Leitura Bíblica: Josué 17 ao 19.
"Zelofeade, entretanto, filho de Héfer, neto de Gileade, bisneto de Maquir, trineto de Manassés, não teve nenhum filho homem, somente filhas mulheres, cujos nomes eram: Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza. Elas apresentaram-se perante o sacerdote Eleazar, na presença de Josué, filho de Num, e perante os líderes israelenses e reivindicaram: “Yahweh ordenou a Moisés que nos desse uma herança no meio dos nossos irmãos!” Foi-lhes atendida a solicitação e dada as terras, conforme a ordem do SENHOR, uma herança entre os irmãos de seu pai. Assim, pois, couberam a Manassés dez partes além da terra de Gileade e Basã, que se situam à leste do Jordão, porque as filhas de Manassés obtiveram uma herança entre os filhos dele. Quanto à terra de Gileade, ficou pertencendo aos outros filhos de Manassés". (Js 17:3-6/KJA)
Você é insistente?
As filhas de Zelofeade eram.
Na cultura oriental antiga, somente os homens tinham direito à herdade, e mesmo assim, o primogênito era quem recebia o direito de administrar toda a herança do pai, oferecendo aos seus irmãos, uma pequena parte.
As mulheres, não eram contadas na herança, visto que possuíam a parte do marido de forma beneficiária para cuidar dos filhos. Porém, Zelofeade morre sem deixar nenhum filho homem, e suas cinco filhas foram falar com Moisés para pedir uma alteração na lei (Nm 27:1-11). Moisés pede orientação a Deus e Ele o orienta a alterá-la incluindo as mulheres na herança, quando o patriarca não deixasse filhos homens para sucedê-lo.
Entenda, aquelas mulheres não teriam direito a nada que o pai lhe deixara pelo simples fato de ser mulher.
É um marco histórico.
Nenhum povo fazia assim. A Lei do Talião, que regia os povos na Antiguidade, não previa esse direito e nem no código de Hamurabi existia tal respaldo. Mas Deus o dá àquelas mulheres, e por conseguinte, inclui na lei um parágrafo singular e perpétuo, que daria o mesmo direito a toda e qualquer mulher no futuro que se visse naquela situação.
Isso é extraordinário!
Passado alguns anos, agora, na distribuição de terras, elas retornam a Josué para lembrá-lo da lei e reivindicar seus direitos. E foram bem sucedidas.
Essa história, apesar de ter poucas referências bíblicas, nos revela duas coisas: Deus é justo e sensível às nossas necessidades, e que a persistência é a base de toda conquista.
Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza, poderiam ter ficado aguardando Josué convocá-las, poderiam ter se casado nesse meio tempo e esquecido da promessa de Moisés, poderiam ter feito uma rebelião e criado reboliço entre o povo, mas preferiam pedir uma audiência com o sumo-sacerdote, o líder da nação e os anciãos responsáveis pelas tribos, para lembrá-los da reinvindicação feita no passado, e pedir o cumprimento da lei que havia sido feito por Moisés para beneficiá-las.
Quantas vezes você leva até o fim uma reinvindicação?
Você costuma persistir ou procrastinar mediante a demora?!
Todos nós temos algo a conquistar, e muitas vezes depende de que outras pessoas ajam em nosso favor. Mas o simples fato de não buscarmos por aquilo, dá ao outro o direito de nos esquecer.
Jesus certa vez contou para os seus discípulos essa parábola:
"Então Jesus propôs uma parábola aos seus discípulos, com a intenção de adverti-los quanto ao dever de orar continuamente e jamais desanimar. E lhes contou: “Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus, tampouco era sensível às necessidades das pessoas. E havia, naquela mesma cidade, uma viúva que frequentemente se dirigia a ele, rogando-lhe: ‘Faze-me justiça na causa que pleiteio contra meu adversário!’. Ele, por algum tempo, não a quis atender; todavia, mais tarde considerou consigo mesmo: ‘É bem verdade que eu não temo a Deus, nem respeito à pessoa alguma; contudo, como esta viúva me importuna, farei justiça a ela, para não acontecer que, por fim, venha a me aborrecer ainda mais’”. Então, concluiu o Senhor: “Atentai à resposta do juiz da injustiça! Porventura Deus não fará plena justiça aos seus escolhidos, que a Ele clamam de dia e de noite, ainda que lhes pareça demorado em atendê-los? Eu vos asseguro: Ele vos fará sua justiça, e depressa. No entanto, quando o Filho do homem vier, encontrará fé em alguma parte da terra?” (Lc 18:1-8/KJA)
Na nossa vida, temos questões a serem alcançadas, e a perseverança deve ser a base de toda nossa motivação. seja ela no âmbito material, físico, econômico, social ou espiritual. Desistir não deve ser uma opção em nenhum caso, mas perseverar, lutar, correr atrás até atingir a meta proposta. Pois afinal, nossos atos podem corroborar na conquistas de outros que de alguma forma se beneficiarão da nossa vitória, assim como o foi com aquelas mulheres.
Não desista de suas batalhas, trave-as sabendo que Deus está com você e Ele é capaz de mudar cláusulas só para lhe beneficiar. Afinal, "todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus". (Rm 8:28)
A persistência muda até leis!
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