sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Devocional 49 - Não Blasfeme.

Leitura Bíblica: Números 19 ao 21

"Envio Moisés embaixadores ao rei de Edom desde Cades, dizendo: Assim diz teu irmão Israel: Tu hás conhecido todo o sofrimento que nos há sobrevindo... Agora, veja, estamos em Cades, cidade ao estremo do teu território. Permite-nos passar por tua terra. Não passaremos por campos nem vinhedos, nem beberemos água de nenhum poço. Iremos pelo caminho real, sem aparta-nos nem à direita nem à esquerda, até que hajamos passado teu território. Mas Edom respondeu: Não passarás por aqui, de outro modo, sairei contra ti armado... E Edom saiu a enfrentá-lo com muito povo e mão forte". (Nm 20:14,16b-18,20b/BTX)

Israel estava no ano quarenta da peregrinação no deserto. Agora, próximos a tomar posse da terra prometida, começam a enfrentar dificuldades no trajeto, já que precisavam passar entre outros povos até conquistar Canaã.
Edom era o território dos filhos de Esaú, irmão de Jacó, cujo nome foi trocado por Deus para Israel. (Gn 36:15-40; 1 Cr 1:43-54). Esse termo “irmão” era usado em relação aos edomitas (descendentes de Esaú) em vários outros textos (Nm 20:14; Dt 2: 4-5; Am 1:11; Ob 1:10) que você encontrará mais a frente.
Passar por suas terras era um pedido justo. Não havia segundas intenções camufladas ou pretensão de guerra. Mas os edomitas não aceitaram. Talvez por medo da fama de Israel, seu ancestral, pelo grande número do povo, ou pelos sinais de Deus no Egito.
O que saliento é que agora tão próximo a terra, começam surgir empecilhos.
Primeiro com Edom (Nm 20:14-22), depois com os amorreus (Nm 21:21-31), depois com Basã (Nm 21:33-35), até entre eles mesmos, que se desesperam e começam a reclamar de tudo, inclusive do maná, a provisão que Deus deu pra todo aquele tempo no deserto.
"Em seguida, partiram do monte Hor e tomaram o caminho para o mar Vermelho, a fim de contornar a terra de Edom. Mas o povo ficou impaciente e começou a se queixar contra Deus e contra Moisés: “Por que você nos tirou do Egito para morrermos aqui no deserto? Aqui não há o que comer nem o que beber. E detestamos este maná horrível!” (Nm 21:4-5/NVT).
Como se não bastasse as dificuldades pelo caminho, as guerras que enfrentariam e o cansaço pela jornada, o povo volta a reclamar de forma ingrata de tudo o que Deus fazia através de seu servo Moisés.
Imagine ouvir a mesma reclamação por quarentas anos! Como você se sentiria?! Agora se coloque no lugar de Deus. Era justo reclamaram mediante toda provisão recebida a ponto de dizer que o maná era insuportável?!
Quanta ingratidão!
Serpentes seria pouco para o que eu faria (Nm 21:1-9).
Mas Deus sempre, constantemente, de forma paciente e amorosa, continuava abençoando o povo e ouvindo as orações de Moisés.
Quantas vezes agimos assim... Deus nos promete algo que acaba atrasando devido a nossa instabilidade perante Ele, pela nossa desobediência, blasfêmia, murmuração, agimos como filhos mimados, rebeldes, ingratos. Mas Deus permanece ali, não retrocede um passo. E ao avistar a bênção começamos a reclamar como se Ele fosse o nosso servo e não o contrário.
Fazemos desaforos, criticamos o processo, reclamamos da provisão oferecida e até constrangemos o ímpio por tamanha insolência mostrada ao nosso Deus.
Esquecemos que a porta está aberta, é ampla, mas existem adversários (1 Co 16:9). Até o fim Deus provará o nosso coração e moldará nosso intento para que recebamos a promessa imbuídos do mesmo propósito que Ele.
Deus não precisa de nós, somos nós quem precisamos Dele. Então por que agimos como se pudéssemos viver sem Sua presença, sem o Seu agir e proteção? Sem Ele estaríamos perdidos!
Precisamos mudar nossas expectativas, aprender a agir diferente. Nos arrepender dessas atitudes e nos render a vontade Daquele que sabe o que faz. "Pois agindo Ele, quem impedirá?" (Is 43:13) 
Que não haja lugar para ingratidão em nossos corações, mas que possamos lembrar de Sua misericórdia que nos mantém vivos e nos sustentará até aquele grande dia (Sl 78:11; Lm 3:22-23). Não blasfeme!






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