Leitura Bíblica: Levíticos 19 ao 21
"Fala a toda assembleia dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sede santos, porque Eu, YHWH, Elohim, Sou Santo. Guardareis, pois, todos os Meus estatutos e todos os Meus decretos e os poreis por obra. Eu, YHWH". (Lv 19:1,37/BTX)
Os capítulos de hoje, dão continuidade as leis de santidade para o povo.
Falam sobre atitudes que Deus não aceita, a punição que deveria ser imputada e a ordem pela obediência (Lv 19:23-37) trazendo uma sequencia de proibições divinas quanto à idolatria, paganismo e omissão (Lv 20:1-6,27), relações sexuais ilícitas (Lv 20:11-21), sobre a honra dos pais e dos mais velhos (Lv 19:3-4,32;20:9), o relacionamento social (Lv 19:11,13-18,35), a invocação de mortos e dos espíritos (Lv 19:26-28) e a santidade dos sacerdotes (Lv 21).
A palavra santidade significa no hebraico aquilo que é exclusivo, separado, consagrado.
A pergunta que muitos fazem é: seria possível ser santo no meio de um povo iniquo?
A resposta é sim. É possível colocar num mesmo recipiente água e óleo, mexer, sacudir, e ainda assim ambos permanecerem separados um do outro. A homogeneidade não acontece porque ambos possuem densidades opostas, que não se misturam.
Isso também acontece com aquele que é filho de Deus.
Sua essência é inquestionavelmente diferente. O Espirito Santo os torna resistentes a gordura do pecado. Apesar de estar acoplado num mesmo ambiente, as essências não dialogam. A água vai continuar límpida, incolor, enquanto o óleo permanecerá espesso.
Todas as vezes que Deus dá uma lei ao Seu povo Ele estava dizendo: Você é meu! É separado! Permaneça assim!
A Bíblia diz que Ele tem ciúmes de nós (Dt 6:15; Ex 20:5; Nm 1:2; 2 Co 11:2).
A palavra zelo, foi usada diversas vezes na Bíblia para referir-se a Deus nesse sentido. O pacto que Ele fez com o povo de Israel era associado a simbologia do casamento. E quando o povo pecava, a nomenclatura de adultério e de prostituição lhes eram atribuídas (Tg 4:4; Ez 23:30) como uma tipologia de quebra da aliança.
Deus sempre mostrava o caminho, apontava o erro, prevenia contra o mal. Mas mesmo assim o povo se desviava dando vasão ao pecado, dando ouvido aos desejos da carne que sussurrava em suas vontades.
A história de Israel se assemelha a nossa.
Existe uma luta interior que travamos todos os dias no campo espiritual.
Conhecemos a Deus e Sua vontade, mas os desejos que habitam em nossa carne nos chama ao pecado, nos ludibriam a razão e nos convencem a praticar o mal.
Mas Deus não desiste de nós, assim como não desistiu de Israel.
Ele está pronto a nos perdoar, restaurando nossa comunhão e renovando a Sua aliança.
Insistir no pecado é tentar esse Deus que sempre nos perdoa. É abusar da Sua graça e atrair Sua justiça contra nós (Dt 6:16; Mt 4:1-25; Rm 5:20; 6:1-18).
Por isso, sejamos santos. Ele nos escolheu e predestinou ao Seu amor. Ajamos como filhos nessa terra de pagãos como agentes exclusivos da Sua proteção mas inclusivos da Sua graça.
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