Leitura Bíblica: Levíticos 24 e 25
"E falará aos filhos de Israel dizendo: O homem que amaldiçoar o seu Elohim carregará o seu pecado, e o que blasfemar o nome de YHWH será morto, irremissivelmente. Sem falta toda assembleia o apedrejará. Seja estrangeiro ou nativo, ao blasfemar o Nome será morto." (Lv 24:15-16/BTX)
Essa passagem de Levíticos é confirmada em Mateus 12:31-32 pelo próprio Jesus.
"Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia lhes será perdoado, mas a blasfêmia contra o Espírito não lhes será perdoada. Qualquer que diga uma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoada; mas ao que fale contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no vindouro."
A palavra blasfêmia significa "falar mal, xingar, inventar mentiras, caluniar, ofender, rejeitar" alguém.
Mateus nos garante que se o fizermos com uma pessoa poderemos encontrar perdão, mas se o fizermos contra o Espírito Santo não haverá perdão nem no dia do julgamento (era vindoura).
E por que então Jesus diz que se o blasfemassem Ele perdoaria? Ele não era Deus? Sua divindade não se ofendia como a de Deus e a do Espírito Santo?
A Bíblia diz que "O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o Seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos Seus pés". (Na 1:3)
O profeta salienta que há um limite para o perdão divino.
Outra passagem diz que Deus enviaria outro Consolador após a assunção de Cristo aos céus, cujo nome era Espirito Santo (Jo 14:16), e quando ele "viesse, convenceria o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não criam em Deus; Da justiça, porque Jesus voltaria para o Pai, e não o veriam mais; E do juízo, porque o príncipe deste mundo já foi sentenciado. Mas, quando viesse aquele Espírito da verdade, Ele nos guiaria em toda a verdade; porque não falaria de Si mesmo, mas diria tudo o que ouviu do próprio Deus, e nos anunciaria o que há de vir. E Ele glorificará a Cristo, porque há de receber do que é Dele para nos anunciar". (Jo 16:8-14/contextualizado)
No Antigo Testamento Deus decretou vários tipos de sacrifícios capazes de redimir o pecador e livrá-lo da punição da morte, de menos quando alguém blasfemasse contra Ele.
Não sabemos o que aconteceu para que Deus lhes dessem tal lei e sentença. Quem blasfemou, as palavras que foram usadas, o tom da voz, o motivo. Mas o que ficou registrado é: não faça!
Imagine uma situação:
Um homem era filho de uma israelita com um egípcio. Viu como Israel estava sendo tratado pelo Faraó. Quem sabe até orou juntamente com o povo, pedindo a Deus um libertador. Deus envia e usa para imputar juízo sobre o Egito através das pragas. Cada praga era uma maneira sobrenatural de Deus Se apresentar e mostrar o tamanho do Seu poder ao povo, ridicularizando cada divindade egípcia. Eles saem do Egito, Deus abre o Mar Vermelho, o exército inteiro é morto em suas águas, Deus se manifesta como uma coluna de fogo e fumaça, manda água, maná, carne, dá vitória sobre os inimigos, e agora vem esse mesmo homem dizer palavras que ofendem a autoridade de Deus. Insultá-lo como se não conhecesse com quem estava lidando.
Uma coisa preciso salientar. Deus não precisava se justificar diante de Israel. Ele é, independente do conceito que pudessem ter Dele. Mas aquele ato poderia se tornar comum entre o povo, e a rebelião estaria formada, tal como nos dias de Noé e Ninrode.
A punição de Deus no Antigo Testamento nos dá duas lições:
Primeira - Não trate Deus como um igual, porque Ele não é (Is 43:13).
Segunda - Ele não tolera a ingratidão (Rm 1:21; Sl 78:11; 95:10; 103:2).
Já no Novo Testamento fica bem claro duas coisas:
O Espírito Santo é o agir do próprio Deus, por isso não há perdão para aquele que O ofende.
É Ele quem nos convence da justiça, do pecado e do juízo, sem Ele não somos capazes de entender o plano da salvação. É Ele quem intercede por nós diante do Pai com gemidos inexprimíveis (Rm 8:26-27), pois não sabemos nem mesmo interceder da forma correta. E é Ele quem sonda e conhece nossa motivação. Ele não se engana e nem se deixa enganar (Gl 6:7) e retribui ao homem de acordo com os seus atos.
A Bíblia também diz que Ele está à porta, e nos chama. Se atendermos e deixá-lo entrar, seremos saciados por Sua presença (Ap 3:20)
E se é Ele quem age em nós para nos convencer, e precisa de nossa permissão para fazê-lo, o simples fato de rejeitá-lo já nos condena a morte.
Por isso blasfemar contra o Espirito Santo é rejeitar a Sua voz. É se achar autossuficiente. E isso em si já é uma ofensa, porque estamos dizendo não preciso de você! Eu dou conta! Cristo morreu à toa (Pv 16:19).
Jesus, que é Deus, continua oferecendo perdão, mas se o Espírito Santo não nos convencer que somos pecadores e precisamos de Cristo, não poderemos alcança-lo. Por isso a blasfêmia contra Deus e o Espírito Santo não tem perdão. Porque apesar de Cristo oferecer, não somos capazes de aceitá-lo sem o agir do Espírito em nós. Foi exatamente isso que Cristo disse em Mateus 12:31-32. O Meu perdão está disponível a todos, mas somente pelo Espirito vocês serão capazes de adquiri-lo. Não o rejeitem!
A blasfêmia é um pecado de gera morte, mas a ação de graça é um ato que gera vida. Sejamos gratos a Deus por tudo. Ele tem cuidado de nós!
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