quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Devocional 216 - Abraço de Urso.

Leitura Bíblica: Jó 3 a 5.

Tu tens ministrado sabedoria a muitos e tens encorajado a diversos braços desfalecidos. Tuas palavras têm sustentado os que cambaleavam, e tens fortalecido os joelhos vacilantes. Contudo, agora chegou a tua vez de estar em dificuldade, tu te perturbas e, ao seres provado, te desanimas. Acaso tua confiança não está alicerçada no teu temor a Deus, e a tua esperança, em teu procedimento irrepreensível? Pensa bem! Consegues recordar-te de algum inocente que tenha perecido? Soubeste que justos sofreram destruição? Pelo que tenho observado, eis minha experiência: aqueles que cultivam o pecado e semeiam a impiedade são os mesmos que colhem tudo quanto há de mal. (Jó 4:3-8/KJA)
 
Jó se encontrava em um estado deplorável. 
Não bastasse ter perdido todos os filhos, servos, bens e a saúde, agora também precisa perder sua dignidade perante seus "amigos".
É incrível como na dor somos capazes de atrair mais críticas que consolo.
Parece que o ser humano tem a necessidade de espezinhar o outro pra se sentir superior.
Dar nome aos culpados, apontar os erros, ao invés de abraçar e trazer palavras de ânimo.
Todos nós somos assim, não adianta dizer que não.
- "Eu te avisei"... "sabia que isso iria acontecer"... "ele não me escuta"... "é o que dá ser orgulhoso"... "se ao menos tivesse me ouvido"... "quem planta, colhe"... 
Quem nunca disse uma dessas frases diante do infortúnio de outra pessoa?!
Pode até ter sido num tom amistoso, mas no fundo, esconde a prepotência que sentimos em ver o outro se dar mal por não ter nos atendido.
Muitas pessoas mencionam a paciência de Jó, e nesse sentido é verdadeiro, ele teve muita paciência com seus "amigos" e esposa. Com certeza eu não agiria igual.
Mas essa passagem nos aponta um grande segredo, uma chave que abre a portas relacional: ser empático à alheia. 
Ninguém conhece o futuro. Não temos como afirmar que a situação nunca será ao contrário. À maneira que tratamos o nosso próximo dá a chance em sermos tratados igual. E será que gostaríamos de ouvir as mesmas palavras que um dia saíram de nossos lábios? Sentiríamos abraçados pelas críticas ou apedrejados por elas?
Aprender com Jesus sempre será a melhor opção.
Lembra como ele criticou a mulher samaritana?!
E aquelas palavras duras que falou com a mulher pega em adultério?!
Pois é, nem eu. Ele não as falou.
A dor da culpa já era suficiente, e ele aproveitou para curá-las e não para acusá-las mais que suas próprias consciências.
Que sejamos mais como Cristo e menos, bem menos que Elifaz. Essa é a lição.




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