Leitura Bíblica: Isaías 1 ao 3.
"Quando estenderdes vossas mãos, esconderei de vós Meu rosto, e ainda que multipliqueis vossas orações, não escutarei, porque vossas mãos estão cheias de sangue." (Isaías 1:15/BTX)
Existe uma ignorância bíblica entre as pessoas que deve ser esclarecida definitivamente: Deus não ouve toda e qualquer oração. Também não atende a oração de todas as pessoas, por mais bem intencionadas que estejam.
A Bíblia é clara: "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5:16). É preciso que o orador esteja justificado diante de Deus a fim de que sua oração seja ouvida.
Mas não é só isso, também é preciso saber orar mediante a vontade e o propósito Daquele a quem se ora, Deus.
"Do mesmo modo, o Espírito nos auxilia em nossa fraqueza; porque não sabemos como orar, no entanto, o próprio Espírito intercede por nós com gemidos impossíveis de serem expressos por meio de palavras. E aquele que sonda os corações conhece perfeitamente qual é a intenção do Espírito; porquanto, o Espírito suplica pelos santos em conformidade com a vontade de Deus" (Rm 8:26-27/KJA).
E também reconhecer que nem todos podem ser alcançados por ela: "E tu, Jeremias, não interceda por este povo e não eleves em favor dele um só lamento ou oração, e não insistes junto a mim porque não vou te dar ouvido quanto a isso! Não vês tu como essas pessoas agem nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? Os filhos ajuntam a lenha, os pais acendem o fogo e as mulheres preparam a massa para fazerem tortas à deusa que é chamada de Rainha dos Céus; depois ainda fazem libações, ofertas de bebidas derramadas, a outras falsas simbólicas; tudo isso para me ferir e provocar a minha ira" (Jr 7:16-18/KJA).
A oração é o lugar onde falamos com Deus, mas a leitura da Bíblia é o lugar onde Ele nos responde, onde o diálogo é completado. E para conhecermos a Deus precisamos manter essas duas linhas rotineiramente. Não há como Deus estabelecer um relacionamento com o homem sem essas duas chaves.
Imagine que você tem um amigo muito poderoso, detentor de muito dinheiro, conhecimento e cercado de investidura capaz de lhe ajudar em qualquer situação?! No entanto, desde que você o conheceu, nunca deixou que ele lhe contasse a respeito da sua vida, sempre ocupou todo o tempo com reclamações ou falando de si mesmo... E quando esse amigo pensava em falar sobre a possibilidade de lhe ajudar, você virasse as costas por não ter tempo para ouvi-lo?!
É exatamente isso que fazemos com Deus.
Usamos Seus ouvidos para despejar nossas mazelas mas nunca paramos para ouvir os Seus conselhos, receber uma direção ou ouvir, quem sabe, um "Eu posso te ajudar".
À medida que lemos a Bíblia, tomamos posse de um conhecimento a respeito Dele, que só ela pode nos dar. E é a partir desse conhecimento, que aperfeiçoamos o nosso relacionamento com o Criador. Pois passamos a conhecê-Lo intimamente e identificar o que Lhe agrada e qual Sua opinião a respeito daquilo que estamos passando.
Quando deixamos de ser tagarelas diante do Pai e passamos a ouvir Suas histórias, é que de fato tomamos conhecimento de quem Ele é, o que pode fazer e como pode nos ajudar.
Existem regras a serem seguidas.
Existem parâmetros que precisam ser mensurados.
Nem tudo o que pedimos a Deus é o melhor para nossa vida, e Ele sabe quando e como responder a cada um mediante a nossa necessidade e não ao nosso querer. Pois, como filhos mimados, pedimos coisas que nos causarão destruição. E o "não" que Ele nos dá, será para nos proteger do mal que não enxergamos.
Existem pedidos que velam motivações vingativas, apelando para a inveja ou transbordando ressentimento. Quanto a isso, Deus nos imputa culpa e Se nega a ouvir para que a Sua própria justiça não nos puna. Pois a medida do Seu amor equipara a Sua equidade.
Entender que Ele faz tudo mediante um conhecimento prévio sobre nós, é necessário para compreendermos a Sua soberania, o Seu cuidado e a Sua provisão.
Mantenha o diálogo. Monólogos não estreitam relacionamentos, e a oração faz parte do diálogo.

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