sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Devocional 35 - Sejamos Purificados

Leitura Bíblica: Levíticos 11 ao 13

"Disse o SENHOR a Moisés e a Arão: “Quando alguma pessoa tiver um inchaço, uma erupção ou uma mancha brilhante na pele que possa ser sinal de lepra ou outras graves doenças de pele, deverá ser conduzida ao sacerdote Arão ou a um de seus descendentes que esteja exercendo o ministério sacerdotal. Esse examinará a enfermidade sobre a pele. Se no lugar afetado o pelo tornou-se esbranquiçado e a ferida tornou-se mais profunda na epiderme, é caso de doença grave e contagiosa; depois dessa constatação o sacerdote declarará esse enfermo impuro. Se a mancha sobre a pele for branca, mas a ferida não parecer mais funda que a pele, e sobre ela os pelos não estiverem esbranquiçados, o sacerdote ordenará o isolamento do enfermo por um período de sete dias. No sétimo dia o sacerdote o examinará e, se verificar que a parte afetada não se alterou nem se espalhou pela pele, determinará a manutenção do isolamento por mais sete dias. No sétimo dia o examinará outra vez. Se verificar que a enfermidade regrediu e não se espalhou pela pele, o sacerdote poderá proclamá-lo puro, pois trata-se apenas de uma espécie de tumor sem maior gravidade. Então o enfermo deverá simplesmente lavar as roupas que estiver vestindo e o sacerdote o declarará puro". (Lv 13:1-6/KJA)

A palavra lepra no hebraico tinha duas conotações - ferimento ou infecção na pele (Tzaraat) e mofo ou fungos (çãra'ath), que poderia ser achado nas tendas, roupas e utensílios.
Ao ler algumas passagens Bíblicas, as pessoas esquecem de ler o contexto e pesquisar na cultura da época, os reais motivos para certos costumes. É por isso, que termos como segregativa, preconceituosa, exclusivista, racista, homofóbica, genocida, misógina, são dados a Bíblia. Pura falta de entendimento.
No entanto, todo aquele que pesquisa e percebe que a Bíblia fora escrita no Mundo Antigo, para um povo oriental, que vivia no deserto, sem água encanada, sem saneamento básico e sem nenhuma infraestrutura na área da saúde e educação, é que consegue entender as entrelinhas de um cuidado necessário para determinado povo.
No texto acima, vemos que Moisés instituiu algumas regras para detectar doenças infecciosas, a prevenção e o procedimento mais adequado pra época, com o doente, resguardando os demais de um possível contágio. 
Estamos falando de 1500 anos antes de Cristo. 
Hipócrates, considerado o pai da medicina, viveu entre 460 a 377 a.C, um milênio depois. 
O que conheciam sobre doenças e curas, era o que a Mesopotâmia e o Egito descobriram na época. E acreditem, era bastante primoroso e detalhado pra época.
A lepra, poderia ser qualquer tipo de doença de pele, desde dermatites comuns até hanseníase. Por isso a observação, a quarentena e as purificações eram extremamente necessárias.
Porém, em Levíticos, como eu expliquei nos devocionais anteriores, tudo possuía uma tipologia, cujo simbolismo era regado de significados explicados no Novo Testamento, já que a Bíblia é uma coleção de livros que conversam entre si e autoexplicativa.
Por isso, a lepra tipificava a condição do pecado, da miséria humana, da situação de distanciamento de Deus e dos irmãos.
Se alguém fosse realmente leproso, deveria aparecer como quem estava de luto, e, recluir-se em quarentena (Jó 2.7-8). Era considerado “imundo” pelo fato de sua doença poder ser transmitida a outros. Era também ritualmente imundo, o que quer dizer que mesmo depois da cura, só podia ser considerado “limpo” depois de ter sido ritualmente purificado (Lv 14:1-32). Tal qual é o pecado, que nos afasta de Deus (Is 59:2) e produz em nós doenças espirituais capazes de contagiar outras pessoas.
Em muitos pormenores, as leis sobre lepra se assemelham a realidades espirituais, sobre a contaminação do pecado na sociedade, cujos sinais eram: a inchação (orgulho); a pústula (deformação produzida); e a mancha lustrosa (hipocrisia). São portanto, os pecados da mente, do corpo capazes de nos afastar de Deus, da família e dos verdadeiros amigos.
Em Levíticos, somente o sumo-sacerdote poderia decretar a cura dessa doença através de um ritual de purificação, e só então era anunciado publicamente que o doente estava redimido.
Tal tipologia retrata Jesus, nosso sumo-sacerdote diante de Deus (1 Pe 5:4), que nos purifica de toda mazela humana, decretando nossa restauração total diante dos homens ( 1 Jo 1:7; 2 Co 5:17; Jo 3;5-7) e nos restituindo à vida.
É através de Cristo que somos regenerados (Tt 3:5; 1 Pe 1:3,23; 1 Jo 3:9). É Ele quem nos sara de todo mal e nos limpa de toda imundícia produzida pelo pecado em nossa vida. Que sara as nossas feridas e nos livra do mal (Sl 34:4,7; 91; 103:3).
Que a partir de hoje possamos refletir sobre as passagens bíblicas, aprender com seus contextos e nos lavar diariamente com essa Palavra que é purificadora. Aprendendo a viver afastados de tudo aquilo que nos contamina e afasta de Deus e do nosso semelhante. Sejam purificados!




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