Leitura Bíblica: Levíticos 26 e 27
"Se vos conduzirdes segundo Meus estatutos, se guardardes Meus mandamentos e os praticardes, então vos darei as chuvas no seu devido tempo, e a terra dará seus produtos, e a árvore do campo seus frutos. Vossas colheitas serão tão grandes, que estareis ainda colhendo cereais quando chegar o tempo de apanhar as uvas, e estareis colhendo uvas quando chegar o tempo de semear novamente os campos. Haverá fartura de alimento para todos, e vivereis em plena segurança sobre vossa terra. Estabelecerei a paz na terra e dormireis sem que ninguém vos perturbe. Farei desaparecer da terra os animais nocivos. A espada não passará pela vossa terra. Perseguireis os vossos inimigos, que cairão à espada diante de vós. Cinco de vós perseguirão cem, e cem dos vossos perseguirão dez mil, e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. Eu Me voltarei para vós e vos farei crescer e multiplicar, e confirmarei minha Aliança convosco. Depois de vos terdes alimentado da colheita anterior, tereis ainda de jogar fora a antiga, para dar lugar à nova! Estabelecerei Minha habitação no meio de vós e não vos rejeitarei jamais. Estarei no meio de vós, serei o vosso Deus e vós sereis o Meu povo. Pois Eu Sou Yahweh vosso Deus, que vos fiz sair livres da terra do Egito para que não mais os servissem como escravos. Eu os livrei da escravidão e os fiz andar de cabeça erguida". (Lv 26;3-14/KJA)
Que promessa poderosa!
Quantas bênçãos Deus prometera através da obediência!
É impressionante como a Bíblia está interligada. De Gênesis a Apocalipse há um mesmo enredo, do início ao final. É impossível entendê-la sem o conhecimento completo de seus registros.
Por isso a prática da leitura é tão importante, pois sem conhecimento não há entendimento, e sem entendimento, ficamos perdidos mediante as profecias que se cumprem em nosso tempo.
Existem Princípios Bíblicos que constantemente aparecem repetidos e enfatizados. Deus sempre adverte antes de punir, e sempre retribui aquele que Lhe obedece. Deus primeiro exorta pra depois julgar o desobediente. Ele sempre oferece a oportunidade de escolha.
Foi assim com Adão e Eva (Gn 3), com Noé no dilúvio (Gn 6), com Ló em Sodoma (Gn 18 e 19), com Faraó no Egito (Ex 7 a 12), com os israelitas no tempo dos juízes (Jz 3), no tempo dos profetas com Jerusalém (Jr 21) e será assim nos últimos dias da humanidade (Ap 16).
Deus se importa com nossa vida, por isso estabelece leis a fim de nos guiar pelo caminho da bênção. Ele nos orienta a seguir Seus decretos e alerta: a desobediência traz maldição.
Todas as vezes que fugimos da Sua presença e determinamos viver segundo os nossos padrões ficamos desprotegidos. É como se Ele tirasse a Sua mão de nós e dissesse: "Vamos ver até onde vai sozinho!"
A palavra castigo, muitas vezes mal usada, para se referir a Deus, na verdade é a falta da Sua proteção. Ele sempre advertiu que "Sem Ele nada podemos fazer" (Jo 15:1-8).
Quando decidimos nos afastar das Suas leis e viver segundo a nossa vontade, percebemos que sem a Mão do Senhor não conseguimos viver por muito tempo, pois é ela quem nos conduz ao caminho certo.
Apocalipse, por ser o último livro da Bíblia e a revelação final de Deus para a humanidade, tem em seus registros o ápice do afastamento do povo de seu Deus, e com isso, suas respectivas consequências.
O livro começa com as sete cartas as igrejas da Ásia, trazendo ânimo, exortação e também uma promessa de bênção. Mas logo a seguir, João vê e descreve aquilo que o próprio Jesus lhe mostrou sobre a depravação da humanidade nos últimos dias, e as terríveis consequências que virão.
O livro de Levíticos fala da Lei, dos Mandamentos, dos Decretos de Deus que orientam o povo a se portar nesta terra de forma a ser abençoado, próspero. A seguir, todo o restante mostra os momentos de obediência e desobediência, e o que cada escolha reproduz no povo, nas diversas histórias registradas naquele período de tempo. Mas Apocalipse é a parte final, que descreve até onde o homem pode ir sem Deus, e o que acontece quando essa escolha é feita.
Na verdade, a maldição acontece pela própria escolha humana.
É como um pai experiente que alerta o filho sobre os perigos da vida, dos maus investimentos, da impulsividade, do mau gerenciamento da vida, e o filho responde: "Eu sei o que estou fazendo!"
O pai, amando muito mas não querendo impor sua vontade, permite que o filho aprenda sozinho a fim de reconhecer que ouvi-lo seria a melhor opção. Então, aguarda observando ao lado, a trajetória de vida que ele fará. Mas permanece ali, pronto, com os braços abertos para recebê-lo e ajudar.
Tal qual é Deus dizendo ao povo:
“Mas, se vocês confessarem seus pecados e os pecados dos seus antepassados — o comportamento traiçoeiro e a resistência que desencadeou minha resistência e os enviou às terras inimigas —, se amolecerem o coração e se arrependerem do seu pecado, eu me lembrarei da Minha aliança com Jacó, da Minha aliança com Isaque e, sim, da Minha aliança com Abraão. E Me lembrarei da terra". (Lv 26:40-42/ MSG)
O perdão de Deus é completo. Sua bondade é eterna. Ele nunca desiste de nós.
Que nossas escolhas sejam sensatas, sabendo que "a bênção de Deus enriquece e não acrescenta dores" (Pv 10:22) e que Ele tem em Sua vontade aquilo que é "bom, perfeito e agradável". (Rm 12:2)
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