Leitura Bíblica: Gênesis 48 a 50
"E chamou Jacó a seus filhos, e disse: Reuni-vos, e vos anunciarei o que vos acontecerá nos dias posteriores". (Gn 49:1/BTX)
Embora a terra da promessa fosse habitada pelos cananeus e sua família estivesse bem acomodada no Egito, Jacó não tem dúvida quanto a volta da sua descendência para a terra que Deus havia prometido ao seu avô Abraão, ao seu pai Isaque, e a ele próprio, e abençoa a cada filho a partir dessa percepção e da revelação que Deus lhe dava naquele momento.
Cada bênção proferida tinha um propósito específico para cada tribo representada que se formaria a partir daquele filho, e de eventos que os marcaria posteriormente.
Claramente podemos perceber que a bênção da dupla honra veio a José, dando aos seus dois filhos, Efraim e Manassés, o direito de serem chamados de tribo, separadamente. Cada um recebeu herança de terras, e da forma que foi prevista por Jacó, Efraim se sobressaiu, em terras, liderança e promessa.
A tribo de Manassés marchou debaixo do estandarte de Efraim no deserto (Números 2:18-24).
Josué, líder do povo de Israel depois de Moisés, veio da tribo de Efraim, e depois da divisão do reino de Israel nos tempos de Jeroboão, a tribo de Efraim (como predito em Gn 48:19) tornou-se tão predominante no reino do norte, que seu nome foi identificado reino do norte, Israel (Isaías 7:2; Oséias 4:17; 13:1).
Já Ruben, por ter fornicado com a concubina do seu pai (Gn 35:22), foi rebaixado, recebendo uma bênção comum. Apesar de ser a primeira tribo a ter posse de terras, não possuiu nenhum personagem importante registrado na Bíblia e acabou perdendo suas terras futuramente para invasores.
Simeão e Levi, também foram desfavorecidos devido ao massacre em Siquém (Gn 34:6-7). Em razão disso, eles seriam dispersos em Israel. Tempos depois, as terras de Simeão foram distribuídas no extenso território da tribo de Judá (Js 19.1-9), e as de Levi, em cidades por toda a terra (Js 21), não possuindo território demarcado como herança.
Judá, por sua atitude altruísta com Benjamim (Gn 44:16-34) acabou sendo escolhido por Deus para um propósito especial, a benção da realeza, aquele que trouxe a Davi, Ezequias, Uzias, e Jesus, o nosso Rei e Salvador.
Os demais tiveram uma benção comum.
Nesse texto vemos o quão importante era a benção do pai e o peso de tais palavras para o futuro daquela descendência.
O mandamento posterior que falava sobre honrar os pais para que os dias fossem prósperos na terra (Ex 20:12 ), tem a ver diretamente com a benção proferida pelo pai em seus dias finais. Ser abençoado era o certificado de uma vida feliz nesta Terra, a garantia de uma herança incontestável.
Da mesma forma, desonrá-los poderia lhes custar tudo nessa vida, até mesmo a descendência (Dt 28:15-68).
No entanto, o que vemos nessa geração é uma degradação moral e espiritual tão grande que conseguimos entender o motivo de tantas famílias serem riscadas da Terra, esquecidas pela história e desprezada pelas pessoas.
São filhos promíscuos, rebeldes, desatentos a Deus e aos seus pais, desobedientes, caluniadores, corruptos, marginalizados desse mundo submerso no pecado. Não percebem a beleza da submissão e a proteção que a obediência nos dá.
São atropelados por sua má conduta e submetidos a toda maldade que há em seus corações, não honrando nenhum tipo de autoridade e se deixando guiar pelos próprios caminhos.
Por esta geração nos prostramos diante de Deus e clamamos: Misericórdia! Humildemente reconhecendo que erramos e somos responsáveis por parte dessa realidade atual, por não entender a responsabilidade que temos como progenitores de vidas, futuro e gerações.
Como pais, não aceitamos que ninguém corrija nossa prole e de nossas bocas nunca sai exortação. Eles crescem achando que sabem mais que nós e vilipendiam a família com seu mau caráter deformado.
Que Deus nos conceda estratégias espirituais para combater o mal e realinhar este mundo a vontade benéfica do Pai.
Que Ele nos dê graça para usar nossa autoridade sem temor, sabendo que de todo ato nesta terra prestaremos conta diante Dele, quanto mais Ele requererá de nossas mãos a herança que Ele nos confiou como filhos (Sl 127:3-5).
Que nossos filhos e netos, experimentem a bênção do Senhor e sejam prósperos nesta terra.
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