domingo, 30 de janeiro de 2022

Devocional 30 - Um Exemplo a Seguir

Leitura Bíblica: Êxodo 36 ao 38

"E todos os peritos que faziam a obra do santuário, deixando cada um a obra que fazia , foram a Moisés e disseram: O povo traz muito mais do que é necessário para o trabalho que YHWH ordenou fazer. E Moisés deu ordem e lançou um pregão pelo acampamento dizendo: Nem varão nem mulheres se afanem mais pelas ofertas para o santuário. E o povo foi restringido de contribuir, pois havia material suficiente para fazer toda a obra, e ainda sobrava." (Ex 36:4-7/BTX)


Para construírem o tabernáculo e todos os seus utensílios, roupas sacerdotais e produzir incensos, era preciso material. O povo voluntariamente começou a ofertar o que possuíam e o que haviam despojado os egípcios quando saíram do Egito (Ex 3;22,12,36).
Ouro, madeira, tecido, pedras preciosas, bronze, prata, azeite, perfumes, corantes e mão de obra.
E o trabalho ia de vento em popa quando perceberam que o povo não parava de ofertar. Fazendo as contas, pelo que já estava pronto e o que ainda faltava fazer, observaram que o material arrecadado era mais que o suficiente para terminar a construção com sobras. Não era mais necessário que o povo continuasse ofertando, e decidiram falar pra Moisés pedir o povo para parar, pois o que arrecadaram era mais que o necessário.
Que texto exemplar. Quase sobrenatural.
Na sociedade atual teríamos dois problemas: o primeiro seria a honestidade de quem recebia as contribuições em não roubar o que não era seu, e o segundo seria a responsabilidade de não usurpar o povo, mas deixá-los a par de cada etapa do trabalho prestando contas.
Quando vemos a mídia noticiar que alguém foi condecorado por devolver uma carteira perdida sem mexer, penso: "Como algo certo se tornou tão raro que é preciso noticiar e recompensar?!"
As pessoas hoje querem obter vantagem em tudo. No troco, nas horas de serviço, burlando a lei, comprando direitos, inventando desculpas, enganando para benefício próprio. Parece natural a desonestidade. Já chamam de cultura o "jeitinho brasileiro".
Somos pegos em armadilhas todos os dias por achar comum o caminho mais fácil. Nem pensamos se é certo ou errado.
Mas esse texto nos dá um exemplo. Pessoas honestas que não mexiam na oferta e nem se beneficiavam da abundância para roubar, antes, reconheciam o trabalho que faziam como algo sagrado e tinham responsabilidade tanto com o serviço quanto com as pessoas que voluntariamente doavam.
Que exemplo de retidão, de justiça, de respeito ao próximo, de temor a Deus.
Que essa história nos incentive a ser melhores como pessoas, como cidadãos, e a fazer diferença transformando a mentalidade dessa geração tão corrompida.
Este é um exemplo a ser seguido e ensinado. Que comece por nós!


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