Leitura Bíblica: Números 30 ao 32.
As tribos de Ruben e Gade eram proprietárias de grandes rebanhos. Observaram eles que as terras de Jazar e de Gileade eram muito favoráveis para a criação de gado. Por esse motivo foram a Moisés, ao sacerdote Eleazar e aos líderes da congregação israelita, e argumentaram: “Atarote, Dibom, Jazar, Ninra, Hesbon, Eleale, Sebã, Nebo e Beom, erras que o SENHOR subjugou perante a comunidade de Israel, são próprias para os rebanhos, e os teus servos são criadores de gado.” E concluíram: “Portanto, se achamos graça aos teus olhos, que seja esta terra concedida em possessão aos teus servos como herança; não nos faça atravessar o Jordão!” (Nm 32:1-5/KJA)
Chegando próximo ao Jordão, rio que dividia aquela região e fazia divisa com Canaã, terra da promessa, duas tribos de Israel reconheceram o lugar como férteis e propícios para criar seus rebanhos.
O lugar era chamado de terra de Gileade, e por diversas vezes essa nomenclatura descrevia a totalidade do território de Israel além do rio Jordão, Gn 37:25.
Morar ao leste do Jordão causaria uma separação entre os israelitas, e, não havendo uma barreira natural entre Gileade e o Oriente o perigo seria grande. Mas eles não estavam preocupados com o futuro. Seu olhar no presente os impedia de calcular problemas posteriores causando um mal estar em Moisés.
Estas tribos, num egoísmo bem característico procuravam seus próprios interesses. Embora a promessa de Deus fosse dar aos israelitas a terra de Canaã, não estavam dispostos a esperar a conquista da terra, desprezando-a e revelando desinteresse pela causa comum dos seus irmãos. Pois apesar das terras serem férteis, ficariam isoladas das demais tribos de Israel, que se instalariam do outro lado do rio. E foi por isso, que essas tribos acabaram se tornando as primeiras a perderem território. O que será visto mais a frente (2 Rs 15:29; 1 Cr 5).
Essa atitude muito indignou Moisés, que previa uma ruptura entre as tribos causando desânimo e pessimismo nos demais, assim como o fora no passado com os espias em Cades-Barneia, causa da peregrinação no deserto ter se estendido (Nm 14:34-35). Ele temia que o povo esmorecesse desistindo de entrar em Canaã e que Deus acabasse destruindo toda a nação (Nm 32:7-15).
Por isso, fez uma proposta tentando persuadi-los a esperar.
Eles teriam que primeiro guerrear com as demais tribos até que conquistassem a terra e formassem cidades, para depois retornarem para o território escolhido. No que eles concordaram, deixando claro que assentariam seus rebanhos e construiriam suas cidades para proteger seus bens e família para depois guerrear. O que foi consentido por Moisés sob punição divina caso não cumprissem com a palavra dada. (Nm 32:16-23)
E assim o fizeram.
O perigo de viver à margem do rio Jordão, é a divisão que este proporcionava as tribos de Israel. Os benefícios que a terra oferecia não superavam a segurança do outro lado, em Canaã, cujas as margens do Mar Mediterrâneo ocupavam todo o território contraponto ao Rio Jordão, deixando-os resguardados do inimigo e abastecidos de provisão.
Assim como a terra de Gileade não tinha barreiras naturais, o cristão longe da igreja está exposto aos ataques do mundo, cujo resultado é a degeneração.
A tribo de Ruben nunca mais aparece como uma tribo importante, e os que ficaram às margens do Rio, nunca chegaram a se destacar na história israelita.
Tornaram-se distante de suas famílias e na época dos reis foram os primeiros a serem invadidos e espalhados pelas nações estrangeiras. Tal como aconteceu com Ló se repetiu entre as tribos de Gade, Ruben e metade de Manassés. Foram destituídos de seus bens e passaram a viver desolados entre as nações, perdendo seus costumes e se esquecendo de Deus.
São as concupiscências da carne, dos olhos, e a soberba da vida que nos afastam do propósito divino (1 Jo 2:16-17). Olhamos para algo que traz benesses a nossa carne (corpo), que é atrativo aos nossos olhos (alma) e que promove um contentamento momentâneo a nossa vida, inflando em nós um espírito altivo. Daí, quando nos damos conta, somos invadidos pelo mal e destruídos pelas circunstâncias que nós mesmos escolhemos por achar conveniente.
Este é o perigo de seguirmos a nossa vontade desprezando a de Deus. Escolhendo a distância entre as tribos, abrimos a retaguarda para o inimigo que deseja nos destruir.
Deus jamais nos obrigará a fazer Sua vontade.
Ele nos dá liberdade para fazer nossas escolhas, mas devemos estar cientes que Ele também não nos poupará das consequência delas.
Tenha consciência de que uma vida distante daqueles que Deus colocou para lhe ajudar, não será proveitosa e acarretará em grande problemas. Não despreze a proteção que podem lhe oferecer. Não busque conveniência, padrões atrativos. É melhor viver na guerra que morrer sem lutar.
Não despreze aquilo que Deus tem pra sua vida por aquilo que é mais fácil, cômodo.
Dê valor as promessas de Deus e Ele guardará a sua vida do mal e honrará sua jornada.
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