quinta-feira, 31 de março de 2022

Devocional 90 - A Interferência Divina.

Leitura Bíblica: 1 Samuel 25 ao 27.

"Samuel morreu, e todo o Israel se reuniu para lamentar sua morte. Foi sepultado em Ramá, onde tinha vivido. Então Davi desceu para o deserto de Maom. Havia um homem rico em Maom, que tinha propriedades perto da região do Carmelo. Possuía três mil ovelhas e mil cabras, e era época da tosquia das ovelhas. O homem se chamava Nabal; sua esposa, Abigail, era uma mulher inteligente e bonita. Mas Nabal, descendente de Calebe, era um homem rude e perverso em tudo que fazia". (1 Sm 25:1-3/NVT)

Com a morte de Samuel, Davi fica mais vulnerável a Saul, pelo menos espiritualmente, visto que Samuel era seu amigo e conselheiro (1 Sm 19:18), por isso, foge para as montanhas a fim de se refugiar, visto que de lá, era fácil ver quem se aproximava e poderia facilmente escapar.
Naquele lugar, teve conhecimento de um descendente de Calebe próspero na região. Pertencentes à mesma tribo, Judá, acreditou ter encontrado um aliado que pudesse lhe ajudar naquele momento. Para tanto, o tempo que permaneceu ali ajudou na segurança local com seus seiscentos homens, livrando seus rebanhos e pastores de invasores e ladrões (2 Sm 25:21-22).
Com o passar do tempo, Davi fica sem provisões e decide procurar Nabal para retribuí-lo pela serventia voluntariada. Contudo, Nabal é grosseiro e lhe nega qualquer tipo de ajuda, tratando-o como mentiroso e interesseiro. (2 Sm 25:10-11)
Davi, ofendido, convoca seu exército para punir Nabal e toda sua família (v.13), mas a caminho, é surpreendido por Abigail, esposa de Nabal, que inteligentemente soube contornar a situação e aplacar a ira de Davi impedindo o massacre (vs. 12-20, 24-35).
O restante da história você conhece. Por fim, Nabal teve um mal súbito e veio a óbito, e posteriormente Abigail se torna uma das esposas de Davi.
Quantas vezes nos voluntariamos para fazer o bem ao próximo sem qualquer interesse, mas somos mal interpretados e injustamente acusados de interesseiros, ardilosos, bajuladores, ou coisa pior?!
Davi, que tinha um espírito guerreiro, resolvia suas causas na espada. E nós, como temos resolvido nossos confrontos pessoais?
Nem sempre teremos a interferência de uma Abigail em nossa vida. Mas sempre teremos 'Nabals'. 
A palavra de Deus nos instrui a aplacar a nossa ira com o perdão.
"Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou". (Cl 13:3)
Mas você pode salientar: "É muito difícil contornar essa situação com perdão".
Acredito! Existem circunstâncias onde nossa força não é capaz de suportar emocionalmente o conflito. Mas a Palavra de Deus também nos aconselha:
"Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: "Minha é a vingança; Eu retribuirei", diz o Senhor". (Rm 12:19)
Nada fica oculto aos olhos de Deus (Hb 4:13; Dt 32:35). Entregue suas questões a Ele, pois certamente fará o que é mais justo nesta causa e impedirá que você, agindo impulsivamente, caia em pecado.
Ele sempre agirá na medida certa trazendo juízo e consolação a ambas partes. O Seu Espírito sabe operar de maneira perfeita e nunca falha.
Lance sobre o Pai tudo o que aflige a sua alma, Ele cuidará de você (1 Pe 5:7).
Acredite na interferência Divina.




quarta-feira, 30 de março de 2022

Devocional 89 - Reconhecimento

Leitura Bíblica: 1 Samuel 21 ao 24.

"E levantou-se Jônatas ben Saul, e foi aonde estava Davi em Hores, e o reconfortou em Elohim, e disse-lhe: Não temas, que a mão de Saul meu pai não te achará. Tu reinarás sobre Israel, e eu serei segundo depois de ti, e até meu pai Saul sabe isto". (1 Sm 23:16-17/BTX)

Existe um tempo em nossa vida que todos verão os propósitos de Deus, ainda que eles não estejam sendo executados.
O reconhecimento é algo que acontece naturalmente, não precisa de esforço, não exige palavras, não é uma questão meritória, mas o próprio Espírito Santo se incumbe de revelar Sua missão em nós tornando notório aquilo que Deus planeja executar através das nossas vidas.
Foi exatamente isso que aconteceu com Davi.
Em sua fuga de Saul, para evitar confrontos e negando embates, homens injustiçados e oprimidos por seus próprios problemas enxergam uma liderança promissora juntando-se àquele que possivelmente poderia lhes ajudar (1 Sm 22:1-2). Eram homens que perderam seus bens ou deviam impostos ao rei Saul, cujo governo tributava os pobres trazendo revolta ao povo.
E o número ia crescendo à medida que seu posicionamento diante de Deus ia aumentando (1 Sm 23:13). Em Davi viam um jovem de confiança, dependente de Deus e que aguardava por Sua justiça, e isso lhes atraia trazendo esperança a resolução de suas causas.
Quando estamos em luta, Deus sempre levanta questões para nos ocuparmos. É como se Ele dissesse: "ocupa-se com a Minha causa e Eu Me ocuparei com a sua".
E nesse processo, Ele vai nos capacitando e Sua glória vai sendo vista e reconhecida em nós.
Por isso Jônatas o procurou para dizer que reconhecia seu reinado, e que estava disposto a ser o segundo no reino, ainda que ele fosse o herdeiro do trono.
E foi por isso também, que o próprio Saul reconheceu que não havia como impedir o que Deus estava fazendo.
"E agora, eis que eu sei que certamente hás de reinar, e que o reino de Israel será estável em tua mão. Agora pois, jura-me por YHWH que não exterminarás minha descendência depois de mim, nem apagarás meu nome da casa de meu pai". (1 Sm 24:20-21/BTX)
Não precisamos impor nosso ministério a quem quer que seja, o próprio Deus se incumbe de fazê-lo reconhecido.
Não precisamos lutar por méritos, seguidores, pois o Espírito revelará o que pretende fazer através de nós, e isso determinará nossa liderança.
Nossos inimigos reconhecerão que não podem impedir o que Deus deseja realizar e se submeterão publicamente.
Nossa referência deve ser o que Deus faz e nunca o que estamos fazendo. 
Deus não precisa de nossa ajuda, apenas da nossa rendição e confiança Nele.
Pois tudo aquilo que Ele determinou a nosso respeito se cumprirá (Rm 8:28; Pv 16:4; Sl 138:8; Is 46:10).




terça-feira, 29 de março de 2022

Devocional 88 - Espera, Deus está agindo.

Leitura Bíblica: 1 Samuel 18 ao 20.


Saul se enfureceu com Jônatas e disse: “Seu traidor, filho de uma prostituta! Pensa que não sei que você quer que ele seja rei, para sua própria vergonha e de sua mãe? Enquanto esse filho de Jessé viver, você jamais será rei. Agora vá buscá-lo para que eu o mate!”. “Por que ele deve morrer?”, perguntou Jônatas a seu pai. “O que ele fez?” Então Saul atirou sua lança contra Jônatas, com a intenção de matá-lo. Com isso, Jônatas viu que seu pai estava mesmo decidido a matar Davi. (1 Sm 20:24/NVT)

Era costume na Antiguidade, o patriarcado passar de pai para filho. Toda herança, liderança e negócios da família, ficavam sob a responsabilidade do filho primogênito após a morte do pai.
Na monarquia esse costume deu continuidade entre os povos, por isso Saul planejava deixar sua posição de rei para Jônatas, seu primogênito.
Na falta de um filho homem, o reinado poderia ser deixado para o genro casado com a filha do rei, e na falta deste, poderia deixar para o parente mais próximo ou, se também não houvesse, para o chefe do exército daquele reino.
Ao ver Saul que Davi despontava entre os soldados e seu carisma era elevado entre o povo, preocupou-se em perder o reinado para ele, pois Deus já havia lhe informado que lhe tiraria devido ao seu pecado (1 Sm 15:28-29), e era claro como Deus abençoava Davi em tudo.  Então matá-lo era a única opção, a seu ver, de se livrar de um rival. Por isso passa a persegui-lo num único intuito e se enfurece ao perceber que tanto Mical, a quem lhe havia dado em casamento para ser como armadilha a Davi (1 Sm 18:21) quanto Jônatas, seu primogênito, confabulava a favor de Davi por ter se tornado amigo (1 Sm 20).
Quando Deus tem um propósito em nossa vida, ainda que inimigos se levantem para nos destruir, Deus estará no controle de tudo interferindo na história e mudando situações em nosso favor.
Não existe poder capaz de impedir o agir Daquele que é soberano!
Aquilo que Ele idealiza a nosso respeito só poderá ser impedido mediante ao nosso pecado ou desobediência à Sua Palavra.
Nenhum espírito maligno conseguirá desfazer os planos de Deus ou delimitar Seus propósitos.
Deus é poderoso para fazer infinitamente mais daquilo que pensamos, pedimos ou imaginamos (Ef 3:20), em Sua mão está todo o poder (1 Cr 29:12) e nada pode impedir aquilo que Ele já decretou sobre nossas vidas (Is 43:13).
Acredite na promessa. Deus fará acontecer. Apenas guarde o seu coração do mal (Pv 4:23) e espere no Senhor (Sl 27:14) , pois Ele se levantará em seu favor! (Jó 19:25)
Espera, Deus está agindo!



segunda-feira, 28 de março de 2022

Devocional 87 - Não idolatre a sua Vontade.

Leitura Bíblica: 1 Samuel 15 ao 17.

"Porque como pecado de adivinhação é a rebeldia, e como a idolatria e o culto de imagens a obstinação". (1 Sm 15:23/BTX)

A Bíblia faz certas comparações a algumas atitudes para demonstrar que tipo de pecado está sendo vinculado algum comportamento.
Versículos antes desse (v.12) diz que "Saul erigiu para si um monumento".
Não era em adoração ao Senhor, era em honra a si mesmo.
Por algum motivo sentiu que era merecedor de honraria, e como soberbo, não esperou ser reconhecido por Deus ou pelo povo, antes, honrou a si mesmo através de uma obra arquitetônica.
Deus sempre era claro quanto a Sua vontade. Detalhava aos homens e dava instruções para que ninguém viesse corromper Seus decretos.
Saul decidiu agir por conta própria na guerra contra os amalequitas, prendeu o rei ao invés de matá-lo e guardou os despojos que deveriam ser destruídos (1 Sm 15:18).
Era como se ele dissesse: "eu sei o que é melhor para Israel", deixando os decretos do Senhor de lado e incentivando o povo a agir por conta própria, como se não houvesse Deus em Israel. E isso desagradou profundamente a Deus e ao profeta Samuel.
Seus atos selaram o fim do seu reinado, pois Deus se retirou da sua vida, deixando-o viver por seus próprios desejos (1 Sm 15b, 28-29; 16:14).
Ao ler o versículo citado acima talvez você não entenda a comparação.
Rebelar-se contra Deus é tomar uma decisão contra a vontade de Deus em Sua vida. É não seguir os Seus conselhos e abandonar os Seus mandamentos. O fato de ser comparado a adivinhação é porque aponta a forma como o homem deseja antever o futuro mediante a sua vontade em detrimento àquilo que Deus já informou. É não confiar que Ele está no futuro e conhece a consequência de tal escolha, e por isso diz: "não será assim, você está errado".
Ser obstinado é colocar nossas ideias acima de uma verdade incontestável. É persistir na prática de algo que Deus já determinou ser errado. Por isso é comparado a idolatria, porque tudo que colocamos no lugar de Deus se torna um ídolo em nossa vida, até mesmo nossas opiniões pessoais.
Deus não tolera tais práticas, por isso se afasta, a fim de permitir que nossas escolhas apontem para o Seu cuidado.
É na consequência de nossas escolhas que percebemos o quanto Deus estava certo e como Ele queria nos proteger de nós mesmos.
É no arrependimento que mostramos o quanto somos limitados e dependemos da Sua graça em nossa vida.
É nesse processo que enxergamos nossa rebeldia em acessar o que Deus disse que não era o correto para nossa vida.
Colocá-lo em primeiro lugar e confiar em Sua Onipresença, é a melhor atitude que devemos ter, pois nos livra das mãos do inimigo e nos protege da queda.
Nossas conquistas só serão eternizadas se as entregarmos a Deus reconhecendo que o crédito é Dele.
Não idolatre a sua vontade.





domingo, 27 de março de 2022

Devocional 86 - Não se intimide!

Leitura Bíblica: 1 Samuel 11 ao 14.

"Naás , rei dos filhos de Amom, oprimia amargamente os filhos de Gade e os filhos de Rubén. Para espalhar terror e espanto em Israel, a cada um deles havia arrancado o olho direito. Não ficou nenhum dos filhos de Israel do outro lado, cujo olho direito não houvesse sido arrancado por Naás, amonita, exceto sete mil homens que fugiram dos filhos de Amom e entraram em Jabes-Gileade. Cerca de um mês mais tarde disso, subiu Naás amonita e acampou contra Jabes-Gileade. E todos os homens de Jabes disseram a Naás: Faze pacto conosco e te serviremos. E Naás, amonita, respondeu-lhes: Assim farei pacto convosco: Que a cada um vos arranque o olho direito, para que sirva de afronta a todo o Israel". (1 Sm 11:1-2/BTX)

A Bíblia textual traz um detalhe nesta história que outras versões ocultaram.
Naás, o rei amonita, invade duas tribos de Israel, Gade e Rubén, e mutila sete mil homens arrancando seus olhos direito. Além da desonra e mutilação, como guerreiros estavam impedidos pela lei de lutar, pois nenhum homem com algum comprometimento físico poderia pegar numa arma em Israel. Assim, seriam menos soldados dispostos a lutar por medo de tal mutilação.
O inimigo é sagaz, e sabe exatamente o calcanhar de Aquiles do seu opositor.
Ele age através da ofensa, desequilibrando, desencorajando e humilhando seu oponente a fim de enfraquecê-lo. Afinal, uma alma abatida e desguarnecida de atitudes é propensa a se entregar.
Deus não nos fez para desistir. Sua força está disponível a todo aquele que a buscar.
A Palavra de Deus diz que devemos ser fortes e corajosos, não ter medo e nem ficarmos apavorados por coisa alguma, pois o Ele mesmo vai a nossa frente. Ele é conosco e nunca nos abandonará. (Dt 31:6). E ainda que que as dificuldades venham, e não encontremos forças para lutar, Deus é capaz de nos capacitar pelo Seu Espírito a fim de vencermos toda guerra. Deus jamais se intimida pelo inimigo.
Seu braço forte é sobre nós. Não existe força humana ou espiritual capaz de vencê-Lo (2 Cr 32:8), encha seu coração de esperança e sua alma de paz, pois o Senhor é Deus forte e poderoso para vencer as nossas guerras e nos entregar todos os nossos inimigos.
Ainda que a nossa visão seja destruída, Ele pode restaurá-la. Sua luz nos guia entre as trevas e não somos confundidos. Pois Sua luz é mais forte que o sol e Sua direção mais assertiva que qualquer visão.
Que nossos olhos sejam abertos para essa realidade e que a graça do Pai nos encha de ousadia diante de toda e qualquer afronta.
"Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8:31)
Não se intimide!



sábado, 26 de março de 2022

Devocional 85 - A Humildade precede a Honra.

Leitura Bíblica: 1 Samuel 8 ao 10.

"Porém, foi desagradável aos olhos de Samuel que dissessem: Dá-nos um rei que nos julgue. E Samuel orou a YHWH. E YHWH disse a Samuel: tende a voz do povo em tudo o que te digam, porque não têm rejeitado a ti, mas sim me têm rejeitado a Mim, para que não reine sobre eles. Conforme todas as obras que têm feito, desde o dia em que os fiz subir do Egito até este dia, quando me deixaram e serviram outros deuses, assim estão fazendo contigo". (1 Sm 8:6-8/BTX)

Flavio Josefo, um historiador judeu do I século d.C, da linhagem sacerdotal e davídica que registrou com maestria a história de Israel, escreveu em um de seus livros que Samuel havia julgado por doze anos a nação até a coroação de Saul como primeiro rei de Israel. Desde a morte de Eli, Samuel oficializava as cerimônias e julgava o povo num papel administrativo, cuja função, muito lembrava a de Moisés no passado.
No entanto, a idade havia chegado e o povo o achava velho para guerrear por eles. Via seu vigor desfalecendo e sua linhagem distante de tudo o que ele ensinou como pai e líder religioso da nação.
Por isso, olhando as nações vizinhas desejaram alguém proeminente como cabeça de Israel, e começaram a clamar por um rei.
Samuel se viu desprezado e se sentindo preterido foi reclamar com Deus que o apaziguou explicando que tal desprezo não era pessoal, mas atribuído especificamente a Ele, pois já não confiavam na Sua liderança teocrática, preferindo um homem em Seu lugar.
Deus mesmo escolheu a Saul e instruiu Samuel para ungi-lo.
A Bíblia diz que ele era de uma família rica, tradicional em Israel, bem apessoado e muito alto. O maior de toda nação de Israel.
Mas parece que possuía certa timidez ou insegurança, pois se escondera do povo em meio a apresentação como líder nacional (1 Sm 10:20-23). E de quebra, fora criticado por alguns que o viram com certo desdém.
Como é difícil agradar a multidão!
Deus faz o que Lhe pediram e desmerecem o escolhido julgando inadequado, fraco e incapaz.
Saul reinou cerca de quarenta anos, e se não fosse seu desvio de conduta, poderia ter se tornado um grandioso rei (1 Sm 13:1)
O que faz um homem mudar seu caráter ou corromper suas motivações?!
Como poderia um homem cheio do espírito de Deus (1 Sm 10:10-13) cair precipício abaixo ao ponto de ser abandonado por Deus e receber perturbações malignas?!
O que é capaz de mudar o propósito divino em nossa vida como aconteceu com Saul?
O orgulho.
Como esse sentimento é devastador!
A Bíblia afirma que "o orgulho precede a destruição; e o espírito altivo, antes da queda". (Pv 16:18)
Deus não se agrada de pessoas orgulhosas, e tais sentimentos são idolatria perante Deus (1 Sm 15:23), por isso Ele abate os orgulhosos e exalta os humildes (Mt 23:12).
A história de Saul nos ensina a viver na contramão dos seus exemplos, a fim de alcançar a graça de Deus e Suas bênçãos. Pois os sacrifícios que agradam a Deus é um espírito quebrantado, e um coração humilde e contrito (Sl 51:17) .
Vivamos assim para a glória de Deus!





sexta-feira, 25 de março de 2022

Devocional 84 - A Vitória é um Atributo da Obediência a Deus.

Leitura Bíblica: 1 Samuel 4 ao 7

"Então os filisteus saíram para a batalha, e Israel foi derrotado. A matança foi grande: trinta mil soldados israelitas morreram naquele dia. Os sobreviventes deram meia-volta e fugiram para suas tendas. A arca de Deus foi tomada, e Hofni e Fineias, os dois filhos de Eli, foram mortos". (1 Sm 4:10-11/NVT)

A Palavra de Deus é muito clara "Deus honra a quem O honra" (1 Sm 2:30).
Não existe outra forma de agradá-Lo e nem de ser abençoado, a não ser que O obedeçamos (Dt 28).
Durante o período dos Juízes, o povo fazia o que bem entendia, pois não tinha um líder sobre Israel como Moisés (Jz 21:25).
O que pouca gente observa é que o período dos juízes, ou líderes levantados por Deus para lutar entre o povo como justiceiro, começou ainda no tempo de Josué e durou até o início da monarquia com Saul (Js 15:15-17; Jz 1:11-13; 1 Sm 10).
Samuel é considerado o último juiz por alguns historiadores, o que não seria uma verdade, já que ele nem lutou como os antigos justiceiros (Sansão, Gideão, Jefté...) e nem foi o último, já que juízes sempre existiram em Israel, até antes e depois do exílio Babilônico (Am 2:3; Mq 7:3; Zc 3:7). Porém seu ministério encerrou o tempo daqueles cuja liderança era ofertada por Deus para um propósito.
E foi através da sua liderança que o povo passou a se aproximar de Deus novamente e buscá-Lo como único Deus de Israel.
Ele foi separado para um propósito em seu tempo e cumpriu com seu chamado de maneira exemplar, exortando o povo a sair de sua rebeldia espiritual se rendendo à vontade Daquele cujos propósitos são irrefutáveis.
Durante a liderança de Eli, o povo se tornou idólatra e cometia todo tipo de pecado, a exemplo temos os próprios filhos do sumo-sacerdote, que ministravam no tabernáculo ao mesmo tempo que roubavam as ofertas de Deus e levavam prostitutas para um local que deveria ser sagrado.
E foi devido a isso que Deus permitiu que os filisteus os subjugassem e os vencessem na guerra.
No entanto, ao levantar Samuel como líder e com toda restauração espiritual por ele promovida (1 Sm 7:3-6), Deus volta Sua graça sobre o povo e lhes concede vitória sobre os filisteus (1 Sm 7:7-14), restituindo suas perdas e lhes garantindo um tempo de paz.
Da mesma forma Deus age na atualidade, constrangendo o inimigo do Seu povo ou lhe dando permissão de agir quando somos negligentes a Ele.
Deus usa infortúnios para lapidar o nosso caráter e nos aproximar da Sua vontade. Mostrando que só através da obediência a Cristo somos poupados do mal e protegidos em tempos de calamidade.
"Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus; e qualquer coisa que Lhe pedirmos, Dele a receberemos, porque guardamos os Seus mandamentos e fazemos o que é agradável à Sua vista". (1 Jo 3:21-22).
É a nossa sujeição a Cristo que nos dá garantias para resistir ao diabo com suas tentações nos dando vitória sobre o pecado (Tg 4:7). Ele só foge de nós quando resistimos suas ofertas sujeitando nossa carne a obediência de Cristo  (2 Co 10:5).
Não existe vitória em meio a desobediência.
As bênçãos do Senhor são condicionais (Ex 19:5; Jo 14:21), não existe outra maneira de vencermos o mal a não ser pela obediência a Palavra de Deus.
Muitos tentaram por seu braço, favores e méritos vencer nesta terra, mas somente os que confiam no Senhor são como os montes de Sião e não serão abalados (Sl 125:1-3).
A vitória é um atributo da obediência a Deus.







quinta-feira, 24 de março de 2022

Devocional 83 - Os Mistérios de Deus.

Leitura Bíblica: 1 Samuel 1 ao 3.

"Mas a Ana dava-lhe uma porção dobrada porque ele amava Ana, apesar de que YHWH havia cerrado sua madre. E sua rival a provocava de contínuo para irritá-la, porque YHWH havia cerrado sua madre. E assim fazia de ano em ano, irritando-a quando subia à Casa de YHWH; e ela chorava e não comia." (1 Sm 1:5-7/BTX)

Elcana era um levita que morava em Efraim (Nm 3 e 4; Lv 21; 1 Cr 6:16, 22-28), pois os levitas foram espalhados entre quarenta e oito cidades de Israel para ajudar a julgar causas e instruir o povo, e Elcana era um coatita que habitava em Ramá, nos montes de Efraim.
Ele se casou com Ana, que não lhe deu filhos. E o costume da época com o abono da Lei, permitia que o homem que não tivesse filhos com a primeira esposa, casasse com uma segunda esposa a fim de ter filhos, mantendo o seu nome através da sua descendência (Dt 21:15-17), e foi por isso, que depois de algum tempo (a partir de 3 anos de casado segundo o costume judaico), Elcana se casou com Penina, que lhe deu muitos filhos.
Porém a Bíblia é clara ao dizer que Elcana amava Ana e isso enciumava Penina que infernizava a vida da rival lembrando da sua esterilidade, o que era visto como uma maldição na época (Dt 28:11, 15-68; Sl 127:3).
Em uma das vezes que foram a Siló entregar seus sacrifícios a Deus, Ana orou de forma fervorosa ao Senhor e recebeu em seu coração a palavra do sacerdote Eli que a abençoou. E por sua fé, ela creu e tomou posse da palavra fazendo um voto ao Senhor: assim que tivesse  um filho homem, desmamá-lo-ia e o entregaria para o serviço de Deus por toda a sua vida.
Deus a ouviu e ela cumpriu o seu voto.
Assim que Samuel foi desmamado, o que acontecia entre quatro e seis anos (porque desmamado significava que já era capaz de se alimentar sozinho), Ana o levou para ser apresentado ao Senhor no Tabernáculo em Siló, onde o deixou para servir a Deus de maneira perpétua.
É claro que seu ato voluntário e obediente foi recompensado por Deus que lhe deu mais três filhos e duas filhas (1 Sm 2:21).
Mas o que me chama atenção nesse texto, era o péssimo exemplo paternal de Eli. Ele tinha dois filhos que atuavam como sacerdote no Tabernáculo com ele que eram ímpios diante de Deus e O desagradavam em tudo, e sabendo Eli, nada fazia, sendo conivente com seus erros (1 Sm 2:13-17; 3:11-13).
Com certeza Ana ficara sabendo o que estava acontecendo em Siló, e talvez seu coração estivesse aflito pelo futuro de Samuel, no entanto, confiou no Senhor que não só puniu Eli e seus filhos, mas deu a Samuel um privilégio excepcional - permitiu, que mesmo não pertencendo a classe sacerdotal, oficiasse por algumas décadas sobre Israel (1 Sm 7:2-3, 15), apesar de nunca se apresentar diante da arca, já que ela fora roubada pelos filisteus pela permissão de Deus e só retornou a Israel vinte anos depois, e para o Tabernáculo, somente após a sua morte.
Essa história possui mistérios tremendos que só conheceremos na eternidade.
Por que Ana ficou estéril por tanto tempo, tendo que dividir seu marido com uma segunda esposa, quando Deus poderia ter lhe dado filhos antes?
Por que Deus permitiu que os filhos de Eli fossem ímpios lhe servindo por tanto tempo, quando fulminou Nadabe e Abiú nos primeiro erro? (Lv 10)
Por que Elcana consentiu com aquele voto de Ana, se ele como marido poderia tê-lo desfeito? (Nm 30:13)
Por que Deus permitiu que Seus inimigos roubassem a Arca da Aliança dando-lhes a ideia que o Deus de Israel era fraco? (1 Sm 4-8)
E por que Deus permitiu que um levita julgasse Israel como sacerdote durante tanto tempo se isso infligia a Lei?
São respostas que não encontraremos nas Escrituras, mas que revelam a Soberania Divina que apontam para um Deus que possui mistérios excelentes e que os revela a quem desejar (Dn 2:22, 28a).
Nossa parte é confiar em Seus atos e aceitar que Seus pensamentos são mais altos que os nossos e Sua vontade é boa, perfeita e agradável, e que tudo coopera para o nosso bem (Is 55:8-9; Rm 12:2; Rm 8:28).
Por fim, os mistérios de Deus são excelentes!



quarta-feira, 23 de março de 2022

Devocional 82 - Não Fuja da Correção

 Leitura Bíblica: Rute 1 ao 4.

"Aconteceu quando julgava os juízes, que houve fome no país; e um homem de Bet-Lachem de Judá foi encaminhado a habitar temporariamente num campo de Moabe, ele, com sua mulher e seus filhos. E era o nome daquele varão Elimeleque, o nome de sua  mulher, Noemi, e o nome de seus dois filhos Malom e Quiliom, efrateus de Bet-Lechem de Judá... Os quais toaram para si mulheres moabitas. O nome de uma era Orfa, e o nome da outra era Rute. E habitaram ali por carca de dez anos". (Rt 1:1-2,4/BTX)

A história de Rute está inserida no tempo dos juízes, depois da conquista da terra e a divisão dos territórios entre as tribos feita por Josué.
Foi mais ou menos no tempo do juiz Eúde, que havia libertado Israel das mãos dos moabitas e havia paz entre os dois povos.
O povo israelita se rebelou contra Deus e devido a prática idólatra irou o Senhor com suas práticas pecaminosas, trazendo julgamento pra casa de Israel através da fome.
Elimeleque indisposto a se sujeitar a Deus, foge com sua família para o povo vizinho a fim de encontrar descanso. Porém lá, o que encontra foi a morte, para si e para os seus dois filhos.
Noemi agora viúva e com duas noras, está perdida num povo inimigo e completamente desamparada, pois naquele povo, não havia lei de cuidado ao estrangeiro como na sua terra. Logo, fica sabendo que Deus havia olhado com misericórdia para Israel, e estavam novamente colhendo frutos, o que a motivou voltar.
Rute, uma das noras, decide segui-la até sua terra natal e é bem recompensada por sua decisão.
Eu não precisa relembrar toda história, visto que você a conhece através da sua leitura. O que desejo aqui é aplicar em sua vida.
Elimeleque insubordinado a ser tratado por Deus, foge para o povo inimigo à procura de comodidade, mas se depara com a morte e a dissolução de sua família.
Essa é a parte mais chamativa nesse texto.
Quem não se dispõe a ser tratado por Deus encontra morte. Não existe vida fora dos caminhos do Pai. Não existe solução fora da Sua vontade. Todas as vezes que nos afastamos Dele e buscamos solução para os nossos problemas fora dos Seus caminhos, encontramos destruição, desolação e perdas. Ainda que não seja literal, será emocional ou espiritual. Não há como vivermos sem Deus e nem sem a Sua exortação.
Um pai sempre disciplinará o filho que errou e isso não deve ser pretexto para sairmos de casa ou quebrarmos nossa aliança com Ele.
Para Elimeleque não houve conserto, mas para você há uma chance. 
Talvez sua história seja mais parecida com a de Noemi, que foi levada a se distanciar de sua casa por submissão. 
Talvez suas escolhas erradas têm a ver com conselhos, direcionamentos ou autoridade imposta em sua vida. 
Talvez seu distanciamento tenha a ver com frustrações, medos ou inseguranças. Mas o que vale ressaltar é a lembrança de um lar que sempre está à sua espera.
Deus tem pra você um retorno, uma restauração, um recomeço.
Ele sempre fará novas todas as coisas desde que você esteja motivada a se arrepender e voltar.
Rute foi beneficiada por acompanhar a sua sogra.
Saiba que a sua decisão de voltar, beneficiará outras pessoas que o seguirem.
Sempre haverá conserto, restituição e futuro para quem se submeter a vontade do Pai. Ele disciplina porque ama, e pelo desejo de nos tornar filhos melhores, mais obedientes e atraídos por Seu propósito. Não fuja da correção. Submeta-se a Sua vontade e converta o seu caminho em direção ao Pai.





terça-feira, 22 de março de 2022

Devocional 81 - Os Caminhos do homem e a Graça de Deus

 Leitura Bíblica: Juízes 20 e 21.

"Naqueles dias não havia rei em Israel. Cada um fazia o que bem lhe parecia." (Jz 21:25/BTX)


O livro de Juízes termina com uma história passional horrível que culminou numa guerra e no quase extermínio da tribo de Benjamim.
O que me encanta na Bíblia, é que ela não oculta nenhuma história, pior que seja. Ela registra e aponta cada detalhe trazendo uma reflexão ao leitor.
Pra começar, preciso dizer que a Bíblia não registra apenas aquilo que ela corrobora como verdade, ou princípio moral, mas também descortina o homem diante dos nossos olhos para revelar sua essência pecaminosa e destrutiva sem a presença de Deus.
Em todo o livro de Juízes, um versículo se repete por diversas vezes: "Naqueles dias não havia rei em Israel. Cada um fazia o que bem lhe parecia". Essa repetição nos revela que qualquer homem sem liderança,  lei, ou que não tenha qualquer autoridade sobre ele, é capaz de ocupar um grau de malignidade e poder destrutivo inarrável.
Não há como subestimar um homem que se sinta livre para fazer o que tem vontade, pois a vontade humana nunca é boa, nem perfeita e nem agradável com todos. Ela só busca mérito próprio e benefício individual, ainda que o coletivo seja afetado ou destruído.
Já li a história do "levita e sua concubina" diversas vezes, e admito não entender tamanha estupidez de atitude e nem por que Deus permitiu tal massacre em Israel.
Um estupro coletivo cometido por alguns benjamitas leva um homem separado por Deus a agir deliberamente como ímpio, possuído pelo próprio Diabo. 
Como alguém temente a Deus pode esquartejar sua mulher depois de tê-la entregue a morte e reivindicar juízo, se ele mesmo era culpado por seu sangue?
Por que Deus permitiu que os benjamitas matassem tantos soldados israelitas se eles é quem deveriam ser punidos por não entregar tais criminosos à punição?
De quem foi a culpa?
Por que Deus não puniu somente os malfeitores?
São perguntas das quais não encontro resposta, mas entendo como permissão Divina por desejarem agir como se não houvesse Lei.
A concubina adultera contra o levita, e este que era o guardião da Lei de Deus não a pune como a Lei ordenava (Lv 20:10). Fugindo para casa de seu pai permanece ali por quatro meses até que o levita decida buscá-la. Ao tomá-la de volta, começa a tratá-la como serva e a entrega a homens que o desejam para sodomizá-lo. Permite que ela seja abusada por um bando de homens violentos durante toda noite, e ao amanhecer, sua preocupação era que ela se erguesse para seguir viagem, como se nada tivesse acontecido, até que percebeu sua morte.
Como se não bastasse, carrega-a em seu burro até sua casa e chegando lá a esquarteja em doze pedaços enviando como lembrete às doze tribos de Israel, como se quisesse mostrar sua vingança enrustida.
No processo, cria uma guerra entre as tribos, pois todo o Israel se comove com a história da concubina e busca os criminosos de Benjamim, que se recusa entregar os malfeitores convocando-os para uma guerra injusta.
Mas apesar de 400.000 homens se juntarem contra 26.000 benjamitas, não permitisse contavam que deus permitiria que a tribo vilã destruísse 40.000 soldados israelitas em dois dias de batalha.
A história continua sanguinária. E por fim, a tribo de benjamim fica apenas com 600 homens  escondidos numa caverna. Sem mulheres, filhos, animais e residência. Um massacre abominável, que quase os extermina por completo.
E tudo isso pra nos mostrar que Deus permite ao homem a destruição por suas próprias mãos devido ao seu pecado e iniquidade, como paga por terem se afastado Dele e esquecido do Seu governo.
Deus não precisa punir o homem pelo seu pecado, ele mesmo se incumbe de se destruir.
O desejo de poder, a busca pela liberdade promíscua e a sede de vingança são capazes de exterminar a humanidade.
Mas graças a Deus Ele intervém todas as vezes e nos resgata de nós mesmos.
Sua misericórdia é infinita e sempre separa um remanescente dando a oportunidade de recomeçar.
Apesar de não termos todas as respostas e não compreendermos Seus caminhos, escolhemos Sua graça e aceitamos as novas oportunidades oferecidas a cada manhã.
Que nossa escolha seja menos o caminho dos homens e mais a graça de Deus para nossa vida.




segunda-feira, 21 de março de 2022

Devocional 80 - A Consequência da Impunição

 Leitura Bíblica: Juízes 17 ao 19.

"Havia um homem chamado Mica, que vivia na região montanhosa de Efraim. Certo dia, disse à sua mãe: “Eu a ouvi amaldiçoar a pessoa que roubou suas 1.100 peças de prata. Na verdade, fui eu quem roubou essa prata; ela está comigo”. “O Senhor o abençoe, meu filho”, respondeu a mãe. Ele devolveu a prata, e ela disse: “Dedico solenemente estas peças de prata ao Senhor. Em favor de meu filho, mandarei fazer uma imagem esculpida e um ídolo de metal”. Assim, quando ele devolveu a prata à mãe, ela separou duzentas peças e as entregou a um ourives. Delas ele fez uma imagem esculpida e um ídolo de metal, que foram colocados na casa de Mica. Esse homem, Mica, construiu um santuário para o ídolo e também fez um colete sacerdotal e alguns ídolos do lar. Então nomeou um de seus filhos como seu sacerdote pessoal. Naqueles dias, Israel não tinha rei; cada um fazia o que parecia certo a seus próprios olhos". (Jz 17:1-6/NVT)

Se atentou bem para essa história?
Uma mãe é roubada pelo próprio filho e quando ele assume o roubo a mãe o abençoa e lhe presenteia com uma estátua de prata em sua homenagem, e ainda lhe devolve o restante da prata que sobra do presente.
Este é um retrato da impunidade sendo ensinada dentro de casa.
Como ela foi capaz de bendizê-lo por tamanho erro?!
Uma mãe que recompensa o filho por errar. Que encobre seus maus atos como nada fosse. Que o priva das consequências de seus atos lhe beneficiando por ser mau.
Conhece alguma mãe assim?
Em sua família existe algo parecido?
A Bíblia diz que "o filho sem juízo é tristeza para seu pai e amargura para sua mãe!" (Pv 17:21), que "quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros" (Pv 10:17). 
O  quinto mandamento dizia para honrar os pais (Ex 20:12), e a Lei condicionava o filho rebelde à morte (Dt 21:18-19). 
Ambos erraram. O filho por roubar a mãe e a mãe por não punir o filho. Por isso, o próprio Deus se incumbiu de dissolver aquela família tomando seus bens  (Jz 18:1-31).
Os pais atualmente, buscam recompensar os filhos, ainda que errados, achando que suas atitudes possam mudá-los. Acreditam que o amor é a resposta a toda e qualquer situação e não enxergam o maleficio que estão fazendo à sua posterioridade. São pais ausentes que preenchem o vazio de seus filhos com viagens, objetos, dinheiro, a fim de ocupar seus lugares como se isso fosse possível.
Criam verdadeiros chantagistas, destruindo a integridade de seu caráter em benefício próprio, autodenominando-se vítimas e marginalizados.
Negam a disciplina. Não toleram críticas. Achando-se capazes de curar feridas causadas pelo descaso através de recompensas.
Crianças rebeldes, indisciplinadas, desrespeitosas, amantes de si mesmas, vulneráveis e tolerantes ao mal.
São crianças como estas que se tornam adultos egoístas e incapazes de aceitar autoridade, rebelando-se em tudo e se negando a submeter ao direito do outro, pois foram ensinadas a se auto estimar pisando em outros.
Assim têm dificuldade de acreditar em Deus e negam qualquer tipo de submissão, pois se colocaram num patamar de prepotência tal que olham para todos de cima, como se fossem seus servos. Vivendo seus próprios desejos e não se negando a nada, mesmo que seja contra a lei, moral ou costumes.
E sabe o pior?! Abandonam seus pais e os tratam com desrespeito em sua velhice, pois não aprenderam a honrá-los quando criança.
Deus não é conivente com tais práticas.
Toda Bíblia ensina, e você se tornará inculpável diante de Deus quando Ele lhe pedir contas. Porque acredite, Ele pedirá! (Ec 12:14)
À maneira com que os pais lidam com a impunidade de seus filhos hoje lhes custará caro amanhã, e acredite, serão os mais prejudicados.
Olhe para essa geração e veja o ponto que chegamos por não discipliná-la.
Quem ama ensina, é justo na punição e não tolera o mal.






domingo, 20 de março de 2022

Devocional 79 - O Perigo da auto-confiança.

 Leitura Bíblica: Juízes 13 ao 16.

"Como todos os dias ela o importunasse com sua insistência, ele foi se cansando dia após dia, a ponto de angustiar-se até à morte... Então Dalila o chamou: “Sansão! Vê, os filisteus estão voltando!” Acordando do sono, ele disse: “Sairei e me livrarei deles como das outras vezes.” Entretanto, ele não tinha notado que o SENHOR já se havia retirado dele". (Jz 16:16,20/KJA)

Minha filha ganhou do seu pai a carteira de motorista ao completar 20 anos. 
Fez as aulas, passou muito bem na prova teórica e chegou o dia da prova prática.
Dois dias antes foi fazer o reconhecimento de percurso e fez tudo certo, ao ponto de gravar todo o trajeto e saber exatamente cada fase memoravelmente. 
Ficava se vangloriando de sua dedicação e presteza e dava por certo a aprovação máxima, sem perder nenhum ponto se quer no dia da prova. 
Chega o dia!  Dia chuvoso, pista lameada.
Entra no carro, coloca o cinto, liga o farol, e dá a partida. O carro morre!
Com isso, os três pontos que poderia perder durante todo o percurso foi ali, sem ao menos ter saído do lugar. Ela não contava com tal imprevisto. Esqueceu que a máquina segue um padrão diferente da nossa vontade. Que não dá garantias mediante a presteza, mas prova o condutor por cada habilidade. Testou sua paciência, sua segurança, mas no fim deu tudo certo. Aprovada de primeira.
Com Sansão aconteceu o mesmo. Sua força, a presença constante de Deus em sua vida, apesar dos pesares e suas vitórias,  deixaram seu ego inflado, sua estima elevada e sua dependência em baixa. Achava-se capaz de vencer qualquer um e qualquer coisa. Mas não contava com os imprevistos.
Sua autoconfiança foi seu calcanhar de Aquiles.
Sua derrota tinha mais a ver com sua vanglória que com seus inimigos.
Tornou-se abnegado, soberbo, orgulhoso. Não percebeu que aos poucos se afastou Daquele que lhe garantia tudo, até a força.
O cabelo era um detalhe que apontava sua obediência. Mas era o seu caráter que precisava se manter intacto. No entanto, cedeu. Abriu uma brecha para o coração que o enganou (Jr 17:9). Confiou em quem não deveria (Jr 7:5) e desceu a morte desonrado.
Quantas vezes deixamos que nossos dons tomem lugares que pertencem a Deus.
Corrompemos nossas atitudes, quebramos nossas alianças, cedemos ao pecado e caímos em mãos inimigas.
A primeira coisa que perdemos é a visão.
O mundo espiritual sabe a importância de enxergarmos o Pai, e logo nos arranca isso, para não termos condição de voltar atrás. Logo nos prende com cadeias e nos faz andar em círculos, carregando um fardo que limita nossas forças e nos faz desejar a morte.
Mas saiba que Deus tem perdão para lhe oferecer.
Ele sempre age quando permitimos e é capaz de destruir nossos destruidores e ser exaltado uma vez mais através de nós.
Siga em direção aos pilares de sustentação do inimigo, e derrube-os, ainda que sua vida dependa disso. Pois você pode até perdê-la, mas sua alma ficará intacta e encontrará salvação.



 

sábado, 19 de março de 2022

Devocional 78 - Cuidado com o Voto

Leitura Bíblica: Juízes 10 ao 12.

“Se entregares os amonitas nas minhas mãos, aquele que estiver saindo da porta da minha casa ao meu encontro, quando retornar da vitória sobre os amonitas, será oferecida ao SENHOR, e eu o sacrificarei em holocausto!” Então Jefté partiu para o combate com os amonitas, e o SENHOR os entregou a todos em suas mãos. Ele tomou posse de vinte cidades, desde Aroer até os arredores de Minite, chegando a Avel-Keramin, Abel-Queramim. E, desta forma, os amonitas foram dominados pelos filhos de Israel". (Jz 11:30-33/KJA)

Muitas pessoas vivem dois extremos: o de viver fazendo voto e o de nunca fazer.
Ambos fazem parte de dois lados da mesma moeda - o querer agradar a Deus.
O voto tem a conotação de um sacrifício, algo que alguém renuncia por amor a Deus ou por buscar algo que determinantemente não alcançaria de maneira natural, então o faz para buscar uma graça divina.
Jefté era um homem fragilizado em sua história. 
Sua mãe era prostituta e morreu ao lhe dar à luz (Jz 11:1-2). Seus meios-irmãos não o aceitavam e o expulsaram de casa tão logo a morte do pai. Jefté então foge para terra de Tobe, onde homens de má índole começaram a segui-lo por algum motivo não registrado nas Escrituras.
Passado algum tempo, amonitas atacam Israel e os anciãos buscam Jefté a fim de que ele lidere o povo contra seus inimigos como um justiceiro. A princípio Jefté ficou meio escabreado, mas no fim acabou aceitando a missão.
Em sua fragilidade, procurou o conselho de Deus e fez um voto: "se Deus lhe entregasse os amonitas em suas mãos, quando voltasse para casa o primeiro ser vivo que viesse ao seu encontro seria sacrificado a Deus como uma oferta".
A Bíblia não fala sobre posses, também não aponta o fato dele ter uma esposa ou concubina, apenas faz uma observação, Jefté possuia uma única filha.
Ao vencer a guerra, voltando para sua casa para adorar a Deus se depara com sua filha salmodiando em sua direção pela vitória.
Jefté se desespera, pois sabia que não poderia quebrar o voto feito e teria que entregar sua única filha que ainda era jovem e virgem a Deus, terminando assim sua linhagem em Israel.
Essa história aponta duas vertentes:
Primeiro, Deus ouviu a oração de Jefté e aceitou o seu voto. Segundo, na sua impulsividade esqueceu de calcular as consequências do que prometera ao Senhor.
Essa história nos enche de temor a Deus, pois somos confrontados com duas verdades: Deus é fiel, e por isso, devemos permanecer fiel a Ele. 
Ainda que estejamos desfrutando da graça divina, não devemos prometer nada que não estamos dispostos a fazer, entregar ou cumprir a Deus.
"Quando fizer uma promessa a Deus, não demore a cumpri-la, pois ele não se agrada dos tolos. Cumpra todas as promessas que fizer. É melhor não dizer nada que fazer uma promessa e não cumprir. Não permita que sua boca o leve a pecar. E não se defenda dizendo ao mensageiro do templo que a promessa foi um engano. Isso deixaria Deus irado, e ele poderia destruir tudo que você conquistou". (Ec 5:4-6/NVT)
"Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!” — Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz. Jesus terminou, dizendo: — Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem". (Lc 14:28-33/NTLH).
Cuidado com o voto.




sexta-feira, 18 de março de 2022

Devocional 77 - Sede de Poder

 Leitura Bíblica: Juízes 7 ao 9.

"Em seguida Abimeleque rumou para a casa de seu pai em Ofra e matou seus setenta irmãos, filhos de Jerubaal, todos sobre uma rocha. Contudo, Jotão, o filho caçula de Jerubaal, escondeu-se e conseguiu escapar. Então, todos os cidadãos de Siquém e de Bete-Milo reuniram-se ao lado do Carvalho sagrado, próximo à estela de Siquém, e proclamaram rei a Abimeleque". (Jz 9:5-6/KJA)

O primeiro a ser proclamado rei em Israel foi Abimeleque, cujo reinado teve a duração de três anos (Jz 9:22). 
É uma história que poucas pessoas conhecem, pelo pouco registro nas Escrituras. Porém, nos revela um coração corrompido pelo poder e desejo por autoridade.
Gideão fora um guerreiro em Israel, cuja batalha propiciava justiça para povo mediante a vontade de Deus. 
Sua história é bem conhecida, pois com apenas trezentos homens venceu uma guerra usando tochas de fogo dentro de cântaros e shofar, que foram tocados pelos soldados israelitas ao redor do acampamento midianita sendo disperso pelo próprio Deus.
Gideão tinha setenta filhos, que depois de sua morte, buscavam a liderança em Israel, mas que acabaram sendo mortos por Abimeleque, que  recebendo recursos do tesouro de Baal-Berite, o deus cultuado em Siquém, conseguiu reunir homens perversos que o ajudaram executar seus irmãos.
Somente o caçula, Jotão, escapou da matança. E, proferindo uma parábola contra Abimeleque, disse que ele encontraria a destruição entre o próprio povo que o ajudou.
Três anos depois, Abimeleque começou a experimentar oposições e revoltas do povo de Siquém contra sua liderança. Então, tentando suprimir os movimentos que se levantavam contra seu domínio, arrasou a cidade de Siquém cobrindo sua terra com sal para que se tornasse infértil. Na ocasião, muitas pessoas procuraram refúgio na torre do templo pagão de Baal-Berite. Mas o sanguinário Abimeleque colocou fogo na fortaleza e queimou vivo um grupo de aproximadamente mil pessoas.
Em seguida Abimeleque foi a Tebes, uma cidade próxima e a sitiou, tomando-a para si. De forma semelhante ao que ocorreu em Siquém, o povo correu para se refugiar numa torre que havia na cidade, e mais uma vez Abimeleque teve a ideia de incendiar a torre. Porém, dessa vez seu plano foi completamente frustrado, quando uma mulher jogou um pedaço de pedra de moinho sobre sua cabeça quebrando-lhe o crânio. Mas como na época era desonroso para um homem morrer pelas mãos de uma mulher, o ímpio Abimeleque ordenou que seu escudeiro o matasse (Jz 9). De qualquer forma, a fama de que uma mulher lhe feriu mortalmente perdurou em Israel (2 Sm 11:21).
Essa história nos mostra o ponto que alguém pode chegar em busca do poder e da fama.
Em nossos dias não é diferente. Muitos matam, roubam, extorquem , chantageiam a fim de alcançar um objetivo que quase nunca é honrável.
À medida que a sociedade cresce, a corrupção e o desejo de subjugar cresce no coração das pessoas.  
Mas Deus sempre age.
Ele jamais permitirá que um ímpio seja exaltado em suas intenções, antes, humilha a todo aquele que se exalta e traz juízo no tempo certo, declarando Sua soberania entre as nações.
Assim como foi com Abimeleque, a justiça chegará de modo que todos reconheçam que a mão do Senhor o fez.
Não se engane pelas circunstâncias ao seu redor. Deus julgará a cada um segundo as suas obras, e ninguém poderá escapar Dele (Jó 34:11; Rm 2:6; Jo 10:27).



quinta-feira, 17 de março de 2022

Devocional 76 - A Vitória Improvável.

Leitura Bíblica: Juízes 4 ao 6.

"E aconteceu que logo depois da morte de Eúde, novamente os filhos de Israel praticaram o que Yahweh, o SENHOR condena. Assim o SENHOR Deus os entregou nas mãos de Jabim, rei de Canaã, que dominava em Hazor. O comandante do seu exército era Sísera, que habitava em Harosete-Hagoim. Os israelitas se lamentaram e clamaram a Yahweh, porque Jabim, que possuía novecentos carros de ferro, os estava subjugando há vinte anos. Nesta época, Deborah, Débora, uma profetiza, casada com Lapidote, julgava e liderava Israel. Ela assentava-se debaixo da conhecida Tamareira de Débora, que ficava entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim, e os filhos de Israel costumavam vir até ela para que ajuizasse sobre suas causas e questões. Certa ocasião Débora mandou chamar Barac bem Avinôam, Baraque filho de Abinoão, da cidade de Kédesh, Quedes, da tribo de Naftali, e lhe declarou: “Yahweh, Deus de Israel, em verdade te ordena: ‘Prepara-te! Toma contigo dez mil homens dentre os filhos de Naftali e os filhos de Zebulom e vai ao monte Tabor. Eis que farei com que Sísera, o chefe do exército de Jabim, marche com seus carros e as suas tropas até o rio Quisom a fim de guerrear contra ti, contudo Eu os entregarei em tuas mãos e tu os vencerás!” Então Baraque rogou a Débora: “Se tu vieres comigo, eu irei, mas se não vieres comigo, também eu não marcharei!” Ao que Débora lhe assegurou: “Que seja como pedes! Certamente irei contigo. Contudo, não será tua a glória desta empreitada, porque o SENHOR entregará Sísera nas mãos de uma mulher!”. E levantando-se prontamente, partiu Débora com Baraque em direção a Quedes, onde Baraque convocou as tribos de Zebulom e Naftali e separaram dez mil homens que os seguiram, e Débora marchou ao lado de Baraque". (Jz 4:1-10/KJA)

Em Juízes 5:6-8 diz que nos dias de Sangar, ou seja, enquanto Deus o usava como justiceiro contra os filisteus, Deus levantou Jael para entregar Sísera aos israelitas, o comandante do exército cananeu.
Esse texto revela que os guerreiros israelitas haviam desaparecido, já não queriam lutar e haviam se rebelado contra Deus por causa da idolatria. E devido a isso, Deus permitiu que Jabim enviasse um exército contra Israel através de Sísera, seu comandante, para invadir o território israelita. No entanto, Deus usou Débora, uma profetiza que julgava as questões administrativas do povo numa certa montanha debaixo das palmeiras entre Ramá e Betel, para convocar Baraque como justiceiro entre o povo e guerrear contra Jabim.
Sua falta de coragem e fé acabou impedindo que seu nome fosse reconhecido nessa guerra, pois implorou a presença de Débora em seu exército como conselheira, para tanto, Deus usa Jael, esposa de um descendente de Hobabe, cunhado de Moisés, para coroar a vitória do povo.
É uma história pequena em registros mas longa em trajetória, cujo final conhecemos ter dado a Débora o título de mãe de Israel e a Jael o de brava guerreira.
Nesse aspecto, o que podemos observar é que Deus usa os improváveis, já que os homens daquele tempo haviam se acovardado. Das doze tribos israelitas, apenas três decidiram lutar - Zebulom, Naftali e Issacar (Jz 4:6,5:15).
São em situações como esta que percebemos como Deus age de formas variadas, usando pessoas disponíveis e aos nossos olhos incapacitadas, a fim de cumprir um propósito determinado por Ele. 
Deus não se detém aos nossos padrões e nem se limita às nossas vontades. Ele faz o que deseja e se compadece de quem Lhe apraz, agindo de forma natural através de pessoas naturais, mas que creem no sobrenatural.
Ninguém pode impedir o agir de Deus.
Quando Ele deseja operar, não há quem o impeça e nem quem possa limitar a Sua mão.
Apesar de Baraque ser o juiz comissionado, Débora ganhou a fama e apesar de muitos guerreiros em Israel, a batalha foi vencida por Jael, uma midianita que não mediu esforços para destruir o destruidor do povo de Deus. A vitória improvável de Israel pelas mãos de uma mulher estrangeira mostra que Deus usa pessoas com fé e não capacitadas fisicamente.




quarta-feira, 16 de março de 2022

Devocional 75 - Não seja um desertor.

Leitura Bíblica: Juízes 1 ao 3.

"O anjo do Senhor subiu de Gilgal a Boquim e disse aos israelitas: “Tirei vocês do Egito e os trouxe a esta terra que jurei dar a seus antepassados, e afirmei que jamais quebraria a Minha aliança com vocês.  De sua parte, vocês não deviam fazer aliança alguma com os habitantes desta terra, mas sim, destruir seus altares. Por que vocês desobedeceram à Minha ordem? Agora, portanto, declaro que não expulsarei mais os povos que habitam em sua terra. Eles serão como espinhos em suas costas, e os deuses deles serão uma armadilha para vocês”. Quando o anjo do Senhor acabou de falar a todos os israelitas, o povo chorou em alta voz.  Por isso, chamaram aquele lugar de Boquim, e ali ofereceram sacrifícios ao Senhor". (Jz 2:1-5/NVT)

Prantear às vezes é necessário, porém, muitas vezes, pode ser evitado.
A ordem era objetiva: "expulsem todos os inimigos da terra, não deixe ninguém vivo". Mas o povo de Israel mais uma vez desobedeceu.
O que fazia desse povo tão obstinado quanto as ordens de Deus?
Por que, apesar de tantas experiências sobrenaturais no Egito e no deserto, não conseguiam confiar plenamente Nele e seguir Suas orientações de forma integra?
Qual seria a causa de tanta rebelião e descontentamento ao ponto de preferirem arriscar a vida dando lugar às suas vontades em recusa a do Criador?
São perguntas que fazemos ao observarmos a trajetória autodestrutiva de Israel, apesar de serem um povo escolhido por Deus.
Quantas guerras seriam evitadas, quantas mortes impedidas, quantas pestes aplacadas  apenas pela obediência.
Parece que Deuteronômio 28 ficou no esquecimento ou guardaram apenas a primeira parte que dizia a respeito das bênçãos. 
Seria o coração enganoso ao ponto de persuadi-los a desconfiar das ordens divinas em preferência às suas próprias intuições?!
Toda vez que leio a respeito desse povo e toda calamidade inferida, só reflito em minha vida. Esse povo me representa. Eu também sou assim.
É tão fácil apontar o erro do outro e encontrar soluções para os problemas alheios... mas se olho pra mim, como estou? O que tenho feito de diferente deles que me faz capaz de julgá-los pior?
Eu também sempre prefiro às minhas vontades, desacredito em Deus e desprezo Suas direções para seguir meu enganoso coração.
E não foram poucas as vezes que sofri consequência daquilo que teria sido evitado bastasse obedecer ao Pai completamente.
E assim, o sorriso dá lugar ao pranto. As certezas se transformam em contrição, mas nem isso é capaz de me levar ao arrependimento. Pois logo caio em uma segunda armadilha e continuo arguindo os propósitos divinos como se fossem piores que os meus.
Deus não nos fez pra chorar, mas permite.
Ele não deseja nossa queda, mas abona.
Infelizmente nossa rebeldia tem nos levado a caminhos tortuosos, com abismos e pedras capazes de nos ferir.
Mas o Pai está ali, aguardando nosso pedido de ajuda, e assim que clamamos Ele vem. Estende a mão nos levanta da queda, limpa nossas vestes, cura nossas feridas e nos diz: "Confia em Mim"!
Por que somos tão tentados a desobedecê-Lo e continuar caindo nos mesmos erros voltando ao pranto?!
Por que nossa alma continua buscando por algo que só encontrará em Sua presença?!
Não tenho essa resposta. Mas uma certeza eu tenho, Deus continuará lá, quantas vezes for preciso para nos restaurar. Colocando-nos de volta ao caminho e perdoando nossa deserção. Afinal, desertores são aqueles que escolhem fugir do seu propósito e continuar vagando no deserto da vida. Deus nos oferece um caminho com Ele, onde vitórias são garantidas e o alvo alcançado. 







 


terça-feira, 15 de março de 2022

Devocional 74 - A Bênção de Deus é Condicional.

 Leitura Bíblica: Josué 23 e 24.


“Por isso, esforcem-se ao máximo para cumprir cuidadosamente tudo que Moisés escreveu no Livro da Lei. Não se desviem dele, nem para um lado nem para o outro.  Não se misturem com os povos que ainda restam na terra. Nem sequer mencionem o nome dos deuses deles e muito menos jurem por eles. Não sirvam nem adorem esses deuses,  mas apeguem-se firmemente ao Senhor, seu Deus, como fizeram até hoje. “Pois o Senhor expulsou de diante de vocês grandes e poderosas nações e, até hoje, ninguém conseguiu lhes resistir.  Cada um de vocês fará fugir mil homens do inimigo, porque o Senhor, seu Deus, luta por vocês, conforme prometeu.  Portanto, dediquem-se com empenho a amar o Senhor, seu Deus. “Mas, se vocês se desviarem dele e se apegarem aos costumes dos sobreviventes das nações que ainda restam no meio de vocês, e se casarem com eles, e eles com vocês,  saibam, com certeza, que o Senhor, seu Deus, não expulsará essas nações de diante de vocês. Ao contrário, elas serão isca e armadilha para vocês, chicote em suas costas e espinhos em seus olhos. E vocês desaparecerão para sempre desta boa terra que o Senhor, seu Deus, lhes deu". (Js 23:6-13/NVT)

Todas as promessas de Deus estão atreladas a algum tipo de condição.
Em toda as Escrituras você encontrará uma ordem a ser obedecida, um mandamento a ser respeitado, um critério a ser seguido e uma condição a ser aceita.
Não existe recompensa sem esforço. 
Desde o jardim do Éden o homem é confrontado a ser fiel a Deus e moldar-se a Sua Lei. 
Essa corformação produz dores, sacrifícios, requer renúncia. 
Como barro nas mãos do oleiro somos amassados, modelados e formados à imagem Daquele cujo propósito é maior que a vida.
Deus não é conivente com o pecado.
Ele não aceita ordem, pirraça, rebelião, afrontas. 
Ele não se adequa a nossa fragilidade emocional e nem se apequena pra caber em nosso entendimento.
Ele é, e isso basta! 
Somos nós quem devemos nos adequar à Sua vontade, e crescer mediante Sua bondade e misericórdia a fim de alcançá-Lo.
Terrível coisa é tentar humanizar Deus para que homens O entendam. Deus não pode ser entendido pelo simples fato Dele ser Deus. Nossa condição moral, intelectual e mortal, impede de acessar o campo transcendental que Ele vive. 
O aspecto humano é limitado demais para supormos alguma coisa. Somos despreparados para enfrentá-Lo justamente por sermos criaturas Sua.
Aceitar e obedecer é a nossa parte na questão.
Ele sabe o que é melhor justamente por conhecer todas as coisas. O tempo não O limita, nada O surpreende. Tudo o que há e virá no mundo está sob Seu controle. Não existe oculto para Ele e nem verdade a ser dita. Ele a é. Ele a vê, Ele a sabe e ocupa todo lugar.
Não adianta se negar às Suas verdades.
Rebelar-se a Sua Palavra só trará consequência a ti mesmo.
Ele conhece seus limites e sabe dos seus dias antes mesmo de cada um deles existir (Sl 139:16). A Ele cabe a justiça de nossos atos. E acredite, ela não precisa ser cega pois Ele é incorruptível mesmo tendo acesso a tudo.
Cabe a cada um de nós vivermos segundo os Seus padrões e aceitar Sua bondade em nos direcionar ao bom caminho.




segunda-feira, 14 de março de 2022

Devocional 73 - Deus é Deus.

Leitura Bíblica: Josué 20 ao 22.

"Yahweh deu-lhes também paz e tranquilidade em todas as suas fronteiras, de acordo com tudo o que jurara a seus pais. Nenhum dos seus inimigos pôde resistir-lhes, porquanto o SENHOR entregou todos eles em suas mãos. De todas as promessas que Yahweh fizera à casa de Israel, nem uma única falhou: tudo se cumpriu fielmente". (Js 21:44-45/KJA)

Em nenhuma parte da Bíblia você encontrará Deus falhando com Sua palavra.
É muito claro que toda vez que deu errado a culpa era humana e nunca divina.
Deus é totalmente fiel a Si mesmo.
Ele não negocia Sua verdade, não corrompe Sua justiça, não invalida Seu poder, não divide Sua glória, não diminui Seu amor e nem cancela Sua misericórdia.
O que promete cumpre, justamente porque é o Seu nome que está em jogo, é a Sua reputação que está em cheque.
Ele não faz ameaças vazias e nem prevê o que não possa executar.
Nosso problema é compará-Lo à nossa humanidade e formatá-Lo aos nossos padrões.
Temos uma visão deturpada do Criador e vivemos em função de sugestioná-Lo ao nosso modelo. 
Refletimos Nele nosso caráter quebrado achando que é Ele quem se parece conosco e não o contrário, que nós é quem devemos nos parecer com Ele.
Nossas escolhas, decisões e pensamentos nos levam ao distanciamento espiritual, colocando-nos na posição de inquisidor ao invés de servo.
Cobrindo nossa visão com o véu da arrogância, prepotência e do orgulho.
Deus não se intimida com nossos erros.  Na verdade Ele o sabe antes mesmo de cometê-los.
Ele assessora o mundo de acordo com o Seu propósito e orquestra o tempo de acordo com o Seu plano. E por fim, tudo coopera para o bem daqueles que O amam, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. (Rm 8:28)
Não existe inimigo à altura de Deus.
Na verdade, nada O impede, atrasa ou converte, pois Ele se antecipa ao caos e permitindo-o só nos mostra quem de fato manda nessa era.
Não existe absolutamente nada que O impeça.
Ele é, Ele faz, Ele está, Ele cria, Ele age, Ele desfaz, Ele é Deus!



Devocional 342 - Guerreie em Oração.

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 9 ao 13.  "Usamos as armas poderosas de Deus, e não as armas do mundo, para derrubar as fortalezas do rac...