Leitura Bíblica: Salmos 149 e 150.
"Aleluia! Louvai a Deus em seu Santuário, louvai-o no seu majestoso firmamento! Louvai-o por seus grandes feitos, louvai-o por sua infinita grandeza! Louvai-o ao som de trombetas, louvai-o com harpas e cítaras! Louvai-o com tamborins e danças, louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas! Louvai-o com o clangor dos címbalos, louvai-o, altissonantes trombetas! Que todos os seres vivos louvem ao Eterno! Louvado seja o SENHOR! Aleluia!" (Salmo 150/KJA)
O Salmo 150 foi escrito por Davi, um compositor nato que tocava harpa, criava instrumentos, e escrevia poemas e canções de louvor ao Senhor.
Mas para entender a complexidade de algumas afirmações, precisamos responder a primeira pergunta: Quem criou os primeiros instrumentos musicais?
A Bíblia afirma que Jubal, descendente de Caim, foi o primeiro a criar e tocar harpa e flauta (Gn 4:21).
A música sempre foi usada na Bíblia para adorar a Deus, mas foi Davi quem instituiu o primeiro grupo musical no Tabernáculo do Senhor para Sua adoração, no que antes era apenas local de sacrifícios (1 Cr 15:17)
Ele montou um orquestra com três regentes - Hemã, Asafe e Etã, responsáveis pela adoração no Templo que ainda seria construído. Também criou um coral com quatro mil vozes (1 Cr 23:5; 2 Cr 7:6; Am 6:5; Ne 12:8) e escreveu canções que o povo cantava em suas comemorações especiais.
A música sempre fez parte da vida humana, fosse em velórios como cantos de lamentações, nos rituais de sacrifícios, nas guerras, nas peregrinações anuais do povo ao templo de Jerusalém, nas festas cerimoniais e nos casamentos.
Salomão, no entanto, profanou o Templo permitindo que músicos egípcios com seus instrumentos, fossem usados no seu interior, dando início a uma grande miscelânea de ritmos e danças sensuais infiltradas na liturgia de culto à forma pagã. E foi por isso, que a igreja primitiva baniu toda forma de arte; fosse cantava ou dançada para honrar a Deus, pois entendiam como apostasia, blasfêmia ou orgia herética.
Agostinho de Hipona, por exemplo, ensinava que a música e a dança eram pagãs, e como no Novo Testamento não se faz menção sobre tais práticas, a partir do II século d.C. os cristãos acreditaram que deveria ser proibido.
Durante a Idade Média, somente os cantos gregorianos e sacros eram aceitos acompanhados de um órgão de tubos, num som triste e quase sombrio como adoração.
Até que durante a Reforma Protestante, Calvino, Lutero e outros, começam a escrever hinos ao Senhor e a desmistificar tais conceitos trazendo de volta ao culto a prática hebraica tão apreciada por Davi, e a trazer de volta a alegria de cultuar a Deus, algo perdido através dos séculos. Pois algumas alas da igreja primitiva, ensinaram que a música fora criada por Satanás e que ele a usava para distanciar o homem do seu Criador. Uma mentira da antiguidade baseada na má interpretação de Ezequiel 28, já que o Diabo não tem poder de criar nada, mas como pai da mentira, engana a muitos trazendo discórdia e confusão, tomando para si aquilo que é direito somente do Deus Criador de todas as coisas - a adoração.
O Deus da Bíblia aprecia o louvor e nos convida a celebrá-Lo com dança, música, instrumentos e festa. Ele é um Deus de alegria, regozijo e celebrações.
Por séculos instrumentos musicais foram demonizados, dando espaço ao ocultismo para criar seus rituais usando aquilo que não lhes pertencia.
Mas Deus nos trouxe a revelação.
No Salmo 22:3 diz que "Deus habita no meio dos louvores";
Em Lucas 2:8-20, encontramos anjos cantando e celebrando o nascimento do Messias.
Em Mateus 26:30 vemos que o próprio Jesus cantou na festa da Páscoa;
Em Apocalipse 5:12 e 13, nos é revelado que há louvor no céu, diante do Trono de Deus.
Em Apocalipse 7:12 nos garante que o louvor jamais terminará, é eterno.
E em Jó 38:7 nos traz uma revelação espetacular: Enquanto Deus criava o mundo, o céu estava em festa e cantava hinos de louvor a Ele.
Nunca deixe de cantar.
Jamais permita que o Diabo silencie o seu louvor.
O louvor liberta, e quem sabe não será num momento de cânticos que a sua batalha será vencida por Deus como foi com a batalha de Gideão e de Josafá?!

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