Leitura Bíblica: 2 Samuel 8 ao 11.
"Porém, o que Davi havia feito foi desagradável diante dos olhos de YHWH". (2 Sm 11:27b/BTX)
Deus não tem filhos preferidos, e nem age com imparcialidade. A todos abençoa e cuida, mas também exorta e pune. Davi é um exemplo claro disso.
Conhecido como "o homem segundo o coração de Deus" (At 13:22), agia de forma honrosa com as autoridades, com seus soldados, com sua fé e com as causas do reino, mas pecou e Deus não encobriu seu pecado, antes deixou as claras, de forma que há mais de três mil anos temos acesso a essa história sem nenhum encobrimento.
Suas ações constrangeram Deus, envergonharam o Seu nome e confrontaram Sua justiça que agiu de forma rápida e punitiva.
Davi, por ser rei, poderia obter qualquer mulher que desejasse para o seu harém, mas preferiu dar lugar a cobiça e ter relações com uma mulher casada, e o pior, com a única mulher de um dos seus amigos.
Urias era um heteu, provavelmente descendente de algum cananita que não foi expulso de sua terra durante a invasão de Josué, que cresceu entre os israelitas e era fiel a Deus (2 Sm 11:11). Sua esposa, Bate-Seba, estava em um ritual de purificação, prática israelita após o término do período menstrual, e banhava-se em seu quarto cuja a janela ficava para o lado do palácio de Davi, que não deveria estar ali devido a guerra que seu povo estava enfrentando, mas que resolvera abandonar o fronte e ficar no terraço, justamente naquele dia.
Ele a vê, e manda chamá-la. Tem relações com ela e dias depois recebe a noticia que ela havia engravidado. Pra resolver o problema manda matar o marido.
Foram três pecados consequentes - cobiça, adultério e assassinato - e todos programados. Sua punição foi automática e sequencial, de forma que seu reinado nunca mais foi o mesmo.
O que fazemos de bom não nos autoriza a errar diante do Pai, e ainda que peçamos perdão, Ele não nos libera das consequências. Ele não nos dá crédito, como um saldo positivo, e vai descontando de acordo com nossos pecados. Cada erro bloqueia nossa "conta" diante Dele, que só é devolvida mediante ao arrependimento e conserto - que é a forma que podemos pagar a dívida, mas sempre com acréscimo das devidas taxas.
Não há impunidade diante de Deus. Ele sentencia a todos justamente e sem nenhuma parcialidade. Não existe dois pesos para Deus, Sua balança jamais é adulterada.
"Se, porém, um justo se desviar da verdade e da justiça, e cometer erros e pecados, e todas as práticas abomináveis dos iníquos, deverá ele viver? Nenhum de seus possíveis atos justos será levado em conta! Devido à infidelidade de que é culpado e por causa dos pecados que praticou, sem apelação, ele morrerá". (Ez 18:24/KJA)
Da mesma forma que Deus perdoa todo aquele que se arrepende:
"No entanto, se advertires o ímpio, e ele não se converter da sua malignidade e dos seus maus caminhos, eis que ele morrerá na sua maldade; mas tu estarás livre desta responsabilidade e culpa". (Ez 3:19/KJA)
Existe perdão para o pecador arrependido.
Davi nunca mais caiu no mesmo erro. Mas sofreu cada consequência daquele ato até o fim da sua vida.
Da mesma forma, na cruz do calvário, Jesus perdoou um dos ladrões que reconheceu ter merecido estar ali, mas não o livrou da cruz. A sentença foi executada sem nenhuma intervenção da Sua parte.
Aceitá-Lo como Salvador não lhe dá autorização para uma vida inconsequente, nem livramento dos problemas gerais desta terra, mas a garantia de uma eternidade ao Seu lado no céu.

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