sábado, 19 de março de 2022

Devocional 78 - Cuidado com o Voto

Leitura Bíblica: Juízes 10 ao 12.

“Se entregares os amonitas nas minhas mãos, aquele que estiver saindo da porta da minha casa ao meu encontro, quando retornar da vitória sobre os amonitas, será oferecida ao SENHOR, e eu o sacrificarei em holocausto!” Então Jefté partiu para o combate com os amonitas, e o SENHOR os entregou a todos em suas mãos. Ele tomou posse de vinte cidades, desde Aroer até os arredores de Minite, chegando a Avel-Keramin, Abel-Queramim. E, desta forma, os amonitas foram dominados pelos filhos de Israel". (Jz 11:30-33/KJA)

Muitas pessoas vivem dois extremos: o de viver fazendo voto e o de nunca fazer.
Ambos fazem parte de dois lados da mesma moeda - o querer agradar a Deus.
O voto tem a conotação de um sacrifício, algo que alguém renuncia por amor a Deus ou por buscar algo que determinantemente não alcançaria de maneira natural, então o faz para buscar uma graça divina.
Jefté era um homem fragilizado em sua história. 
Sua mãe era prostituta e morreu ao lhe dar à luz (Jz 11:1-2). Seus meios-irmãos não o aceitavam e o expulsaram de casa tão logo a morte do pai. Jefté então foge para terra de Tobe, onde homens de má índole começaram a segui-lo por algum motivo não registrado nas Escrituras.
Passado algum tempo, amonitas atacam Israel e os anciãos buscam Jefté a fim de que ele lidere o povo contra seus inimigos como um justiceiro. A princípio Jefté ficou meio escabreado, mas no fim acabou aceitando a missão.
Em sua fragilidade, procurou o conselho de Deus e fez um voto: "se Deus lhe entregasse os amonitas em suas mãos, quando voltasse para casa o primeiro ser vivo que viesse ao seu encontro seria sacrificado a Deus como uma oferta".
A Bíblia não fala sobre posses, também não aponta o fato dele ter uma esposa ou concubina, apenas faz uma observação, Jefté possuia uma única filha.
Ao vencer a guerra, voltando para sua casa para adorar a Deus se depara com sua filha salmodiando em sua direção pela vitória.
Jefté se desespera, pois sabia que não poderia quebrar o voto feito e teria que entregar sua única filha que ainda era jovem e virgem a Deus, terminando assim sua linhagem em Israel.
Essa história aponta duas vertentes:
Primeiro, Deus ouviu a oração de Jefté e aceitou o seu voto. Segundo, na sua impulsividade esqueceu de calcular as consequências do que prometera ao Senhor.
Essa história nos enche de temor a Deus, pois somos confrontados com duas verdades: Deus é fiel, e por isso, devemos permanecer fiel a Ele. 
Ainda que estejamos desfrutando da graça divina, não devemos prometer nada que não estamos dispostos a fazer, entregar ou cumprir a Deus.
"Quando fizer uma promessa a Deus, não demore a cumpri-la, pois ele não se agrada dos tolos. Cumpra todas as promessas que fizer. É melhor não dizer nada que fazer uma promessa e não cumprir. Não permita que sua boca o leve a pecar. E não se defenda dizendo ao mensageiro do templo que a promessa foi um engano. Isso deixaria Deus irado, e ele poderia destruir tudo que você conquistou". (Ec 5:4-6/NVT)
"Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!” — Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz. Jesus terminou, dizendo: — Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem". (Lc 14:28-33/NTLH).
Cuidado com o voto.




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