quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Devocional 34 - Não Brinque com Fogo

 Leitura Bíblica: Levíticos 8 ao 10

"Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e, depois de pôr neles fogo e pôr incenso sobre ele, ofereceram na presença de YHWH um fogo estranho que Ele nunca lhes mandou. E da presença de YHWH saiu um fogo que os consumiu, e morreram na presença de YHWH." (Lv 10:1-2/BTX)

Deus escolheu, comissionou e preparou Arão e seus filhos para a função sacerdotal (Ex 28:1-3).
A palavra sacerdote no hebraico significa "aquele que oferece sacrifícios". O que na verdade fazia mediação entre Deus e o homem naquele tempo.
Arão tinha quatro filhos: Nadabe, Abiú, Eleasar e Itamar, nessa ordem de nascimento (Ex 6:23)
O Tabernáculo estava pronto, todos os utensílios no lugar, as roupas sacerdotais devidamente preparadas e chegou a hora da unção, da consagração para o ofício sacerdotal, o que se assemelha ao ritual de unção episcopal de um padre, bispo ou pastor, com algumas ressalvas no ato.
Foi uma cerimônia especial conduzida por Moisés onde eram purificados através de um banho, vestiam as roupas e eram ungidos com óleo e sangue.
Como eu disse no devocional de número 32, o livro de Levíticos é muito simbólico, e usa tipologias que retratariam a vinda de Cristo e Seu propósito nesta Terra. Entendê-lo é uma questão de fé.
O óleo da unção simbolizava a presença do Espírito Santo em suas vidas, que lhes daria graça, autoridade e bênção para o ofício. Já o sangue, representava o perdão de Deus sobre os seus próprios pecados, dando-lhes permissão para se apresentar diante de Deus pelo povo de Israel, como seus representantes. No capitulo 8 de Levíticos veremos o ritual registrado detalhadamente.
Logo após o ritual de consagração, que durou sete dias, Arão oferece o primeiro sacrifício em prol do povo. Cada oferta foi apresentada no altar da maneira como Deus havia especificado.
Acabando de oferecer as ofertas, Moisés e Arão saem para a entrada do Tabernáculo e Arão abençoa o povo. Deus se agrada de tudo o que foi feito, e como prova da Sua aceitação, faz com que da Sua presença, ou seja, daquela coluna de fogo que pairava sobre o Tabernáculo, saísse uma faísca de fogo que consumiu aquelas ofertas diante de Israel, e o povo se prostra em rendição ao seu Deus (Lv 9:23-24).
Essa sequência cerimonial fora usada por séculos, e era a forma do povo reconhecer quando um sacrifício era aceito por Deus. O sacerdote oferecia o sacrifício e Deus respondia com fogo, consumindo a oferta (1 Rs 18:38).
No entanto, Nadabe e Abiú fazem algo abominável diante de Deus e perante o povo.
O incensário era acesso com o fogo do altar, ou seja, Deus consumia a oferta e aquele fogo que permanecia no altar, era usado para acender o candelabro e os incensários do Tabernáculo (Lv 16:12-13), somente assim poderiam usar o fogo, outro fogo que fosse acesso em outro lugar e forma era chamado de fogo estanho.
Nadabe e Abiú, pegaram seus incensários mas por algum motivo, não usaram o fogo do altar, mas acenderam usando outro tipo de fogo, que desconhecemos qual tenha sido. E isso desagradou sobremaneira Deus. Por isso, naquele exato momento, uma faísca saiu da coluna de fogo, que ficava sobre o Tabernáculo, e fulminou os dois filhos de Arão, que morreram queimados como um raio, sem ter tempo de arrependimento ou ajuda de alguém.
Isso aconteceu bem na frente de seus outros irmãos, Eleasar e Itamar, e na frente de seu pai Arão, seu tio Moisés e diante do povo, que sempre ficava na frente do Tabernáculo para assistir o ritual.
Que tragédia!
Imagine o sofrimento de Arão em ver seus dois filhos mais velhos sendo castigados por Deus bem diante de si. Com um agravante! Por causa da causa da morte que fora desobediência contra Deus e por eles ainda estarem dentro do Tabernáculo cumprindo seus dias de consagração, não pôde velar e nem chorar pelo luto. Arão, Eleasar e Itamar permaneceram dentro da tenda enquanto seus primos (Lv 10:4-7) tiraram os corpos de Nadabe e Abiú para fora e enterraram, sem qualquer cerimônia ou velório.
Essa passagem nos mostra a importância da santidade diante de Deus. A forma que nos apresentamos diante Dele, a maneira que O servimos e o jeito que oferecemos nossa adoração precisam ser conscientemente administradas.
Deus poderia ter relevado aquela situação e ter apenas exortado aqueles dois. Mas como era a primeira oferta e eles estavam sendo inseridos num ofício sagrado, Deus preferiu cortar o mal pela raiz mostrando ao povo que não existia filhos prediletos e nem era conivente com quem quer que fosse.
Deus é santo e importa que o adoremos em santidade (2 Pe 1:15-16).
Por melhor que seja a nossa motivação em servi-Lo, é preciso atentar para a Sua vontade e à maneira que Ele determinou que O sirvamos (Sl 115:1).
Portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Ele de modo aceitável, com reverência e temor, pois o nosso "Deus é fogo consumidor!" (Hb 12:28-29)
Que essa passagem encha seu coração de temor e que possamos todos os dias ser achados dignos diante do Pai para servi-Lo e honrá-Lo nesta terra. Amém!




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