Leitura Bíblica: Êxodo 27 ao 29
"Faze com que se apresente diante de ti Arão, o teu irmão, e os seus filhos, dentre os filhos de Israel, para que Arão, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar, filhos de Arão, sejam meus sacerdotes." (Ex 28:1/BTX)
A palavra sacerdote significa literalmente "aquele que oferece sacrifico".
No princípio, cada homem era seu próprio sacerdote e apresentava seus próprios sacrifícios diante de Deus, como podemos observar em Gn 4:1-7. Posteriormente, esse ofício recaiu sobre o chefe da família, como no caso de Noé (Gn 8:20), Abraão (Gn 12:7;13:4), Isaque (Gn 26:25), Jacó (Gn 31:54) e Jó (Jó 1:5).
O primeiro sacerdote explicitamente mencionado com essa nomenclatura foi Melquisedeque (Gn 14:18), título dado a Sem, o patriarca dos semitas, filho de Noé.
Mas é preciso considerar que nem todos os sacerdotes na narrativa bíblica eram hebreus, bem como, nem todos os indivíduos que aparecem exercendo o sacerdócio serviam no culto ao Deus de Israel. Podemos encontrar sacerdotes egípcios (Gn 41:45; 47:22), midianitas (Ex 2:16), filisteus (1 Sm 6:2) , pois cada povo instituía alguém responsável lidar com sua divindade em seu povo.
O papel do sacerdote era mediar o homem a Deus, já que o pecado fez tal separação e nem todas famílias estavam preparadas para servir a Deus da maneira correta. Por isso o oficio sacerdotal foi instituído por Deus a família de Arão, por ver a necessidade de separar pessoas para tal incumbência.
Contudo, mesmo depois da instituição oficial do sacerdócio hebreu, a Bíblia menciona pessoas que, em ocasiões específicas, exerceram alguma atividade comum aos sacerdotes, como por exemplo, Gideão (Jz 6:24-26), o profeta Samuel (1 Sm 7:9), o rei Davi (2 Sm 6:13-17) e o profeta Elias (1 Rs 18:23-38).
Na verdade, Deus precisava falar com o homem. Suas instruções precisavam ser diretas e nessa época o povo estava totalmente disperso pois tinha medo de ouvir e estar na presença de Deus (Ex 20:18-20). Moisés já estava exacerbado por tantas tarefas e Deus então viu em Arão alguém que pudesse cumprir esse papel e o instituiu sacerdote de Israel juntamente com todos os seus filhos e descendentes posteriores como ofício perpétuo.
Tal cargo era de uma responsabilidade gigantesca, por isso, Deus mandou preparar roupas específicas para que usassem em Sua presença pra serem reconhecidos pelo povo como uma família separada por Ele.
Por toda Bíblia vemos como Deus agia através desses escolhidos e quais eram as punições que recebiam quando não cumpriam Seus decretos.
Contudo, todo o sistema sacerdotal judaico era tipológico, uma amostra daquilo que Jesus faria por nós. Todos os sacerdotes prefiguravam o grande Sacerdote que ofereceria “um só sacrifício por todos os pecados” “de uma vez por todas” (Hb 10:10-12).
Hoje não existe a necessidade de um sacerdote que medie entre nós e Deus. Essa função pertence a Cristo (1 Tm 2:3-6) e Nele temos acesso ao Pai de forma direta (1 Pe 2:9; Ap 1:6) e Lhe oferecemos adoração sem a necessidade de um ritual ou da morte de um animal, pois Cristo extinguiu tal prática na cruz do Calvário, como ovelha Ele se sacrificou (Hb 10:12-14) em um sacrifício definitivo por toda humanidade.
Por isso, ao orarmos dizemos no final "em nome de Jesus" (Jo 14:13-14), pois Ele é o nosso mediador diante do Pai (1 Tm 2:5), o nosso Sumo Sacerdote (Hb 4:14-15), Aquele que intercede por nós (Rm 8:34) e nos perdoa de todo pecado (Lc 5:17-26), a fim de nos achegarmos em Sua presença purificado e apto para ser ouvido por Ele e abençoado por Sua glória.
Para tanto, somos os sacerdotes de Deus nesta Terra e devemos cumprir o nosso ofício, que é aproximar a humanidade do seu Criador e mostrá-los a Sua grandeza.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.