Leitura Bíblica: Números 11 ao13.
"Mas o povo começou a murmurar amargamente aos ouvidos de YHWH e foi incendiada a Sua ira, e o fogo de YHWH foi inflamando contra eles, e o consumiu um extremo ao outro no acampamento". (Nm 11:1/BTX)
Imagine você libertar um povo que era oprimido no Egito como escravo, punir seus opressores por pragas mortais, abrir o Mar Vermelho para passarem a pés enxutos, serem norteados e protegidos pela presença de Deus em forma de coluna de fogo e fumaça, receberem o maná sem falta, acharem água, apesar do deserto, para beber, vencerem uma guerra contra os amalequitas, logo no início da jornada e ainda assim ouvir: "Bom mesmo era o Egito. Lá tinha carne, peixe, comíamos frutas, o tempero era farto, aqui só temos esse maná!"
O que você faria diante de tanta ingratidão?!
Agora imagine Deus! Com tamanho poder de criação e destruição segurando a Sua ira para não destruir todo aquele povo que não reconhecia o Seu cuidado e só sabia reclamar do que não tinham naquele deserto...
Ler o que fez para puni-los parece um absurdo, mas trazendo para nós, meros mortais e sem nenhum poder, podemos analisar que não chegou a metade daquilo que faríamos ao povo por tamanha raiva que sentiríamos.
Ao ler a Bíblia, o que muitas pessoas esquecem, é de contextualizar a história aplicando a nossa vida e fazendo comparações às nossas emoções e atitudes.
É claro que Deus nem se compara a nós. Ele é soberano em Suas ações e pensamentos. Mas conjecturando e fazendo algumas analogias, podemos entender a fúria de Deus e observar que até irado Ele se mostra misericordioso.
Como nos enxergamos nas atitudes do povo de Israel.
Quantas vezes agimos exatamente da mesma forma, sendo blasfemos, chorões, ingratos, insensíveis.
Deus é tremendamente misericordioso com nossa vida. Apesar de nossos pesares, Ele se mantém fiel e não nega Sua presença e bênção.
E às vezes que não dá o que Lhe pedimos, é por saber que aquilo nos fará mais mal do que bem, e por isso nos protege de nós mesmos.
Ele é amoroso, mas não deixa de nos disciplinar.
Ele é longânimo, mas não isenta o ensino.
Ele é justo e por isso não encobre nosso erros.
Ele sabe o que faz em toda e qualquer situação, e tudo coopera para o nosso bem.
Que sejamos gratos por cada sim e também por cada não que Ele nos dá, entendendo que em Sua Soberania tem sempre o melhor para cada um de nós.
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