segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Devocional 52 - Fazendo Discípulos

Leitura Bíblica: Números 27 ao 29.

"Então o Senhor disse a Moisés: “Suba a um dos montes de Abarim e olhe para a terra que dou ao povo de Israel. Depois de vê-la, você será reunido a seu povo, como seu irmão Arão, pois vocês desobedeceram às minhas instruções no deserto de Zim. Quando a comunidade se rebelou, vocês não demonstraram minha santidade para eles junto às águas”. (Essas águas são as de Meribá, em Cades, no deserto de Zim.) Então Moisés disse ao Senhor: “Senhor, tu és o Deus que dá fôlego a todas as criaturas. Por favor, indica um homem para ser o novo líder da comunidade. Dá a eles alguém que os guie aonde quer que forem e os conduza nas batalhas, para que a comunidade do Senhor não seja como ovelhas sem pastor”. (Nm 27:12-17/NVT)

Certo dia Moisés acorda e Deus lhe dá uma triste notícia: "Sobe naquele monte para que veja a terra que o povo herdará, porque você vai morrer e não herdará a terra devido o seu pecado".
Fico pensando na decepção de Moisés. 
Depois de tudo o que viveu naquele deserto, de toda humilhação, aborrecimentos, injúrias, ingratidão, decepção que sofreu por parte do povo, Deus diz que ele não poderá entrar na terra a qual fora chamado para levar o povo de Israel!
Em seu lugar eu entraria em desespero, questionaria Deus, acharia injusto, ficaria muito chateada. 
Mas sabe o que me chama atenção?! Moisés não reclama, não questiona, não chora, antes pede que Deus coloque alguém preparado em seu lugar para que o povo não fique desorientado na sua falta.
Que caráter aprovado esse homem tinha. 
Não é a toa que a Bíblia faz menção dele como o homem  mais manso sobre a terra (Nm 12:3).
Eu me identifico muito com Moisés. 
Ele tinha o mesmo temperamento que eu - Melancólico.
Sei como é difícil lidar com determinadas situações tendo esse tipo de estrutura de personalidade. 
Somos pessimistas; procrastinadores; temos medo daquilo que é novo, do que não conhecemos; somos desconfiados, inseguros; não lidamos bem com as críticas; somos sensíveis; temos baixa estima (Ex 3:11-12; 4:1,13); dificuldade de nos expressar (Ex 4:10); ficamos triste com muita facilidade (Nm 16:4), explodimos ou caímos em desespero numa dualidade de emoções (Nm 11:11-15; 20:9-12)... mas lendo sua trajetória como líder, deparo com uma evolução sobrenatural da sua conduta pessoal, tal qual desejo experimentar em minha vida. 
Ele poderia ter pedido qualquer coisa a Deus. Ele tinha créditos pra isso, e vimos como Deus muitas vezes ouviu sua petição (Ex 32:25-35; 33:18-23). Mas escolheu como último pedido alguém para substituí-lo para que o povo não se sentisse sozinho, desorientado.
Sua preocupação era a prova de um caráter altruísta, o que apontava seu compromisso com  Israel, mas principalmente com Deus.  Pois conhecendo a rebeldia do povo e temendo a punição, teve o cuidado de resguardá-los da ira para que a promessa feita a Abraão se cumprisse neles.
Como Moisés me ensina.
Como sua vida me inspira a garimpar em minha personalidade sentimentos bons e atitudes honráveis.
Seu legado vai além de sua vida, pois até na morte se preocupou em fazer discípulos.  Preparar pessoas. 
Não se envaidecia e nem julgava ser insubstituível, mas como servo agia, pensava e falava.
Que a trajetória desse homem inspire sua vida, suas decisões, aponte um propósito para sua caminhada. 
Que Deus faça do seu testemunho um legado e da sua história inspiração para novos líderes que surgirão nesta geração.




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