Leitura Bíblica: Deuteronômio 1 e 2.
No quadragésimo ano, no primeiro dia do décimo primeiro mês, Moisés proclamou aos israelitas todas as ordens do Senhor acerca deles. Isso foi depois que ele derrotou Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e em Edrei derrotou Ogue, rei de Basã, que habitava em Asterote". (Dt 1:3-4/NVI)
O livro de Números abraça trinta e oito anos da trajetória de Israel no deserto e Deuteronômio apenas um mês, o último da vida de Moisés. E sua preocupação final, era forjar o povo para a nova terra lembrando suas responsabilidades diante de Deus, pois pretendia exortar os israelitas a recordar dos atos poderosos de Deus e de Suas promessas, além de crer e obedecer a Sua Palavra, dedicando-se a Ele de forma a honrá-lo de todo o coração.
O livro relata três discursos de Moisés.
No primeiro ele reconta a história do êxodo e da desobediência do povo, razão pela qual não porque não entraram na terra logo que saíram do Egito, conclamando a nova geração a temer e obedecer a Deus.
No segundo discurso Moisés recapitula as leis do concerto e no terceiro enfatiza as bênçãos e maldições decorrentes da obediência e da desobediência ao Senhor, subsequentemente.
Enquanto o livro de Números registra o trajeto dos israelitas durante a peregrinação, Deuteronômio aponta a preocupação de Moisés, antes de morrer, em reforçar tudo o que havia ensinado ao longo dos quarenta anos no deserto, focando na importância da obediência constante a Deus para que o povo conquistasse a terra prometida e se perpetuasse naquela terra prometida ao seu patriarca Abraão.
Era chegada a hora de colocar em prática cada conselho, direção e decreto divino tendo em vista a guerra como arma de dominação do território.
Moisés era um líder maduro, havia se mostrado competente para o cargo e foi através de sua vida que muitos milagres foram executados por Deus. Sua aparente tristeza em terminar a jornada só não estava acima da sua preocupação com Israel.
Durante seus últimos dias de vida se esmerou em lapidar o povo, trazendo a memória as promessas, os milagres, criando uma expectativa capaz de prepará-los ao que estava por vir.
O temor era plantado em seus corações ao passo que cada punição lhes fora lembrada. Era necessário apontar o caminho para que não tomassem atalhos novamente e frustrassem o objetivo da conquista. E para isso, de um lado Moisés mostrava as bênçãos, os milagres, a provisão divina, e do outro, a punição aos que se rebelaram, a maldição aos desobedientes e o castigo executado por Deus.
O Criador sempre nos prepara de alguma forma para aquilo que virá. Ele nunca nos deixa desavisados. O povo de Israel pôde contar com Sua instrução em todo percurso, e agora, no final da jornada, Ele os forja para conquistar a terra com coragem e determinação, deixando claro que quem lutaria na verdade seria Ele - o Senhor dos Exércitos.
Deus nunca nos pede algo sem antes nos garantir Sua provisão. O caminho que nos orienta seguir será sempre cercado por Sua graça e proteção. Cada obstáculo que se levantar será para provar o nosso coração e testar nossa confiança Nele. Murmurar só atrasará o processo. Rebelar é uma opção pra perdedores. Corá, Abirão e outros, foram destruídos pelo caminho; Por tanta soberba e prepotência acabaram sendo engolidos pela terra.
É importante aprender com os exemplos passados e não repetir atitudes destrutivas. Deus não comunga com o pecado e nem dá ouvidos a incredulidade. A hora de decidir permanecer é agora. A terra está diante dos seus olhos. Os inimigos irão lutar, e o coração precisa estar preparado para não se deixar vencer pelo medo.
Daí a preocupação de Moisés. Ele sabia que não estaria com eles nessa etapa preparando-os com temor e cuidado a fim de conquistar a terra.
Da mesma forma Deus tem levantado homens nessa geração que se preocupam, que se doam, que nos ajudam a romper o rio em direção a promessa.
Antes do fim Ele levantará profetas como Moisés para nos dar o último discurso.
Que nossos ouvidos estejam atentos e que possamos ir na contramão do povo de Israel no passado. Pois importa mais obedecer a Deus que sacrificar. (Mt 7:21-23)
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