sábado, 15 de janeiro de 2022

Devocional 15 - Sendo Estrategista como José

 Leitura Bíblica: Gênesis 41 a 42

"E José reconheceu os seus irmãos, mas eles não o reconheceram". (Gn 42:8/BTX)

Cerca de vinte anos se passaram desde que José fora vendido por seus irmãos ao Egito. Muita coisa aconteceu durante esse tempo.
José agora falava fluentemente a língua egípcia, tinha a aparência de um egípcio e um alto cargo no governo. Estava irreconhecível diante daqueles simples pastores em busca de comida.
Ao lermos a Bíblia, não nos damos conta do passar do tempo visto que a história faz um breve relato resumido e de forma contínua, sequencial. Parece que tudo foi muito rápido, que o tempo não se passou, e por isso, muitos estranham, ao ler essa passagem, pela falta de percepção dos irmãos de José por não reconhecê-lo.
A Bíblia diz que José tinha dezessete anos quando teve os sonhos (Gn 37:2-7), em seguida (Gn 37:12-34) conta sobre a venda de José ao Egito por seus irmãos, o que não foi necessariamente em seguida, pode ter se passado alguns dias, semanas ou meses.
José foi comprado por Potifar, mas acabou sendo preso pelo mau testemunho de sua mulher (Gn 39:7-20). Não se sabe quanto tempo ele permaneceu na prisão, apenas que permaneceu preso por mais dois anos após ter interpretado os sonhos do padeiro e do copeiro de Faraó (Gn 41:1).
A Bíblia faz um registro importante: José tinha trinta anos quando foi elevado ao posto de governador do Egito (Gn 41:46). Sabemos, pelo sonho do Faraó, que tiveram sete anos de muita abundância e fartura no Egito e fora depois disso e, depois de dois anos de fome, que seus irmãos vieram morar no Egito com toda família a convite do próprio Faraó (Gn 45:6).
Fazendo as contas, dá pra ter uma noção do tempo que passou entre o sonho de José ainda em Siquém e seu cumprimento no Egito.
Mas alguns se perguntam: 
"Por que José não se apresentou a eles? Por que continuou no anonimato provando seus irmãos e tramando contra eles?"
Imaginemos ter irmãos que sempre nos humilharam e que foram capaz de nos vender a outro povo simulando uma tragédia para enganar o próprio pai. Será que realmente ao primeiro encontro abraçaríamos uns aos outros como se nada tivesse acontecido?!
Existe também um lado da história que ninguém conta.
Quando José saiu da sua terra, seu pai ainda morava em Siquém (Gn 37:12), o episódio com Diná talvez nem tivesse acontecido. Raquel, sua mãe, provavelmente ainda estivesse grávida de Benjamim quando ele fora vendido ao Egito. Agora, seus irmãos chegam dizendo que são filhos do mesmo pai, em número de doze e que um havia morrido, ou desaparecido - depende da versão (Gn 42:13). José conta rapidamente e diante dele estão dez homens, sua curiosidade é aguçada: será que meu irmão sobreviveu?
Daí surge o plano de trazer o caçula para que pudesse conhecê-lo e confirmar o caráter de seus irmãos.
Essa história tem muitos ensinamentos para nós. Exemplos e estratégias que podemos colocar em prática em possa vida espiritual e até secular.
Infelizmente, hoje existem dois tipos de pessoas de forma bem definida: aquelas que acreditam em tudo e aquelas que não acreditam em nada. No entanto, precisamos aprender com José, e nos permitir uma terceira opção; sem tomar partido até a checagem dos fatos.
José dominou suas emoções e instintos afim de averiguar o caráter daqueles que um dia lhe fizeram mal. Ele foi racional, estratégico, paciente até que suas dúvidas fossem sanadas. Com isso, pôde curar suas emoções feridas e romper velhos traumas familiares.
Da mesma forma, muitos problemas pessoais, emocionais, espirituais, familiares e até profissionais poderiam ser resolvidos se não fosse a impulsividade que agimos.
Levados ao orgulho, insegurança e opiniões de terceiros, perdemos oportunidades de reconciliação com pessoas amadas por causa de assuntos que deveriam ficar no passado.
Deus nos dá de presente todos os dias uma nova chance de viver, de recomeçar.
Deus nos chama para dar frutos. 
Não é a toa que nossas atitudes são comparadas ao Fruto do Espírito (Gl 5:22) e as obras da carne (Gl 5:16-24).
Aquele que escolhe sabiamente, viverá a abundância de dias e a cura esperada.
Nossos medos não podem suprimir nossa fé e nem abalar a nossa confiança em Deus, a ponto de desconfiar das oportunidades que Ele nos dá de restauração, seja no aspecto pessoal, profissional ou emocional.
Deus sempre dará estratégias aquele que Lhe pedir direção, e apontará o caminho da Sua vontade e propósito, que curará nossas feridas ao mesmo tempo que restaurará a sorte das pessoas envolvidas.
Que esta história ative em cada um de nós o desejo de mudar percepções, dominando nossa impulsividade a fim de reprimir nossos ímpetos, até que Deus nos mostre a verdade, revelando assim Seus desígnios.






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