da conquista.
Quantos de nós somos assim! 
Passamos por tantas coisas difíceis e nos mantemos firmes, mas quando chega a última etapa pra conquistar determinado objetivo, rendemo-nos ao cansaço, ao desânimo, a incredulidade. Desistimos de lutar. E faltava tão pouco!
Outro profeta vai dizer mais a frente: "porque YHWH é um Deus de retribuições, que dá a paga inexoravelmente". (Jr 51:56c)
É inevitável para Deus ser justo. Ele não pode trair-se a Si mesmo.
Não existe dois pesos e duas medidas para o Seu julgamento.
E por Ele não ter filhos prediletos, não subestime Sua sentença. 
Ele agirá corretamente e ninguém poderá se queixar de Sua ação.




sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Devocional 56 - O último Discurso

Leitura Bíblica: Deuteronômio 1 e 2.

No quadragésimo ano, no primeiro dia do décimo primeiro mês, Moisés proclamou aos israelitas todas as ordens do Senhor acerca deles. Isso foi depois que ele derrotou Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e em Edrei derrotou Ogue, rei de Basã, que habitava em Asterote". (Dt 1:3-4/NVI)

O livro de Números abraça trinta e oito anos da trajetória de Israel no deserto e Deuteronômio apenas um mês, o último da vida de Moisés. E sua preocupação final, era forjar o povo para a nova terra lembrando suas responsabilidades diante de Deus, pois pretendia exortar os israelitas a recordar dos atos poderosos de Deus e de Suas promessas, além de crer e obedecer a Sua Palavra, dedicando-se a Ele de forma a honrá-lo de todo o coração. 
O livro relata três discursos de Moisés.
No primeiro ele reconta a história do êxodo e da desobediência do povo, razão pela qual não porque não entraram na terra  logo que saíram do Egito, conclamando a nova geração a temer e obedecer a Deus.
No segundo discurso Moisés recapitula as leis do concerto e no terceiro enfatiza as bênçãos e maldições decorrentes da obediência e da desobediência ao Senhor, subsequentemente.
Enquanto o livro de Números registra o trajeto dos israelitas durante a peregrinação, Deuteronômio aponta a preocupação de Moisés, antes de morrer, em reforçar tudo o que havia ensinado ao longo dos quarenta anos no deserto, focando na importância da obediência constante a Deus para que o povo conquistasse a terra prometida e se perpetuasse naquela terra prometida ao seu patriarca Abraão. 
Era chegada a hora de colocar em prática cada conselho, direção e decreto divino tendo em vista a guerra como arma de dominação do território.
Moisés era um líder maduro, havia se mostrado competente para o cargo e foi através de sua vida que muitos milagres foram executados por Deus. Sua aparente tristeza em terminar a jornada só não estava acima da sua preocupação com Israel.
Durante seus últimos dias de vida se esmerou em lapidar o povo, trazendo a memória as promessas, os milagres, criando uma expectativa capaz de prepará-los ao que estava por vir.
O temor era plantado em seus corações ao passo que cada punição lhes fora lembrada. Era necessário apontar o caminho para que não tomassem atalhos novamente e frustrassem o objetivo da conquista. E para isso, de um lado Moisés mostrava as bênçãos, os milagres, a provisão divina, e do outro, a punição aos que se rebelaram, a maldição aos desobedientes e o castigo executado por Deus.
O Criador sempre nos prepara de alguma forma para aquilo que virá. Ele nunca nos deixa desavisados. O povo de Israel pôde contar com Sua instrução em todo percurso, e agora, no final da jornada, Ele os forja para conquistar a terra com coragem e determinação, deixando claro que quem lutaria na verdade seria Ele - o Senhor dos Exércitos.
Deus nunca nos pede algo sem antes nos garantir Sua provisão. O caminho que nos orienta seguir será sempre cercado por Sua graça e proteção. Cada obstáculo que se levantar será para provar o nosso coração e testar nossa confiança Nele. Murmurar só atrasará o processo. Rebelar é uma opção pra perdedores. Corá, Abirão e outros, foram destruídos pelo caminho; Por tanta soberba e prepotência acabaram sendo engolidos pela terra.
É importante aprender com os exemplos passados e não repetir atitudes destrutivas. Deus não comunga com o pecado e nem dá ouvidos a incredulidade. A hora de decidir permanecer é agora. A terra está diante dos seus olhos. Os inimigos irão lutar, e o coração precisa estar preparado para não se deixar vencer pelo medo.
Daí a preocupação de Moisés. Ele sabia que não estaria com eles nessa etapa preparando-os com temor e cuidado a fim de conquistar a terra.
Da mesma forma Deus tem levantado homens nessa geração que se preocupam, que se doam, que nos ajudam a romper o rio em direção a promessa. 
Antes do fim Ele levantará profetas como Moisés para nos dar o último discurso.
Que nossos ouvidos estejam atentos e que possamos ir na contramão do povo de Israel no passado. Pois importa mais obedecer a Deus que sacrificar. (Mt 7:21-23)



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Devocional 55 - Deus se importa com Detalhes

Leitura Bíblica Números 35 e 36.

O Senhor disse a Moisés junto ao rio Jordão, nas campinas de Moabe, do lado oposto de Jericó: “Ordene aos israelitas que, das propriedades que receberem por herança, deem algumas cidades para os levitas morarem. Entreguem também as pastagens ao redor delas. As cidades serão para moradia dos levitas, e as terras ao redor servirão de pasto para seu gado, suas ovelhas e todos os seus animais... “Seis das cidades que vocês derem aos levitas serão cidades de refúgio, para onde uma pessoa que tiver matado alguém acidentalmente poderá fugir e ficar a salvo. Além disso, deem a eles 42 cidades. No total, vocês darão aos levitas 48 cidades, com as pastagens ao redor. As cidades virão da herança dos israelitas. As tribos maiores darão mais cidades aos levitas, enquanto as tribos menores darão menos cidades. Cada tribo entregará propriedades de forma proporcional ao tamanho do território que receber”. (Nm 35:1-3,6-8/NVT)

Deus é justo em todos os Seus atos. Ele não age com parcialidade e nem usa pesos diferentes em Suas medidas.
Das treze tribos (a de José se dividiu em duas), a de Levi, seria a única que não receberia herança na divisão de terras em Israel. 
Estavam prontos para tomar posse da terra, já avistando a terra além do rio e Deus dá uma ordem a Moisés. Apesar dos levitas não receberem como porção uma terra para chamá-la de terra dos levitas, eu quero que cada tribo ofereça um pedaço de terra as famílias levitas em seus territórios. 
Eles separarão quarenta e oito cidades em toda expansão de Israel, cada uma com 500 m2 de terra para que eles possam se estabelecer como família, tendo um espaço para plantar e cuidar de seus animais. 
Nessas quarenta e oito cidades, seis serão separadas como cidades de refúgio, para aquele que, inconscientemente, cometeu algum crime poder aguardar o julgamento protegido do vingador.
Essas cidades também dariam uma certa proteção espiritual a cada tribo, visto que os levitas eram responsáveis por passar a Lei para o povo e fazê-la se cumprir em Israel. Muitos escribas surgiram dessa tribo posteriormente. 
Assim, Deus, ao mesmo tempo, deu uma provisão aos levitas, deu proteção aqueles que cometeram crimes de forma inconsciente e resguardou o povo de esquecerem a Lei.
Como Deus é tremendo.
Ele não age de forma aleatória como nós. Mas pensando em cada detalhe, faz com que tudo coopere para o bem do Seu povo e para a propagação da Sua palavra, que é capaz de transformar e capacitar o homem de forma sobrenatural.
Nenhum dos nossos dias são comuns quando dependemos Dele. 
Nenhuma necessidade é esquecida e não existe injustiça em Seus atos.
Deus sempre tem um escape, uma direção, aquele que se encontra perdido.
Deus provê as necessidades mais ínfimas do nosso ser.
Não falha, não tarda e nem age com predileção (Dt 10:17; Rm 2:11). Todos somos igualmente importantes para Ele (Gl 328). Seu amor e bondade não falham e a Sua misericórdia não tem fim (Nm 23:19; 33:11; Sf 3:5; Js 21:45; Hb 10:23).
Deus agirá em nosso favor em cada etapa de nossas vidas. 
Nossos direitos são garantidos Nele.
Jamais nos sentiremos frustrados ou lesados em Sua presença, pois Ele nos atribuirá justiça em todas as coisas. Porque Deus se importa com detalhes, e absolutamente nada Lhe passa desapercebido.






quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Devocional 54 - Não Tolere o Mau

Leitura Bíblica: Números 33 e 34.

“Comunica aos filhos de Israel: Quando tiverdes atravessado o Jordão, em direção à terra de Canaã, expulsareis de diante de vós todos os habitantes da terra. Destruireis as suas imagens esculpidas, todas as suas estátuas de metal fundido, e demolireis todos altares idólatras deles. Tomareis posse da terra e nela habitareis, pois vos dei esta terra para a possuirdes. Dividireis a terra, por sorteio, entre os vossas tribos e grupos familiares. Aos clãs mais numerosos dareis uma parte maior na herança e aos grupos familiares menos numerosos concedereis uma parte menor na herança. Cada clã receberá a terra que lhe cair por sorte. Fareis a divisão da terra entre as tribos de vossos antepassados. Contudo, se não expulsardes de diante de vós os habitantes da terra, aqueles que deixardes dentre eles se tornarão como farpas em vossos olhos e aguilhões nas vossas costas. Eles vos hostilizarão na terra em que habitardes. Então farei convosco o mesmo que planejo fazer com eles!” (Nm 33:51-56/KJA)

Já na entrada da terra o povo de Israel faz seu acampamento bem em frente a cidade de Jericó,às margens do Rio Jordão.
Ali, Deus dá suas instruções finais a Moisés orientando o povo como proceder ao tomar posse da terra.
Pode parecer um tanto radical expulsar todos os moradores anteriores, tomar seus bens e destruir completamente suas cidades. Muitas pessoas, ao lerem o Antigo Testamento, tem uma visão de um Deus sanguinário, impetuoso, mau. Não conseguem entender a finalidade da guerra.
O povo cananeu era muito cruel, chegando a  matar seus próprios filhos em sacrifício aos seus deuses. Crianças, bebês inocentes. Colocavam diante do fogo, vivas, como oferta, e ali elas iam queimando, diante dos olhos dos pais que se alegravam com o ritual.
Abusavam de suas mulheres e desrespeitavam a mulher do próximo. Eram adeptos a bestialidade, incesto, pedofilia, faziam rituais de sangue e orgias sexuais em troca de favores divinos. Roubavam, eram desonestos e blasfemos. Arrancavam olhos, escalpelavam pessoas vivas, estupravam as mulheres, abriam as grávidas e arrancavam seus filhos, faziam pirâmides de cabeças para expor sua crueldade... (2 Reis 8:12; 10:8).
Em Gn 15:13-16, Deus faz uma aliança com Abraão e lhe promete a terra de Canaã como possessão aos seus descendentes. Ali Ele diz que passaria quatro gerações até que se cumprisse aquela promessa, porque o povo que habitava naquele terra, os amorreus, ainda estavam em tempo para se arrepender de suas práticas.
Perceba que Deus nunca pune nenhum povo sem antes dar tempo para a conversão de atitudes. 
Por diversas vezes Deus disse a Israel que se eles praticassem a idolatria, rituais de sacrifícios humanos, a bestialidade, o assassinato, o roubo e a blasfêmia, também receberiam como castigo o que seus inimigos iriam receber. 
Deus é justo e não age com parcialidade ou preferência. Ele pune a todos de igual modo.
Deus destruía o mal pela raiz e ordenava em Seus mandamentos que fizessem o mesmo. Ele sabe que uma fagulha pode causar um enorme incêndio. Por isso a ordem era tão radical.
Nós temos exemplo em nossas casas, família, cidade e nação. Quando o mal não é devidamente punido, ele volta com mais força. Não existe clemência para um caráter reprovado.
A maldade é uma semente muito frutífera, não devemos guardá-la em nenhuma hipótese, porque certamente germinará e poderá ficar incontrolável.
A radicalidade possui um propósito.
Uma traça é capaz de se multiplicar e comer uma biblioteca inteira.
Um cupim pode corroer uma árvore por dentro, deixando só a casca de fora. Quantas vezes você viu do nada uma árvore que parecia saudável cair num quintal, numa estrada? Ao observá-la de perto, estava oca, completamente destruída por dentro.
Era exatamente isso que Deus alertava ao povo de Israel. 
A cultura desse povo, seus conceitos, suas crenças destruirão vocês de dentro pra fora. Vocês não tomarão ciência da destruição até que estejam destruídos. 
Não aceitem o invasor, por mais inocente que lhes pareça, porque não o é.
É aquele filho rebelde que nunca é punido pelos pais, até que cresce e começa a maltratá-los. 
É aquela criança que sempre pega o que não é seu, até que se torna uma ladra. 
É o indivíduo que começa contando uma mentirinha até que se torna o maior estelionatário da região.
Tudo começa de forma inocente, aparentemente imperceptível, até que se perde o controle.
Deus não brinca de ser Deus. Ele sabe exatamente como agir. Ele sonda as intenções humanas e é conhecedor do futuro, por isso agia de forma tão rigorosa.
O mal desse século é achar que o amor pode encobrir qualquer erro e que é capaz de transformar qualquer coisa, qualquer um. 
Ledo engano. O que transforma o homem é o arrependimento, a correção, a mudança completa de atitudes.
Onde não há punição não há arrependimento, e onde não há arrependimento não há mudança.
Quantos privam os filhos da disciplina por achar opressor o ensino?! Preferem tapar os olhos para o mal, encobrindo seus erros e sendo coniventes com a injustiça instaurada por eles. 
A recompensa que terão nunca será boa. No fim de suas vidas sofrerão o desprezo, a rejeição, o abuso por parte daqueles que não foram punidos no devido tempo. 
O amor que julgavam oferecer se transformará em desolação.
Não brinque com o mal. Não feche os olhos para o errado. Não seja conivente com quem quer que seja. 
No entanto, a paciência divina não é motivo para não crermos em Seu juízo final (Sl 10), uma vez que Deus pode até retardar o Seu juízo sobre os pecadores, dando-lhes uma oportunidade de arrependimento. Mas a Sua correção virá, e Deus não terá o culpado por inocente (Na 1:2-3)
"Vi pessoas malvadas serem sepultadas, e os seus amigos, de regresso do cemitério, tendo esquecido todas as más ações do morto, louvarem-no na localidade onde tinham sido praticados tantos crimes! Que coisa absurda! Visto que Deus não castiga os pecadores no próprio instante, as pessoas convencem-se que ficam impunes, ao praticarem o mal. Ainda que um homem peque mil vezes e continue a viver, sei, com certeza, que as coisas correrão bem para os que temem a Deus. O mesmo não sucederá aos ímpios, que não terão vidas prolongadas e boas; os seus dias passarão tão depressa como as sombras, visto que não temem a Deus". (Ec 8:10-13/MSG)
Que essa mensagem de Salomão permeie em seu coração, atinja o seu consciente e transborde em suas atitudes.
Não tolere o mal, porque ele crescerá e destruirá você!




terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Devocional 53 - Não abra mão da Promessa

Leitura Bíblica: Números 30 ao 32.

As tribos de Ruben e Gade eram proprietárias de grandes rebanhos. Observaram eles que as terras de Jazar e de Gileade eram muito favoráveis para a criação de gado. Por esse motivo foram a Moisés, ao sacerdote Eleazar e aos líderes da congregação israelita, e argumentaram: “Atarote, Dibom, Jazar, Ninra, Hesbon, Eleale, Sebã, Nebo e Beom, erras que o SENHOR subjugou perante a comunidade de Israel, são próprias para os rebanhos, e os teus servos são criadores de gado.” E concluíram: “Portanto, se achamos graça aos teus olhos, que seja esta terra concedida em possessão aos teus servos como herança; não nos faça atravessar o Jordão!” (Nm 32:1-5/KJA)

Chegando próximo ao Jordão, rio que dividia aquela região e fazia divisa com Canaã, terra da promessa, duas tribos de Israel reconheceram o lugar como férteis e propícios para criar seus rebanhos.
O lugar era chamado de terra de Gileade, e por diversas vezes essa nomenclatura descrevia a totalidade do território de Israel além do rio Jordão, Gn 37:25.
Morar ao leste do Jordão causaria uma separação entre os israelitas, e, não havendo uma barreira natural entre Gileade e o Oriente o perigo seria grande. Mas eles não estavam preocupados com o futuro. Seu olhar no presente os impedia de calcular problemas posteriores causando um mal estar em Moisés.
Estas tribos, num egoísmo bem característico procuravam seus próprios interesses. Embora a promessa de Deus fosse dar aos israelitas a terra de Canaã, não estavam dispostos a esperar a conquista da terra, desprezando-a e revelando desinteresse pela causa comum dos seus irmãos. Pois apesar das terras serem férteis, ficariam isoladas das demais tribos de Israel, que se instalariam do outro lado do rio. E foi por isso, que essas tribos acabaram se tornando as primeiras a perderem território. O que será visto mais a frente (2 Rs 15:29; 1 Cr 5).
Essa atitude muito indignou Moisés, que previa uma ruptura entre as tribos causando desânimo e pessimismo nos demais, assim como o fora no passado com os espias em Cades-Barneia, causa da peregrinação no deserto ter se estendido (Nm 14:34-35). Ele temia que o povo esmorecesse desistindo de entrar em Canaã e que Deus acabasse destruindo toda a nação (Nm 32:7-15).
Por isso, fez uma proposta tentando persuadi-los a esperar.
Eles teriam que primeiro guerrear com as demais tribos até que conquistassem a terra e formassem cidades, para depois retornarem para o território escolhido. No que eles concordaram, deixando claro que assentariam seus rebanhos e construiriam suas cidades para proteger seus bens e família para depois guerrear. O que foi consentido por Moisés sob punição divina caso não cumprissem com a palavra dada. (Nm 32:16-23)
E assim o fizeram.
O perigo de viver à margem do rio Jordão, é a divisão que este proporcionava as tribos de Israel. Os benefícios que a terra oferecia não superavam a segurança do outro lado, em Canaã, cujas as margens do Mar Mediterrâneo ocupavam todo o território contraponto ao Rio Jordão, deixando-os resguardados do inimigo e abastecidos de provisão.
Assim como a terra de Gileade não tinha barreiras naturais, o cristão longe da igreja está exposto aos ataques do mundo, cujo resultado é a degeneração.
A tribo de Ruben nunca mais aparece como uma tribo importante, e os que ficaram às margens do Rio, nunca chegaram a se destacar na história israelita.
Tornaram-se distante de suas famílias e na época dos reis foram os primeiros a serem invadidos e espalhados pelas nações estrangeiras. Tal como aconteceu com Ló se repetiu entre as tribos de Gade, Ruben e metade de Manassés. Foram destituídos de seus bens e passaram a viver desolados entre as nações, perdendo seus costumes e se esquecendo de Deus.
São as concupiscências da carne, dos olhos, e a soberba da vida que nos afastam do propósito divino (1 Jo 2:16-17). Olhamos para algo que traz benesses a nossa carne (corpo), que é atrativo aos nossos olhos (alma) e que promove um contentamento momentâneo a nossa vida, inflando em nós um espírito altivo. Daí, quando nos damos conta, somos invadidos pelo mal e destruídos pelas circunstâncias que nós mesmos escolhemos por achar conveniente.
Este é o perigo de seguirmos a nossa vontade desprezando a de Deus. Escolhendo a distância entre as tribos, abrimos a retaguarda para o inimigo que deseja nos destruir.
Deus jamais nos obrigará a fazer Sua vontade.
Ele nos dá liberdade para fazer nossas escolhas, mas devemos estar cientes que Ele também não nos poupará das consequência delas.
Tenha consciência de que uma vida distante daqueles que Deus colocou para lhe ajudar, não será proveitosa e acarretará em grande problemas. Não despreze a proteção que podem lhe oferecer. Não busque conveniência, padrões atrativos. É melhor viver na guerra que morrer sem lutar.
Não despreze aquilo que Deus tem pra sua vida por aquilo que é mais fácil, cômodo. 
Dê valor as promessas de Deus e Ele guardará a sua vida do mal e honrará sua jornada.







segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Devocional 52 - Fazendo Discípulos

Leitura Bíblica: Números 27 ao 29.

"Então o Senhor disse a Moisés: “Suba a um dos montes de Abarim e olhe para a terra que dou ao povo de Israel. Depois de vê-la, você será reunido a seu povo, como seu irmão Arão, pois vocês desobedeceram às minhas instruções no deserto de Zim. Quando a comunidade se rebelou, vocês não demonstraram minha santidade para eles junto às águas”. (Essas águas são as de Meribá, em Cades, no deserto de Zim.) Então Moisés disse ao Senhor: “Senhor, tu és o Deus que dá fôlego a todas as criaturas. Por favor, indica um homem para ser o novo líder da comunidade. Dá a eles alguém que os guie aonde quer que forem e os conduza nas batalhas, para que a comunidade do Senhor não seja como ovelhas sem pastor”. (Nm 27:12-17/NVT)

Certo dia Moisés acorda e Deus lhe dá uma triste notícia: "Sobe naquele monte para que veja a terra que o povo herdará, porque você vai morrer e não herdará a terra devido o seu pecado".
Fico pensando na decepção de Moisés. 
Depois de tudo o que viveu naquele deserto, de toda humilhação, aborrecimentos, injúrias, ingratidão, decepção que sofreu por parte do povo, Deus diz que ele não poderá entrar na terra a qual fora chamado para levar o povo de Israel!
Em seu lugar eu entraria em desespero, questionaria Deus, acharia injusto, ficaria muito chateada. 
Mas sabe o que me chama atenção?! Moisés não reclama, não questiona, não chora, antes pede que Deus coloque alguém preparado em seu lugar para que o povo não fique desorientado na sua falta.
Que caráter aprovado esse homem tinha. 
Não é a toa que a Bíblia faz menção dele como o homem  mais manso sobre a terra (Nm 12:3).
Eu me identifico muito com Moisés. 
Ele tinha o mesmo temperamento que eu - Melancólico.
Sei como é difícil lidar com determinadas situações tendo esse tipo de estrutura de personalidade. 
Somos pessimistas; procrastinadores; temos medo daquilo que é novo, do que não conhecemos; somos desconfiados, inseguros; não lidamos bem com as críticas; somos sensíveis; temos baixa estima (Ex 3:11-12; 4:1,13); dificuldade de nos expressar (Ex 4:10); ficamos triste com muita facilidade (Nm 16:4), explodimos ou caímos em desespero numa dualidade de emoções (Nm 11:11-15; 20:9-12)... mas lendo sua trajetória como líder, deparo com uma evolução sobrenatural da sua conduta pessoal, tal qual desejo experimentar em minha vida. 
Ele poderia ter pedido qualquer coisa a Deus. Ele tinha créditos pra isso, e vimos como Deus muitas vezes ouviu sua petição (Ex 32:25-35; 33:18-23). Mas escolheu como último pedido alguém para substituí-lo para que o povo não se sentisse sozinho, desorientado.
Sua preocupação era a prova de um caráter altruísta, o que apontava seu compromisso com  Israel, mas principalmente com Deus.  Pois conhecendo a rebeldia do povo e temendo a punição, teve o cuidado de resguardá-los da ira para que a promessa feita a Abraão se cumprisse neles.
Como Moisés me ensina.
Como sua vida me inspira a garimpar em minha personalidade sentimentos bons e atitudes honráveis.
Seu legado vai além de sua vida, pois até na morte se preocupou em fazer discípulos.  Preparar pessoas. 
Não se envaidecia e nem julgava ser insubstituível, mas como servo agia, pensava e falava.
Que a trajetória desse homem inspire sua vida, suas decisões, aponte um propósito para sua caminhada. 
Que Deus faça do seu testemunho um legado e da sua história inspiração para novos líderes que surgirão nesta geração.




domingo, 20 de fevereiro de 2022

Devocional 51 - Não dê brecha ao Inimigo

Leitura Bíblica: Números 25 e 26

"Durante o tempo em que os israelitas se estabeleciam no vale de Shitim, Acácias, os homens de Israel começaram a se envolver em relações sexualmente imorais com as mulheres moabitas, que os influenciavam a participar de holocaustos e festas em oferecimento aos seus deuses. O povo comia e se prostrava diante dos seus ídolos. E, desta maneira, Israel se juntou à adoração a Baal-Peor. E o furor do Eterno ascendeu-se contra Israel". (Nm 25:1-3/KJA)

Como falamos na devocional anterior, Balaão não ficou satisfeito em ter perdido os presentes de Balaque. Não conseguindo amaldiçoar o povo de Israel,  voltou para sua casa sem nada.
Não temos registro de como, quanto tempo depois aconteceu ou que palavras ele usou para instruir Balaque contra Israel (Nm 31:16), o que importa é que ele o fez e isso levou as mulheres moabitas até o acampamento de Israel para seduzirem os homens, não só para o sexo ilícito quanto para a idolatria que estavam acostumadas, e Deus não tolerou tais práticas. Por isso, naquele dia, vinte e quatro mil pessoas do povo de Israel morreram por uma praga enviada por Deus, fora os que os juízes mataram como punição (Nm 25:5-8).
Como o inimigo é sagaz!
Ao lermos o registro da história de Balaão e Balaque, o que não atentamos é que isso não chegou aos ouvidos de Moisés no mesmo dia. Eles estavam acampados sem ter ciência que o inimigo tramava contra eles.
Foi a bênção de Deus que os protegeu.
"Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem realizado!" (Nm 23:23/ACF)
"Não tema a maldição imerecida como não se deve temer o voo de um pássaro ou de uma andorinha". (Pv 26:2/MSG)
Não havia motivos para Deus permitir que um rei pagão juntamente com um profeta corrupto, amaldiçoasse Seu povo. A Bíblia diz que "ninguém pode amaldiçoar o que Deus abençoou" (Nm 23:8), porém, diz em outra passagem "se vocês se recusarem a dar ouvidos ao Senhor, seu Deus, e não cumprirem todos os mandamentos e decretos que hoje lhes dou, as seguintes maldições cairão sobre vocês e os atingirão" (Dt 28:15/NVT)
"A rebeldia é como o pecado da feitiçaria; a arrogância, como o mal da idolatria". (1 Sm 15:23/NVT)
Mas o fato dos israelitas terem permitido as mulheres moabitas entrar no acampamento, terem tido relação sexual com elas e ainda participarem de seus rituais pagãos, infringiu regras dadas por Deus ao povo, cuja principal, era a idolatria (Lv 19:14). E com isso, Moabe atingiu o objetivo de atrair a maldição de Deus para o Seu próprio povo.
O mundo espiritual está a nossa espreita. "Estejamos atentos! Tomemos cuidado com nosso grande inimigo, o diabo, que anda como um leão rugindo à nossa volta, à procura de alguém para devorar". (1 Pe 5:8/NVT)
Ele não desiste de nos destruir. Seu intento é nos afastar de Deus e bloquear Sua bênção sobre nós, e ele sabe como fazer. "Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês". (Tg 4:7) Uma simples brecha que abrimos e ele entra e faz arruaça.
Por isso é importante estarmos "vestidos de toda a armadura de Deus, para podermos ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais" (Ef 6:11-12), pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruindo argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo" (2 Co 10:3-5/NVI).
Pois "assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu Sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor". (Jr 9:23-24ACF)
Não dê brecha ao inimigo!



sábado, 19 de fevereiro de 2022

Devocional 50 - Não dê ouvidos a Balaão.

Leitura Bíblica: Números 22 ao 24

"Então os israelitas viajaram para as campinas de Moabe e acamparam a leste do rio Jordão, do lado oposto de Jericó. Balaque, filho de Zipor, viu tudo que o povo de Israel havia feito aos amorreus. Quando os moabitas viram como os israelitas eram numerosos, ficaram apavorados. Disseram aos líderes de Midiã: “Essa multidão devorará tudo que estiver à vista, como um boi devora o capim no pasto!”. Então Balaque, que era rei de Moabe, enviou mensageiros para chamar Balaão, filho de Beor, Sua mensagem dizia: “Um povo enorme saiu do Egito e cobre a terra, e agora está acampado perto de mim. Venha e amaldiçoe esse povo, pois é poderoso demais para mim. Então, quem sabe, poderei derrotá-lo e expulsá-lo da terra. Sei que bênçãos vêm sobre aqueles que você abençoa, e maldições caem sobre aqueles que você amaldiçoa”. (Nm 22:1-6/NVT)

Israel estava cada vez mais perto de conquistar Canaã, por isso, passavam entre os territórios de outros povos que lhe eram vizinhos.
Moabe, Amon, Midiã ficaram apreensivos por medo de Israel tomá-los a terra.
Como sabiam que Deus os fazia vencer as guerras, tentaram de outra forma sobrepujar Israel atraindo a maldição do seu próprio Deus contra eles.
Pensaram: "Se a sua divindade os abandonar poderemos guerrear contra eles e vencer" (Nm 22:6a.
Foi nessa tentativa que mandaram buscar Balaão, um profeta que vivia em suas terras mas conhecia o Deus de Israel e fazia previsões em Seu nome.
Sua fama era conhecida naquele território e de alguma forma, viram uma brecha em seu caráter que os motivou a pagá-lo para que amaldiçoasse o povo de Israel.
No início, parecia que Balaão era um profeta sério e que não se corromperia com tal proposta. No entanto, o fato de voltar a pedir permissão a Deus logo após uma negativa, apontava sua motivação em aceitar o mal proposto por Balaque.
A permissão dada por Deus posteriormente, não foi uma aprovação afirmativa, mas uma concessão aberta para provar o coração de Balaão. Um teste pelo qual não passou.
Em seu caminho, não enxergou a presença do anjo pronto para executá-lo, e por três vezes sua mula agiu em seu favor.
Sua cegueira espiritual era notória.
Um profeta que falava com Deus mas não conseguia discernir Sua voz, que tinha visões mas não via o próprio Deus.
A falência do seu ministério estava decretada. foi corrompido pelas vontades e os desejos carnais.
"Balaão disse a Balaque: “Construa aqui sete altares e prepare sete novilhos e sete carneiros”. Balaque seguiu as instruções de Balaão, e os dois ofereceram um novilho e um carneiro em cada altar". (Nm 23:1-2/NVT)
Em toda escritura não se encontra nenhuma outra referência que mostre de sete altares serem construídos e usados ao mesmo tempo para um holocausto a Deus. Em Jó 42:8, o próprio Deus orienta a Jó que ofereça sete novilhas e sete carneiros em prol de seus amigos como expiação do pecado. Porém, num mesmo altar.
A questão de Balaão pedir a Balaque sete altares me instigou a pesquisar. Não encontrei uma resposta clara, mas acredito que tenha a ver com a flexibilidade espiritual do profeta, ao querer agradar a Deus e as divindades moabitas ao mesmo tempo.
A cada bênção a nova tentativa de influenciar Deus a mudar de ideia. Daí, três tentativas foram frustradas. Vinte e oito altares levantados, vinte oito touros executados e vinte e oito carneiros mortos para ouvir a mesma coisa: "Encantamento algum pode tocar Jacó, magia alguma tem poder contra Israel". (Nm 23:23/NVT)
Quantas vezes, mesmo conhecendo a vontade de Deus, tentamos ludibriá-Lo ao nosso querer. Agimos de forma abominável aos olhos Daquele que nada está oculto. Manipulamos as palavras, agimos por causa própria, relativamos a Sua Palavra, vendemos a Sua justiça, agimos pela alma e usurpamos Seu lugar em troca de aplausos, reconhecimento e fama.
Quantos 'Balaãos' existem hoje nos púlpitos corrompendo igreja, manipulando pessoas, maculando a verdade do Evangelho em troca de benefícios.
São homens, mulheres, jovens, adultos, imbuídos em distorcer as Escrituras em causa própria ou por vantagens.
Balaão não se conformou em perder a recompensa. Pensando no ouro vendeu-se ao diabo ao instruir Balaque corromper Israel.
Ele sabia que a maldição não tinha poder sobre eles porque Deus os protegeriaa, mas era ciente que Deus não tolerava idolatria e por isso incitou Balaque a corrompê-los para que o próprio Deus os punisse (Nm 31:16)
Quantos homens tem sido levantados nesses dias para corromper o povo de Deus e fazê-los cair da graça. Homens que militam em causa própria ou são possuidores de um propósito diabólico de se infiltrar nas igrejas e pregar atualizações da Bíblia e contextualização moral segundo o padrão desse mundo.
Mas Deus continua exortanto:
“Contudo, tenho contra você algumas queixas. Você tolera em seu meio pessoas cujo ensino é semelhante ao de Balaão, que mostrou a Balaque como fazer o povo de Israel tropeçar. Ele os instigou a comer alimentos oferecidos a ídolos e a praticar imoralidade sexual. De igual modo, há entre vocês alguns que seguem o ensino dos nicolaítas. Portanto, arrependa-se ou virei subitamente até você e lutarei contra eles com a espada de minha boca. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca, e nela estará gravado um nome novo, que ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe.” (Ap 4:14-17/NVT)
Deus continua o mesmo. Ele não muda e nem sofre variações (Tg 1:17). Ele não tolera falsos profetas e punirá cada um no Seu tempo.
Mas existe uma promessa a todos que se mantém fieis.
Ele recompensará os que não se venderem, não se curvarem e não negarem a fé.
Existe um galardão a nossa espera. Um julgamento nos aguarda e desejamos ser achados puros e dignos diante do Seu trono.
Não esmoreça diante das propostas m9alignas. Siga firme obedecendo a vontade de Deus. Ele é fiel e julgará com justiça este mundo Amém!





sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Devocional 49 - Não Blasfeme.

Leitura Bíblica: Números 19 ao 21

"Envio Moisés embaixadores ao rei de Edom desde Cades, dizendo: Assim diz teu irmão Israel: Tu hás conhecido todo o sofrimento que nos há sobrevindo... Agora, veja, estamos em Cades, cidade ao estremo do teu território. Permite-nos passar por tua terra. Não passaremos por campos nem vinhedos, nem beberemos água de nenhum poço. Iremos pelo caminho real, sem aparta-nos nem à direita nem à esquerda, até que hajamos passado teu território. Mas Edom respondeu: Não passarás por aqui, de outro modo, sairei contra ti armado... E Edom saiu a enfrentá-lo com muito povo e mão forte". (Nm 20:14,16b-18,20b/BTX)

Israel estava no ano quarenta da peregrinação no deserto. Agora, próximos a tomar posse da terra prometida, começam a enfrentar dificuldades no trajeto, já que precisavam passar entre outros povos até conquistar Canaã.
Edom era o território dos filhos de Esaú, irmão de Jacó, cujo nome foi trocado por Deus para Israel. (Gn 36:15-40; 1 Cr 1:43-54). Esse termo “irmão” era usado em relação aos edomitas (descendentes de Esaú) em vários outros textos (Nm 20:14; Dt 2: 4-5; Am 1:11; Ob 1:10) que você encontrará mais a frente.
Passar por suas terras era um pedido justo. Não havia segundas intenções camufladas ou pretensão de guerra. Mas os edomitas não aceitaram. Talvez por medo da fama de Israel, seu ancestral, pelo grande número do povo, ou pelos sinais de Deus no Egito.
O que saliento é que agora tão próximo a terra, começam surgir empecilhos.
Primeiro com Edom (Nm 20:14-22), depois com os amorreus (Nm 21:21-31), depois com Basã (Nm 21:33-35), até entre eles mesmos, que se desesperam e começam a reclamar de tudo, inclusive do maná, a provisão que Deus deu pra todo aquele tempo no deserto.
"Em seguida, partiram do monte Hor e tomaram o caminho para o mar Vermelho, a fim de contornar a terra de Edom. Mas o povo ficou impaciente e começou a se queixar contra Deus e contra Moisés: “Por que você nos tirou do Egito para morrermos aqui no deserto? Aqui não há o que comer nem o que beber. E detestamos este maná horrível!” (Nm 21:4-5/NVT).
Como se não bastasse as dificuldades pelo caminho, as guerras que enfrentariam e o cansaço pela jornada, o povo volta a reclamar de forma ingrata de tudo o que Deus fazia através de seu servo Moisés.
Imagine ouvir a mesma reclamação por quarentas anos! Como você se sentiria?! Agora se coloque no lugar de Deus. Era justo reclamaram mediante toda provisão recebida a ponto de dizer que o maná era insuportável?!
Quanta ingratidão!
Serpentes seria pouco para o que eu faria (Nm 21:1-9).
Mas Deus sempre, constantemente, de forma paciente e amorosa, continuava abençoando o povo e ouvindo as orações de Moisés.
Quantas vezes agimos assim... Deus nos promete algo que acaba atrasando devido a nossa instabilidade perante Ele, pela nossa desobediência, blasfêmia, murmuração, agimos como filhos mimados, rebeldes, ingratos. Mas Deus permanece ali, não retrocede um passo. E ao avistar a bênção começamos a reclamar como se Ele fosse o nosso servo e não o contrário.
Fazemos desaforos, criticamos o processo, reclamamos da provisão oferecida e até constrangemos o ímpio por tamanha insolência mostrada ao nosso Deus.
Esquecemos que a porta está aberta, é ampla, mas existem adversários (1 Co 16:9). Até o fim Deus provará o nosso coração e moldará nosso intento para que recebamos a promessa imbuídos do mesmo propósito que Ele.
Deus não precisa de nós, somos nós quem precisamos Dele. Então por que agimos como se pudéssemos viver sem Sua presença, sem o Seu agir e proteção? Sem Ele estaríamos perdidos!
Precisamos mudar nossas expectativas, aprender a agir diferente. Nos arrepender dessas atitudes e nos render a vontade Daquele que sabe o que faz. "Pois agindo Ele, quem impedirá?" (Is 43:13) 
Que não haja lugar para ingratidão em nossos corações, mas que possamos lembrar de Sua misericórdia que nos mantém vivos e nos sustentará até aquele grande dia (Sl 78:11; Lm 3:22-23). Não blasfeme!






quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Devocional 48 - O Papel do Mediador

Leitura Bíblica: Números 16 ao 18.

O SENHOR disse a Moisés: “Fala aos filhos de Israel. Recebe deles, para cada casa patriarcal, um cajado; que todos os líderes das tribos, por suas casas patriarcais, te entreguem doze bordões. Escreverás o nome de cada um deles no seu próprio cajado. No cajado de Levi escreverás o nome de Arão, visto que é necessário que haja um só cajado para cada chefe das tribos. Tu os colocarás em seguida, na Tenda do Encontro, em frente da arca das tábuas da Aliança, onde Eu encontrarei. O cajado que eu escolher, florescerá aquela; assim não deixarei chegar até mim as murmurações que os filhos de Israel proferem contra vós!” (Nm 17:1-5/KJA)
Quando um relacionamento não vai bem uma ajuda é sempre bem vinda, por isso, há necessidade de alguém que seja bastante consciente e sábio para participar na mediação das decisões entre duas pessoas. Essa era justamente a função dos sacerdotes no antigo Israel.
Após o episódio com Corá com sua rebelião, o povo de Israel continuava murmurando contra Deus e confrontando a liderança de Moisés e Arão (Nm 16:41). Deus sabia que o povo não ía parar e logo Arão morreria. Por isso, manda Moisés convocar o povo e fazer que cada líder tribal trouxesse uma vara para ser apresentada diante de Deus. Acredito que houve uma seleção anterior de nomes entre eles, e chegaram aos principais de cada tribo, cuja a vara de Arão se encontrava.
Moisés pegou as doze varas que eram feita de galho de árvore em forma de um pequeno cajado, e as colocou dentro da arca da aliança, onde permaneceu até o outro dia. Em cada vara foi escrito o nome do seu representante.
No outro dia, imagine a surpresa do povo mediante a apresentação de Moisés! Somente a vara de Arão havia brotado, e não só isso, ela frutificou amêndoas maduras e deu flor. Era a prova incontestável de quem Deus o havia escolhido de forma clara para exercer o papel de mediador entre Ele e o povo. (Nm 17:10,11).
Essa passagem é uma tipologia de Cristo como o nosso sumo-sacerdote diante do Pai. 
É Ele quem intercede a Deus pelo nosso pecado. E para termos acesso é preciso aceitar essa mediação e entender que somente através da propiciação oferecida por Cristo isso nos é garantido (Hb 10.19-25).
Jesus se tornou nosso sumo sacerdote (Hb 8:1-6; 9:11-15), Ele é o nosso Advogado definitivo que tem plenos poderes para advogar por nossa causa (1 Jo 2:1) diante do grande Juiz.
Apesar de muitos colocarem em dúvida a Sua mediação ou dizer que outros podem fazer o mesmo papel, assim como aqueles israelitas sugeriram, Deus continua mostrando que não há outro capaz de nos justificar diante Dele e de mediar nossas causas sem ser punido.
Aquilo que simbolicamente Arão fazia de forma imperfeita, Cristo o fez de forma completa e perfeita na cruz do Calvário. Ele se ofereceu em nosso lugar, pagando a dívida que estava contra nós e hoje está na sala do trono, diante do Pai nos redimindo perante Ele.
O relacionamento de Deus com Israel muitas vezes ficou estremecido devido a rebeldia e a desobediência dos israelitas. Algumas vezes, as ofensas eram tão graves que o Senhor punia imediatamente os ofensores (Nm 14:40-45; 15:32-36; 16:31-35). Entretanto, Ele sempre ouvia também a intercessão de Moisés e Arão em favor do povo (Nm 16:22,46-48).
Da mesma forma hoje Deus também pune todo aquele que não busca Cristo em seu favor e tenta fazer suas próprias vontades. A Bíblia é clara: Ninguém pode ir ao Pai a não ser por Ele - Jesus Cristo (Jo 6:44; 14:6-14).
Discutir o indiscutível não levará a bons resultados.
Corá confrontou e foi engolido pela terra juntamente com Dotã, Abirão e suas famílias. Duzentos e cinquenta homens morreram fulminados por questionarem a Deus. Outros milhares morreram pela praga por não entenderem quem manda. Pra que buscar intermediador onde não tem se Deus já determinou que somente o Seu filho cumpre esse papel?! (1 Tm 2:3-6)
Não é Maria, nem os santos, nem apóstolos, nem os pais da igreja, nem a igreja, nem o papa, nem o bispo, nem o pastor e nem outra pessoa qualquer. Só Cristo pode nos justificar diante do Pai e interceder por nós para que sejamos salvos. Somente Ele tem o papel de mediador, e é a Ele que devemos nos render e orar.







quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Devocional 47 - Surpreenda Deus

Leitura Bíblica: Números 14 e 15.

"Mas o povo que habita nessa terra é forte, e as cidades têm sido fortificadas e são mui grandes, e ali vimos os descendentes de Anaque. Os amalequitas habitam na terra do Neguebe, e o heteu, o jebuseu e o amorreu habitam na serrania, e o cananeu habita ao largo do Mar Grande e na ribeira do Jordão... E difamaram ante os filhos de Israel a terra o que haviam explorado, dizendo: O país que fomos a explorar é um país que devora seus habitantes, e todo povo que vimos no meio dele são homens de imensa estatura. E vimos ali os nefilins, e parecíamos gafanhotos ante seus olhos." (Nm 13:28-29,32-33/BTX)

"Todos os israelitas reclamaram contra Moisés e Arão e exclamavam: “Antes tivéssemos morrido na terra do Egito! Antes morrêssemos todos neste deserto! E por que Yahweh nos traz a esta terra para nos fazer perecer a espada, para entregar como presa ao inimigo as nossas mulheres e as nossas crianças? Não nos seria melhor voltar para o Egito?” E murmuravam uns com os outros: “Escolhamos um líder e voltemos para o Egito!” (Nm 14:2-4/KJA)
Mas Josué e Calebe, que eram daqueles que também espiaram a terra, disseram: "A terra da qual fizemos o reconhecimento é muito boa! E, se o Senhor se agradar de nós, ele nos levará em segurança até ela e a dará a nós. É uma terra que produz leite e mel com fartura. Não se rebelem contra o Senhor e não tenham medo dos povos da terra. Diante de nós, eles estão indefesos! Não têm quem os proteja, mas o Senhor está conosco! Não tenham medo deles!”. (Nm 14:7-9/NVT)
"Ainda assim, toda a comunidade começou a falar em apedrejar Josué e Calebe. Então a presença gloriosa do Senhor apareceu na tenda do encontro a todos os israelitas, e o Senhor disse a Moisés: “Até quando este povo me tratará com desprezo? Será que nunca confiarão em mim, mesmo depois de todos os sinais que realizei entre eles? Eu os deserdarei e os destruirei com uma praga. Então, farei de você um povo ainda maior e mais poderoso que eles!”. (Nm 14:10-12/NVT)
Diante desses acontecimentos, se Deus lhe fizesse essa proposta, o que você responderia?!
Vejo nesta passagem Deus provando o coração de Moisés. Ele estava testando a perseverança, a paciência e a longanimidade daquele homem que por vezes fora agredido pelo povo e cuja liderança estavam negando.
Não era fácil ouvir aquelas palavras. Elas pesavam no seu orgulho, na sua autoestima, no seu senso de justiça, mas também estavam subestimando sua autoridade como líder e regente de Deus.
Ele poderia ter se alegrado com a proposta e dito: "É Senhor, nós tentamos de tudo, mas infelizmente eles não querem. Recomece de mim". Mas não o fez, antes deu a resposta mais improvável entre os homens.
“O que os egípcios pensarão? Eles sabem muito bem do poder que mostraste ao resgatar o teu povo do meio deles. Os egípcios informarão isso aos habitantes dessa terra, que já ouviram falar que vives entre o teu povo. Sabem, Senhor, que apareces ao teu povo face a face e que a tua nuvem permanece sobre ele e que vais adiante dele na coluna de nuvem de dia e na coluna de fogo à noite. Se exterminares todo este povo com um só golpe, as nações que ouviram falar de tua fama dirão: ‘O Senhor não foi capaz de levá-los à terra que jurou lhes dar, por isso os matou no deserto’. “Por favor, Senhor, mostra que o teu poder é tão grande quanto declaraste. Pois disseste: ‘O Senhor é lento para se irar, é cheio de amor e perdoa todo tipo de pecado e rebeldia. Contudo, não absolve o culpado; traz as consequências do pecado dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração’. De acordo com o teu grande amor, peço que perdoes os pecados deste povo, como os tens perdoado desde que saíram do Egito”. (Nm 14:13-19/NVT)
Que postura admirável! Que declaração bendita!
Em suas palavras vemos que sua principal preocupação era engrandecer o nome de Deus e de não permitir que os povos ímpios O blasfemassem.
Ele não pensou em si mesmo. Não se orgulhou da proposta. Não se envaideceu aproveitando a oportunidade de se vingar do povo, antes, temeu que o nome de Deus fosse maculado.
Que lição maravilhosa aprendemos aqui.
Quantas vezes nos prendemos àquilo que julgamos ser o melhor para nós e não nos importamos com o nosso testemunho, dando munição para o ímpio blasfemar contra Deus. Promovemos escândalos, participamos de rodinhas de escárnio, ajudamos o inimigo a tramar contra o povo de Deus.
Davi, dentre tantos exemplos bons caiu nesse erro, e foi punido por Deus.
"Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. E disse Natã a Davi: Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morrerás. Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do Senhor blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá" . (2 Sm 12:13-14/ARC)
A Bíblia nos dá esses dois exemplos para que possamos entender a importância de testemunhar a glória de Deus em toda situação, e jamais cooperar com o inimigo em sua trama de desonrar a Deus.
Que nossos atos e decisões surpreendam os ossos inimigos, mais que isso, surpreenda a Deus de forma que Ele se orgulhe de nosso caráter de filho obediente e Sua bênção alcance os que estão ao nosso redor.






terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Devocional 46 - Não sejamos Ingratos.

Leitura Bíblica: Números 11 ao13.

"Mas o povo começou a murmurar amargamente aos ouvidos de YHWH e foi incendiada a Sua ira, e o fogo de YHWH foi inflamando contra eles, e o consumiu um extremo ao outro no acampamento". (Nm 11:1/BTX)

Imagine você libertar um povo que era oprimido no Egito como escravo, punir seus opressores por pragas mortais, abrir o Mar Vermelho para passarem a pés enxutos, serem norteados e protegidos pela presença de Deus em forma de coluna de fogo e fumaça, receberem o maná sem falta, acharem água, apesar do deserto, para beber, vencerem uma guerra contra os amalequitas, logo no início da jornada e ainda assim ouvir: "Bom mesmo era o Egito. Lá tinha carne, peixe, comíamos frutas, o tempero era farto, aqui só temos esse maná!"
O que você faria diante de tanta ingratidão?!
Agora imagine Deus! Com tamanho poder de criação e destruição segurando a Sua ira para não destruir todo aquele povo que não reconhecia o Seu cuidado e só sabia reclamar do que não tinham naquele deserto...
Ler o que fez para puni-los parece um absurdo, mas trazendo para nós, meros mortais e sem nenhum poder, podemos analisar que não chegou a metade daquilo que faríamos ao povo por tamanha raiva que sentiríamos.
Ao ler a Bíblia, o que muitas pessoas esquecem, é de contextualizar a história aplicando a nossa vida e fazendo comparações às nossas emoções e atitudes.
É claro que Deus nem se compara a nós. Ele é soberano em Suas ações e pensamentos. Mas conjecturando e fazendo algumas analogias, podemos entender a fúria de Deus e observar que até irado Ele se mostra misericordioso.
Como nos enxergamos nas atitudes do povo de Israel. 
Quantas vezes agimos exatamente da mesma forma, sendo blasfemos, chorões, ingratos, insensíveis.
Deus é tremendamente misericordioso com nossa vida. Apesar de nossos pesares, Ele se mantém fiel e não nega Sua presença e bênção.
E às vezes que não dá o que Lhe pedimos, é por saber que aquilo nos fará mais mal do que bem, e por isso nos protege de nós mesmos.
Ele é amoroso, mas não deixa de nos disciplinar.
Ele é longânimo, mas não isenta o ensino.
Ele é justo e por isso não encobre nosso erros.
Ele sabe o que faz em toda e qualquer situação, e tudo coopera para o nosso bem.
Que sejamos gratos por cada sim e também por cada não que Ele nos dá, entendendo que em Sua Soberania tem sempre o melhor para cada um de nós.





segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Devocional 45 - Ao Toque da Trombeta

Leitura Bíblica: Números 8 ao 10.

"O Senhor também disse a Moisés:  “Faça duas trombetas de prata batida. Com elas você chamará a comunidade para se reunir e dará o sinal para levantar acampamento.  Quando as duas trombetas soarem, todos se reunirão diante de você à entrada da tenda do encontro. Se apenas uma trombeta soar, somente os líderes, os chefes dos clãs de Israel, se apresentarão a você.  Apenas os sacerdotes, os descendentes de Arão, tocarão as trombetas. Essa é uma lei permanente para vocês, a ser cumprida de geração em geração". (Nm 10:1-5,8/NVT)

A trombeta tinha um uso muito importante no Antigo Testamento. Sua função era convocar o povo para uma assembleia diante do Tabernáculo para ser instruído por Deus (Nm 10:3-4), para anunciar uma guerra (Nm 10:9) ou dar início as festas solenes (Nm 10:10)
Por diversas vezes veremos Deus ordenando aos sacerdotes que toquem as trombetas, e tal prática simboliza algo muito importante registrada no livro do Apocalipse.
Imagine: uma multidão assentada no deserto. Como anunciar uma reunião de emergência, ou fazer o povo ficar alerta pela invasão inimiga ou ainda sinalizar que a festa iria começar?! Somente um som alto suficiente e diferenciado  para fazer esse papel sem ser confundido.
Deus instrui então a Moisés para fazer dois desses instrumentos para reunir o Seu povo em forma de convocação.
É curioso como no Novo testamento a mesma referência é feita na volta de Jesus: "Eis que eu vos declaro um mistério: nem todos adormeceremos, mas certamente, todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Porquanto a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados.". (1 Co 15:51-52/KJA)
Apocalipse 8:2 diz "Então, observei os sete anjos que se encontram em pé perante Deus, e lhes foram entregues sete trombetas". E depois de tocarem a seis primeiras Trombetas "o sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre seu rosto e adoraram a Deus, dizendo: Graças te damos, Senhor, Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder e reinaste". (Ap 11:15-17)
O Antigo Testamento aponta uma tipologia no Novo Testamento. Aquilo que é literal para Israel no deserto traz uma mensagem simbólica para nós o Seu povo nessa era.
Deus ainda hoje convoca o Seu povo para a instrução de Sua Palavra, e nos alerta para guerra. A trombeta está sendo tocada. Todos nós enfrentamos uma batalha diária no mundo espiritual. Lutamos contra hostes espirituais, contra principados e potestades que habitam nas regiões espirituais (Ef 6:12). Mas uma promessa nos mantem firmes: quando a última trombeta soar seremos chamados para a festa da vitória, a volta de Cristo e o casamento do Cordeiro (Ap 19:7-9).
Um dia todas as trombetas serão tocadas para anunciar a festa solene, a grande vitória será comemorada e um eterno gozo virá sobre esta terra. O Rei voltou!
Que nossos ouvidos estejam alertas para ouvir este grande dia. Maranata!



Devocional 342 - Guerreie em Oração.

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 9 ao 13.  "Usamos as armas poderosas de Deus, e não as armas do mundo, para derrubar as fortalezas do rac...