domingo, 16 de janeiro de 2022

Devocional 16 - Entendendo o Propósito da Dor

 Leitura Bíblica: Gênesis 43 a 45

"E colocai a taça de prata na boca do saco do mais novo, com a prata de seu grão. E se fez conforme a palavra de José". (Gn 44:2/BTX)


A trama deu certo. Tão logo os grãos acabaram Jacó precisou enviar seus filhos ao Egito para voltar a comprar cereais para enfrentar a fome. Dessa vez, levando com eles Benjamim, como como lhes fora ordenado.
Pelas recomendações de Jacó, imagino o peso da cobrança que cada um deles levava consigo além das bagagens. A insegurança do que estava por vir, o medo de Simeão não estar mais vivo. A incerteza de que voltariam para Canaã os onze novamente.
Imagino o pânico no olhar de cada um ao serem encaminhados a casa do governador. Era costume antigo encarcerar as pessoas em calabouços subterrâneos feitos na fundação das casas ou em torres do próprio prédio onde moravam as autoridades egípcias. No Egito, as prisões ficavam no mesmo prédio de seus senhores, visto ser mais fácil manter a segurança. Gênesis 40:3 registra que a prisão era na própria casa do capitão da guarda, Potifar (Gn 39:1).
Imagino que durante todo o tempo em que Simeão esteve preso no Egito, José o visitasse secretamente e lhe dava boa alimentação e cuidado.
Agora, seus irmãos chegam de viagem e são encaminhados para a casa do governador. Algo estranho! Ali, somente duas classes de pessoas poderiam entrar, aqueles que se assentavam à mesa com o governador e aqueles que seriam julgados e presos por ele.
A segunda opção lhes parecia mais plausível, visto que a prata tinha retornado com eles a Canaã ao invés de ter ficado como pagamento. Mas a verdade é que todas as vezes que nossa consciência nos acusa de algo, ficamos com medo da punição, e eles temiam que aquele governador tivesse investigado suas vidas e descoberto algo que lhes incriminasse, visto que eles se culpavam pelo acontecido com José.
Chegando ali, ao invés de serem julgados foram honrados com um banquete. Simeão entra pela porta e eles se alegram. E de cara percebem que os lugares estavam marcados cronologicamente certo, cada um em seu lugar de primazia, do primogênito ao caçula.
O banquete é servido e o prato de Benjamim vem muito mais variado que a dos irmãos, que perceberam que havia algo estranho, mas a alegria de estarem com Simeão novamente e a certeza de que o cereal anterior havia sido pago, deixou uma sensação de alívio no ar.
De repente, o governador chega, faz perguntas, é respondido, e os libera para voltar para Canaã. Acabou! Pensaram.
Na estrada, retornando para casa, a pouca distância do Egito escutam um grito: - Parem!
- São os soldados de Faraó, o que desejam agora?!
O soldado dá a notícia: - Alguém aqui roubou a taça de prata do governador, justamente aquela que ele faz adivinhações.
- Pronto! Pensaram... O homem além de poderoso é adivinho.
- Não pegamos nada, jamais faríamos tal coisa. Podem vasculhar e se por acaso encontrar com alguém aqui podem matá-lo e nos levar como escravos.
Eles procuram a taça em cada saco de cereais, e aonde encontram?! Justamente na de Benjamim. É um roteiro de filme hollywoodiano. Justamente o que temiam aconteceu.
Pernas tremem, o medo toma conta, as palavras de Jacó voltam em suas cabeças.
- Não senhor! Meu irmão não fez isso, só pode ser um mal-entendido. Por favor, levem-me em seu lugar. Disse Judá.
Aos prantos retornam ao Egito para suplicarem clemência.
Judá é convincente. Seu desespero e seu notório cuidado com Benjamim vem à tona, e José se dá por satisfeito.
- Realmente meus irmãos aprenderam a lição! Pensou.
Então aos prantos se revela aos irmãos, abraça cada um e chora com eles por entender que os propósitos de Deus são surpreendentes.
- Irmãos, não fiquem tristes e nem se culpem pelo erro passado. Foi Deus quem permitiu tudo isso para que nenhum de nós morrêssemos de fome. Pois o próprio Deus me revelou que haverá sete anos de fome sobre a terra e mal se passaram dois. Foi Ele quem me trouxe para cá a fim de que tudo isso fosse realidade hoje. Nós somos parte de um plano cuidadosamente traçado por Deus. Ele reverte o mal em bem e cumprirá Suas promessas com Abraão, nosso bisavô.
José entendeu o propósito divino apesar de todo sofrimento do passado (Rm 8:28; 1 Ts 5:18). Perdoou seus irmãos e os trouxe para viver com ele no Egito.
Muitas lições podemos aprender com essa história. Mas acima de todas está a certeza de que Deus é soberano e que sabe o que faz.
Confiemos Nele!



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