sábado, 16 de abril de 2022

Devocional 106 - Deus se revela à medida que O anunciamos.

Leitura Bíblica: 1 Reis 15 ao 17.

"E Elias, tisbita, que era dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive YHWH, Elohim de Israel, em cuja presença estou, que não haverá orvalho nem chuva nestes anos, se não por minha palavra." (1 Reis 17:1/BTX)

Quanto crédito uma pessoa precisa ter diante de Deus para enfrentar um rei, uma rainha, quatrocentos profetas pagãos e ser vitorioso em seu embate?!
Elias aparece na história de Israel sem muita biografia. Confronta Acabe por seus pecados e logo faz uma sentença: "sob a minha palavra" não cairá chuva e nem sereno por três anos e meio. E Deus assina embaixo. Não só isso, fica na retaguarda e o sustenta pelo tempo determinado de forma sobrenatural.
Em sua epístola, Tiago escreve que Elias era um homem comum, sujeito as mesmas paixões que nós e por sua oração não choveu pelo tempo por ele determinado. (Tg 5:17).
Perceba que em nenhum lugar diz que foi a pedido de Deus ou por ordem Sua.
Sua coragem e intrepidez foi capaz de mostrar ao povo desviado quem de fato era o Deus de Israel.
Baal era filho de Dagon, o deus das sementeiras e renascia por vezes na primavera depois de morrer no outono, representando o ciclo da fertilidade, sendo-lhe oferecidos por isso, os primeiros frutos. Como estava associado à fecundidade era acompanhado normalmente pela deusa da sensualidade Aserá. O principal deus dos cananeus, fenícios e amorreus, e supostamente, também deus da chuva, do tempo e da fertilidade.
Seu culto envolvia oferendas, prostituição e mutilações no corpo. 
Os rituais de adoração a Baal eram repugnantes. E de acordo com a mitologia cananeia, as estações de chuva e de seca aconteciam por causa da luta de Baal com outros deuses, e a fertilidade da terra, dos rebanhos e das pessoas dependia de manter Baal satisfeito.
Jezabel sabia disso, por isso mantinha seus rituais e sacrifícios rotineiros em Israel, até o dia que Elias destrói sua reputação.
Não foi à toa que no fim dos três anos e meio Elias os convoca para um confronto entre os "deuses", cuja vitória apontaria qual seria o verdadeiro deus para Israel - YHWH ou Baal.
O texto você conhece, mas talvez o que você não saiba ou não tenha se atentado, é que o monte Carmelo era alto, e ficava às margens do Mar Mediterrâneo, que tinha um braço chamado de riacho ou Rio Quisom, a 546 m do nível do mar, e bem íngreme e rochoso para subir.
Após os três anos e meio sem chuva, Israel estava completamente seco. Os rios, os riachos e as fontes haviam secado, e Elias pede que alguns homens desçam para pegar água para encharcar o altar que deveria pegar fogo. 
Cerca de 190 litros foram usados, três viagens foram dadas, e às três hora da tarde, Deus manda fogo do céu, faz secar toda água empoçada nas valetas ao redor do altar e consume o holocausto mostrando Seu poder.
Aquele cuja representação era a figura do sol, não foi capaz de queimar o sacrifício. 
Aquele cujo poder era mandar chuva, deixou o povo na seca, sem colheita e sem produtividade.
Mas o Grande Deus se manifesta pelo pedido de um homem desconhecido, comum e sem nenhuma pretensão, para manifestar ao homem caído a glória Daquele que lhe era íntimo.
A nossa intimidade com Deus pode gerar milagres, e é capaz de testemunhar aos outros aquilo que nem mesmo nós vimos, mas cremos e  pregamos mediante a Sua Palavra - o Criador dos céus e da Terra, que se dispõe a nos salvar, manifesta-se através da nossa oração. Porque deus se revela à medida que O anunciamos.





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