Leitura Bíblica: Joel 1 ao 3.
"Sendo assim, proclamai isto entre as nações: Preparai-vos para a guerra! Convocai os guerreiros! Juntem-se todos os homens de guerra e ataquem! Forjai espadas das relhas dos vossos arados, e lanças das vossas podadeiras; encoraja o fraco, dizendo: “Sou um valente!”
Apressai-vos e vinde, todas as nações em redor, e ajuntai-vos. Ó Yahweh, faz descer para lá os teus guerreiros. Despertai-vos, ó nações, e avançai para o vale de Josafá, pois ali me assentarei para julgar todos os povos vizinhos". (Jl 3:9-12/KJA)
Joel profetizou durante o tempo de Joás rei de Judá (2 Reis, 12) e exerceu seu ministério em Jerusalém.
O Livro de Joel tem dois objetivos: histórico e profético.
O objetivo histórico era chamar a nação de Judá ao arrependimento para que uma calamidade mais devastadora não viesse sobre eles.
O objetivo profético era apresentar o futuro Dia do Senhor, no qual Ele dominará os pagãos, e libertará o Seu povo para habitar com Ele.
A praga de gafanhotos jamais vista antes, foi somente uma antecipação que apontava o futuro Dia do Senhor. Assim Joel também traz uma mensagem urgente para a igreja hoje de que o pecado atrai o inevitável juízo divino, enquanto o arrependimento traz bênçãos materiais e espirituais; temporais e eternas.
Joel fala de quatro fases do gafanhoto, e seu modo de destruição, descrevendo de maneira clara sua ação nas plantações.
O gafanhoto cortador assolava a plantação, cortando as folhas. O migrador era a larva que permanecia nas plantações depois de tê-la destruído e migravam à procura de brotos. O devorador agia na parte interna da plantava tornando-a estéril. E o destruidor corroía o tronco até matá-lo por completo, até que não restasse nada para ser restaurado.
O reino de Judá passou por anos de praga, onde o gafanhoto trouxe grande destruição.
A fome era devastadora.
O livro também faz menção aos incêndios provocados pela falta de chuva, acumulando fome, seca e mortandade. E como se isso não bastasse, Deus alerta sobre os invasores, que se aproveitariam de sua fragilidade para roubar o pouco que lhes restasse (Jl 2:9), sequestrando e vendendo os jovens como escravos às outras nações (Jl 3:6-8). Tudo isso como punição ao pecado de Jerusalém.
Mas o livro também traz esperança!
Deus convoca os anciãos e os sacerdotes a buscá-Lo, pois através da humilhação e arrependimento traria renovo à terra, e fartura aos seus dias.
Promete restituição e julgamento a todos que lhe fizeram mal.
Aponta para o Grande dia do Senhor registrado em Apocalipse, o dia do Julgamento das nações, a prestação de conta na Batalha do Armagedom, onde Cristo virá resgatar o Seu povo e implantar o Seu Reino Eterno.
Nem tudo está perdido!
O mesmo Deus que pune é Aquele que perdoa.
Ao mesmo tempo que alerta sobre o mal, antecipa a esperança nos corações.
Traz a espada, mas levanta o cetro.
E no trono permanece para mostrar toda Sua glória e manifestar Sua justiça.
Deus é Deus, do início ao fim da história.

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