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segunda-feira, 6 de junho de 2022

Devocional 157 - Não deixe o Orgulho lhe cegar.

Leitura Bíblica: Jeremias 52.

"E no quinto mês, aos dez dias do mês, chegou Nebuzaradã, capitão da guarda, que servia na presença do rei de Babilônia. E queimou a Casa de YHWH, e a casa real, e todas as casas de Jerusalém. E destruiu com fogo todo edifício grande". (Jeremias 52:12-13/BTX)

Zedequias, filho do rei Josias de Judá, estava no décimo primeiro e último ano de seu reinado, quando Nabucodonosor dominou Judá, capturou toda a sua família matando os seus filhos diante dos seus olhos que logo em seguida seriam arrancados (Jr 52:9-11). 
Que terrível visão teria guardado pelo resto de sua vida. A dor de ter os olhos arrancados não fora maior que assistir a morte de seus filhos.
Quanto sofrimento aquela ultima visão proporcionou!
Que lembrança maldita carregou até o fim de seus dias.
Com apenas trinta e dois anos, teve seus sonhos arrancados, sua vida destroçada, sua família destruída e jogada num calabouço.
O que antes era majestoso se tornou tenebroso. O castigo mais horrendo que poderia sofrer.
E tudo isso teria sido poupado se tivesse dado ouvidos ao profeta que insistentemente o alertou.
Como deve ter sido difícil conviver com o remorso, a culpa e a vergonha daqueles fatos.
Quantas decisões foram revistas naquela prisão. Quantos cenários revisitados em sua mente e a tormenta de não poder voltar atrás.
O ser humano tem em si algo chamado orgulho, que muitas vezes cega o entendimento levando a destruição.
São pequenas atitudes que vão tomando grandes proporções dentro de um coração altivo, que não se dobra diante de um conselho e não aceita intervenção. O coração se fecha e a pessoa se indigna achando ter razão, até que o mal chega, atropelando, destruindo e confirmando aquilo que todos viam.
Salomão deixou um provérbio certeiro: "O orgulho vem antes da destruição, o espírito altivo antes da queda" (16:18).
A humildade não tem nada a ver com condição financeira, mas com um espírito manso, submisso, que aceita ouvir a experiência do mais velho e o conselho do sábio.
A humildade precede a honra.
Reconhecer que precisa de ajuda é sublime. Todos nós somos propensos ao erro, mas alguns são capazes de reverter a situação através do reconhecimento.
Quem sabe você esteja passando por alguma situação e não esteja enxergando o perigo a frente. Muitas pessoas parecem querer interferir na sua vida e você não está aceitando tantas opiniões.
Eu aconselho parar, ouvir e analisar.
Quem sabe não é a sabedoria usando lábios humanos para livrá-lo da destruição?!
Quem sabe o próprio Deus não esteja querendo chamar a sua atenção?!
Deixe o orgulho de lado. Ouça com atenção o que estão tentando lhe falar, e peça a Deus discernimento. Ele lhe dará graça suficiente para mudar o cativeiro em festa.



quarta-feira, 1 de junho de 2022

Devocional 152 - Renda-se!

Leitura Bíblica: Jeremias 26 ao 29.

"Edificai casas e habitai-as, plantai pomares e comei seus frutos. Procurai a paz da cidade à qual vos fiz transporta, e rogai por ela a YHWH, porque na paz dela, vós tereis paz." (Jeremias 29:5-7/BTX)

O profeta Jeremias profetizou por vinte e três anos em Jerusalém alertando ao povo sobre o cativeiro babilônico caso o povo não se convertesse dos seus pecados.
Ele falou, escreveu, usou analogias, explicou suas visões, mas todos continuavam irredutíveis à Palavra de Deus, e manifestavam o desejo de matá-lo por causa de suas declarações.
Fizeram de tudo para calá-lo, mas ele se manteve fiel a Deus e ao seu chamado profético. 
Foi preso, chicoteado, passou fome, sede, frio, foi lançado num poço, ficou acorrentado em praça pública, mas não acovardou.
O tempo passou, o povo não se converteu e a profecia se cumpriu.
Nabucodonosor sitiou Jerusalém por dois anos (2 Rs 25:2) e por causa disso, eles passaram fome. 
Deus mandou que se rendessem (Jr 27:2-8,11), mas eles se rebelaram, e por causa disso, pestes foram enviadas e por fim a espada, a extradição e a destruição.
Tudo isso poderia ter sido evitado. 
No entanto, Deus determinou o tempo de cativeiro (70 anos), e os aconselhou a refazer suas vidas na Babilônia, orar pela paz da nação opressora, pela prosperidade do Nabucodonosor e viverem uma vida íntegra, sem rebelião ou murmuração sobre aquele lugar, pois à medida que eles orassem, Deus os abençoaria, e o cativeiro seria mais leve, menos penoso.
O exílio sempre foi um lugar de tratamento, sondagem, estruturação.
Deus não tinha prazer na punição, mas usava certos meios para moldar o coração do povo. Somente desta maneira o povo se humilhava rendendo suas vontades aos propósitos Dele. E à medida que se rendiam, Deus os moldava moral e espiritualmente trazendo restauração.
Quantos de nós só damos ouvidos a voz de Deus durante a tormenta?! Ele sussurra, lança olhares, toca, mas nós só paramos para Lhe dar atenção quando o vendaval chega e nos tira do prumo.
Tapamos os olhos e os ouvidos a tudo que Ele nos mostra e diz, até que não enxergamos mais nada, nenhum som se torna audível, e os nossos pés tropeçam no chão. É nesse momento que nos lembramos Dele, e Ele não se nega! Estende a Sua mão e nos segura, sustenta, limpa e endireita.
Envergonhados por um tempo, voltamos a caminhar com Ele, voltamos a ouvir Sua voz e a olharmos em Sua direção. Mas logo tendemos a distanciar novamente e deixá-Lo para trás. O pecado que habita em nós sempre volta a nos dominar, e logo nos tira do caminho. 
E esse processo permanece até que haja uma conversão genuína, definitiva e completa em nossa vida.
Por isso Ele não desiste de nós, por saber que há o tempo de chegarmos ao nível certo, ao patamar por Ele desejado. E Ele estará ali... Pronto! Determinado a nos abraçar como filhos.
Não dê trabalho ao Pai, renda-se imediatamente e desfrute de uma vida abundante em Sua presença. O processo pode ser abreviado por você. Renda-se!



quinta-feira, 26 de maio de 2022

Devocional 146 - Quando Deus não nos Escuta.

Leitura Bíblica: Jeremias 10 ao 13.

"Portanto assim diz YHWH: Eis que Eu trago um mal sobre eles do qual não poderão escapar; clamarão a Mim, mas não os escutarei. Tu, pois, não intercedes por este povo, nem levantes por eles clamor nem oração; porque Eu não escutarei quando clamarem a Mim por causa de sua calamidade". (Jeremias 11:11,14/BTX)

A Bíblia nos garante que existe um limite para o pecado, e apesar de Deus estar pronto para perdoar, existe uma medida, um limite para a misericórdia de Deus, apesar de muitos acreditarem que não. (Gn 15:16; Ex 34:6-7; Mt 23:31-32; 1 Ts 2:16; 2 Pe 3:1-18; Ap 6:9-11)
Deus havia escolhido Israel para estabelecer um relacionamento com Ele, e o separou para cumprir um propósito. Ele os guiou, os fez prosperar, operou milagres, deu vitórias, fez um pacto, porém Israel se distanciou Dele imitando as práticas dos povos que haviam se rebelado contra o Criador.
O pecado de Israel estava além da idolatria.
Ele encheram a medida de injustiça, de engano, corrupção, desobediência, maldade, mentira, prostituição, assassinato, furtos, cobiça, quebraram todos os mandamentos e ainda se julgavam certos diante de Deus, não toleravam a disciplina e não aceitavam a exortação. Por isso, matavam os profetas enviados para os exortar e serviam aos deuses com suas próprias vidas, matando seus filhos como adoração.
Deus já havia avisado (Dt 28), não havia inocentes diante Dele, e a consequência viria para cada um, à medida de sua maldade seria cobrada, a punição seria justa e no tempo certo.
A anunciação era apenas de praxe.
Deus sempre avisava antes de dar uma sentença, sempre dava tempo para se arrependerem e mostrava Sua disponibilidade em adiar o castigo, mas eles não se arrependiam.
Por isso deixou claro: "Quando a calamidade chegar, não vai adiantar clamar a Mim, pois Eu não ouvirei".
Parece tão ríspido, grosseiro. Onde estaria aquele amor de Pai? E a longanimidade do Deus Shalom?
Talvez quem seja pai entenda.
Existe um ponto que nem o nosso amor é capaz de convencer os nossos filhos de algo, por isso, somos obrigados a nos afastar e deixá-los aprender sozinhos.
Foi o que Deus fez.
Retirou Sua mão protetora de sobre eles, e permitiu que as consequências chegassem. Quem sabe assim, clamando a outros deuses, perceberiam que eles em nada poderiam ajudar e se convertessem?!
Contudo, Jeremias que era empático ao povo e sabendo do mal que lhes afligiria, começou a clamar por eles, pedindo que mais uma vez Deus os perdoasse. Porém, Deus o adverte: "Não ore por eles, porque Eu não escutarei seu pedido".
A Palavra de Deus diz que a oração do justo pode muito em seus efeitos. (Tg 5:16)
Jeremias era justo, e Deus não poderia negar a Si mesmo. Por isso pede: "Não ore".
O pedido é claro e sucinto. 
A medida foi completada, chegou a hora da correção.
Quantas vezes nós oramos por algumas pessoas, ou causas, e parece que os ouvidos de Deus estão cerrados. Chegamos até nos perguntar se estamos em pecado pelo silêncio divino.
Certa vez uma pessoa me contou que desejou ajudar uma amiga que estava passando por uma crise financeira e Deus havia alertado que não era para fazer aquilo. No entanto, não ouvindo,  fez. Não demorou muito e ela também estava passando pelo mesmo problema, e ao questionar a Deus pela tragédia, ouviu como resposta: "Eu avisei que não era pra ajudar. Por isso você se tornou complacente ao pecado dela e agora estou lhe punindo". 
Parece absurdo? Acredite, não é.
Deus tem Suas formas de agir, e quem somos nós para compreendê-las ou questionar?
Que a nossa medida nunca se complete, e que a graça de Deus nos alcance todas as vezes que Ele nos estender. 
Sejamos sábios, e busquemos discernimento para que nunca atrapalhemos a vontade de Deus, mas que nós a cumpramos todos os dias, e possamos entender que ela é sempre boa, perfeita e agradável. 






Devocional 342 - Guerreie em Oração.

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 9 ao 13.  "Usamos as armas poderosas de Deus, e não as armas do mundo, para derrubar as fortalezas do rac...