Leitura Biblica: Gênesis 46 a 47
"E José disse aos seus irmãos: Subirei para informar a Faraó e dizer-lhe: Meus irmãos e a casa de meu pai, que estavam na terra de Canaã, têm vindo a mim. São pastores que cuidam do gado, e trouxeram os seus rebanhos, suas vacadas e todas as suas possessões. Quando Faraó vos chamar e disser: Qual é o vosso ofício? Vós respondereis: Os teus servos são pastores desde sua juventude até agora, tanto nós como os nossos pais. Assim podereis viver na terra de Gósen, porque todo pastor de ovelhas é abominação para os egípcios". (Gn 46:31-34/BTX)
Apesar da autoridade que José tinha no Egito e de poder ter escolhido colocar sua família em qualquer lugar, não foi à toa que ele instruiu seus irmãos a dizer a Faraó que eram pastores, pois queriam uma habitação no campo, fora da cidade do Egito.
José trouxe cinco dos seus irmãos para uma reunião com o Faraó. Provavelmente, o restante ficou cuidando do rebanho. Estes cinco deveriam comunicar três coisas a Faraó:
* Eles eram pastores, o que segundo Gênesis 46:34, era sem dúvida uma confissão difícil de fazer.
* Eles eram apenas peregrinos e não tinham intenção de serem naturalizados como egípcios. José entendia a importância de Israel permanecer separado aquele povo.
* E que eles desejavam habitar em Gósen (uma área fértil que ligava o Nilo ao lago Tinsa, isolada da vida social dos egípcios nativos). Assim, os israelitas poderiam se estabelecer ali mantendo sua identidade como povo da aliança sem correr o risco de ser corrompido pelo paganismo egípcio através da hegemonia social.
Esse plano fora traçado por José a fim de poupá-los de algum tipo de humilhação por parte dos egípcios, mas também para que eles não vivessem naquele meio pagão, aderindo suas práticas e podendo profanar suas leis e costumes como povo da aliança (1 Pe 2:9; Jo 15:19).
Os egípcios eram segregadores por natureza (Gn 43:32; 46:34c), por isso foi fácil Faraó aceitar o pedido dos irmãos de José.
Ali, estabelecidos, cresceram como família mantendo sua língua, costumes e fé, apesar de mais adiante notarmos que mesmo assim foram culturalmente influenciados pelos egípcios.
José foi cuidadoso, estratégico e divinamente orientado a tomar precauções a fim de separar sua família dos egípcios. Com tantos anos de residência naquele país, possuindo um alto cargo e sendo um cidadão naturalizado egípcio, continuava sendo hebreu em sua conduta, e não queria que essa realidade fosse diferente com seus irmãos e descendência.
Saiba que ainda que os propósitos de Deus se desdobrem de forma lenta, eles nunca deixam de ser executados.
Quantas vezes o povo de Deus, em meio as provações, se esqueceu que faziam parte de um plano muito maior?!
Mas José sabia, que com o avançar de dias de seu pai, a família poderia ficar meio separada, e prevendo sua morte, fez questão de preparar um lugar onde pudessem crescer de forma promissora sem a intromissão de Faraó, pois entendia que ali não era o lugar deles e um dia voltariam para Canaã, ainda que não pudesse prevê a forma e nem quando.
Em tudo vemos o cuidado de Deus no cumprimento de Seus propósitos.
Deus envia José ao Egito; ele se torna governador; salva aquela nação e sua família de uma fome devastadora; prepara um lugar seguro para que a família se torne uma nação e ainda age de forma sobrenatural para que essa simples história se tornasse o maior plano de redenção do Antigo Testamente, simbolizando a Redenção de Cristo à humanidade.
Em nossa vida não é diferente.
Deus trabalha nos detalhes, nos infortúnios, nos contratempos, separando-nos como Seu povo e nos honra diante dos nossos inimigos.
Nada acontece sem a orientação Dele.
Tudo está debaixo da Sua vontade e comando. Não fique triste com o lugar que ocupa na sociedade, esse lugar não é definitivo, apenas um trampolim para tudo o que ainda você viverá em Cristo.
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