Leitura Bíblica: Êxodo 8 a 10.
"Para que contes aos ouvidos dos teus filhos e dos filhos de teus filhos o que Eu executei no Egito, e os Meus sinais que pus entre eles, para que saibais que Eu sou YHWH." (Ex 10:2/BTX)
O que me fascina na Palavra de Deus é a Sua predição. A maneira com que relata o futuro e avisa a respeito de coisas que ainda estão para acontecer com tantos detalhes...
Deus sabia o que estava pra acontecer ao Egito. O tipo de justiça que seria implantada ali, mas avisou de antemão a Faraó dando-lhe a oportunidade de decidir.
Em cada praga imputada, Deus confrontava um deus preexistente naquele povo, mostrando o Seu poder e subestimando a autoridade daquela divindade diante do Faraó.
Deus agia de forma estratégica mostrando Seu poder e autoridade sobre cada área da natureza e da vida humana naquele tempo.
"E executarei juízos contra todos os deuses do Egito. Eu, YHWH." (Ex 12:12b/BTX)
O Rio Nilo era um dos deuses do panteão Egípcio e se chamava Hápi. Seu leito passava por todo o Egito trazendo fertilidade e provisão àquela terra. No entanto, Deus o fez sangrar, a vida lhe foi tomada e eles ficaram sete dias sem água potável, além de ter sido também uma afronta a alguns peixes que também eram considerados deuses e que acabaram sendo mortos (Ex 7:19-21).
Humilhação da deusa-rã, Heqt, pois ela era o símbolo da fertilidade e da ressurreição no conceito egípcio (Êx 8:5-14).
Com a praga dos piolhos, o deus Tot também foi envergonhado, pois representava à invenção da magia e das artes secretas, cuja praga resultou em os sacerdotes-magos reconhecerem a derrota, quando se viram incapazes de transformar o pó em piolhos com seus feitiços (Êx 8:16-19).
As moscas foram uma rebaixamento do deus Ptah, criador do universo, novamente Tot, senhor da magia também foi desmerecido (Êx 8:23,24).
A praga da peste entre os animais foi a desonra de vários deuses: Seráfis (Ápis) deus sagrado de Mênfis do gado , a deusa-vaca Nut e Hator, a deusa-céu (Êx 9:4 e 7).
Já a praga das pústulas que apareceram nos homens e animais sobreviventes as outras pragas, diminuía a Neite, deusa da caça e da guerra, criadora dos homens (Ex 9:11).
A Chuva de granizo que veio em forma de saraiva (granizo com fogo - relâmpagos que caiam e queimavam), afrontava o poder dos deuses que controlavam os elementos naturais: a deusa da água Íris e o deus do fogo Osíris (Êx 9:13-35).
A praga dos gafanhotos achincalhava os deuses responsáveis pela abundante colheita. O deus do ar Xu e deus-inseto Sebeque (Êx 10:12-15).
A escuridão que ocorreu por três dias consecutivos ridicularizou o grande e maior deus egípcio, Rá, o deus-sol que foi escondido pelas trevas, algo temido pelos egípcios que achavam que toda noite era um período onde Rá viajava pelo mundo subterrâneo lutando contra inúmeros demônios. Seu objetivo era levar as almas dos mortos ao descanso, vencer os perigosos – incluindo uma serpente demoníaca – e voltar pela manhã, para trazer o dia aos egípcios (Êx 10:23). E por fim, a morte de todos os primogênitos que resultou na maior humilhação para o próprio Faraó e os governantes do Egito que chamavam a si mesmos de deuses, filhos de Rá ou Amom-Rá (Êx 12:12). O fato da noite perdurar três dias consecutivos, trouxe aos egípcios a incerteza do poder desse tão grande deus.
Floyd Nolen Jones (um americano que trabalhou 14 anos como um paleontólogo, geofísico) estudou as pragas do Egito cuidadosamente analisando ponto a ponto, e disse ter durado quarenta dias sobre o Egito, tempo suficiente para provocar tamanha tragédia de forma sequencial, sendo que o que sobrevivia de uma praga acabava sendo destruída pela outra.
Tal relato aponta a precisão de cada palavra declarada por Moisés a fim de julgar aquela nação que escravizava o povo judeu.
Mas o sobrenatural de tudo isso, é que Deus guardou o Seu povo fazendo distinção entre sua terra, posses e cidadãos. Os textos de (Ex 8:22; 9:6; 26; 10:23) mostram claramente que Deus não permitiu tais pragas entre os hebreus. Eles foram protegidos por Deus apesar de estarem a pouca distância do Egito.
Tal cuidado acrescentava fé ao povo hebreu, mostrando o amor e a proteção Daquele que se manifestava de várias formas a fim de punir seus opressores. E tudo isso para que pudessem contar sobre as maravilhas do Deus de seus ancestrais aos seus filhos e aos filhos de seus filhos como testemunho vivo do Grande EU SOU.
Foi através dessas pragas que o povo hebreu conheceu o Deus de seus ancestrais, e pôde experimentar o cuidado sobrenatural Daquele que age de forma poderosa guardando Seus escolhidos.
É nesse contexto que estamos inseridos como filhos de Deus.
A Sua Palavra diz que seríamos odiados por causa do Seu Nome. Contudo, não se perderia um único fio de cabelo da nossa cabeça. E seria na nossa perseverança que se confirmaria a salvação que Ele nos dá (Lc 21:17-19).
Nossa obediência a Deus nos protege como escudo (Sl 5:12), pois Ele é a nossa rocha, escudo e libertador (Sl 144:1-2).
Como é bom poder descansar nessas promessas. Saber que apesar de vivermos em um mundo onde somos exposto ao mal, a Mão do Pai nos guarda e é capaz de nos livrar da Sua ira.
Pois ainda que andemos pelo vale da sombra da morte Ele se faz presente e guarda a nossa alma, livrando-nos da morte eterna. Visto que temos a convicção que "aquele que espera em Deus apenas nesta vida é o mais miserável de todos os homens" (1 Co 15:19).
As Escrituras nos garante que a Sua proteção vai além dessa vida, além do que podemos imaginar, pensar, enxergar. Ele tem preparado um futuro certo, uma vida e um lugar onde o mal não entra, a morte não existe e a tristeza não sobrevém.
Essa é a maior afronta aos deuses pagãos. Tudo aquilo que eles prometem oferecer nessa vida e acabam falhando, Deus nos dá aqui, e ainda com mais plenitude na eternidade.
O nosso Deus não falha. Ele é o dono da vida (Sl 19:1; 24:1), tudo pertence a Ele e Sua destra nos susterá (Is 41:10) até a consumação dos séculos (Mt 28:20).
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