segunda-feira, 2 de maio de 2022

Devocional 122 - O Engano.

 Leitura Bíblica: Miquéias 1 ao 7.

"Se viesse um tal profeta, soltando vaidades e enganos, dizendo: Anuncio-vos que tereis vinho e licores. Esse tal, sim, seria profeta para este povo!" (Miquéias 2:11/BTX)

Como o ser humano é dado a acreditar somente naquilo que o apraz!
Questionamos pessoas que nos criticam. 
Somos incapazes de ouvir conselhos que vão na contramão das nossas vontades.
Forjamos desculpas para responder aos questionamentos de nossas ações, e descredibilizamos toda tentativa primária de alerta ao erro.
Somos arrogantes, presunçosos, impolidos, desconsiderando tudo o que contraria a nossa visão de certo e adequado, ainda que não o seja.
Quantas vezes somos autodestruídos por não desejarmos ouvir o que os nossos pais dizem, nosso patrão pede, nossos professores ensinam, nossos pastores direcionam...
Desconfiamos até mesmo de Deus, quando aceitamos determinados textos e repudiamos outros, achando que a Bíblia pode ser aceita pela metade, ou da forma que me convier.
Paulo já alertava a Timóteo - "Pois virá o tempo em que as pessoas já não escutarão o ensino verdadeiro. Seguirão os próprios desejos e buscarão mestres que lhes digam apenas aquilo que agrada seus ouvidos. Rejeitarão a verdade e correrão atrás de mitos". (4:3/NVT)
Felizmente Deus não se surpreende com nossas atitudes. Ele simplesmente sabe quem se inclinará à Sua vontade e quem se endurecerá a ela. Sabe o tempo exato que levaremos para nos convencer de que é Ele quem tem planos a nosso respeito, de paz e não de mal. E fará o que está determinado em algum momento. Só está permitindo que escolhamos viver ao Seu lado sem imposição, por que isso, não Lhe interessa.



domingo, 1 de maio de 2022

Devocional 121 - Aparta de Mim!

Leitura Bíblica: Amós 6 ao 9.


"Aparta da Minha presença o barulho dos cânticos, não quero ouvir o salmodiar das tuas harpas, mas que o direito flua como águas e a justiça como uma torrente perene." (Amós 5:23-24/BTX)

Amós viveu um tempo difícil em Israel, cujo rei, Jeroboão II, fazia o que lhe aprazia, sem se importar com o povo e permitindo atrocidades na nação.
Ele era um tipo de rei que permitia que todos se beneficiassem, ainda que de forma injusta e cruel.
Daí, o povo se aniquilava, passava fome, era injustiçado, perdia suas posses, direitos, e de tanto se frustrar, percorriam o caminho da injustiça para se auto suprirem, formando assim um ciclo vicioso na nação.
Apesar disso, viviam na idolatria e criaram para si um sistema de culto que unia ocultismo, paganismo e judaísmo, fazendo rituais que Deus abominava e entregando sacrifícios em lugares e maneiras desapropriadas.
Foi daí que surgiu essa interjeição: "Aparta de Mim!"
Deus estava saturado de tanta hipocrisia.
Deus estava enojado de tanta desolação.
O que lhe adiantaria receber um louvor que era dado como obrigação? Um sacrifico sem custo, sem entrega, sem renúncia, apenas para demonstrar que estavam ali?!
Deus não aceita suborno, e as atitudes de Israel beiravam uma chantagem espiritual.
"Foi sacrifício que pediste, aí está!"
Deus não deseja sacrifícios, mas obediência (1 Sm 15:22)
Ele não se agrada de holocaustos, mas se compraz do nosso coração contrito diante Dele, inteiro, completo em Sua presença.
Quantas pessoas se enganam achando que ao frequentar uma igreja já estão dando a sua contribuição para Deus!?
Quantos forjam uma espiritualidade que não possuem só para desfrutar de algum convívio, ou receber alguns elogios?!
Quantos estão dividindo a sua adoração com Deus e Baal, achando que está tudo certo?!
Mas Deus está dizendo: "Aparta!"
O que Ele deseja é que nossa vida flua em santidade, demonstre amor ao próximo, sejamos justos, íntegros em Sua presença e não nos deixemos corromper.
Por isso que Jesus foi tão claro, ao dizer: 
"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade". (Mt 7:22-23)





sábado, 30 de abril de 2022

Devocional 120 - Quem Avisa Amigo é!

Leitura Bíblica: Amós 1 ao 5.

"Assim, Adonai YHWH não fará nada sem revelar o Seu plano aos Seus servos os profetas". (Am 3:7/BTX)

Estudando os Profetas Menores,  aprendemos sobre Deus e Sua graça indescritível.
A nação israelita se corrompeu durante o reinado de Salomão.
Aquele cujo pai fora segundo o coração de Deus, e cuja sabedoria fora sem precedentes, esqueceu de temer a Deus e ouvir seus próprios conselhos - "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria!" (Pv 9:10).
Por isso, em seu governo Deus anunciou:
"Assim disse o Senhor a Salomão: Pois que houve isto em ti, que não guardaste a minha aliança e os meus estatutos que te mandei, certamente rasgarei de ti este reino, e o darei a teu servo. Todavia nos teus dias não o farei, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei; Porém todo o reino não rasgarei; uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi, e por amor a Jerusalém, que tenho escolhido". (1 Rs 11:11-13/ACF)
No reinado do seu filho Roboão, a profecia se cumpre, e Israel é divido em dois reinos: Norte e Sul (reino de Israel e reino de Judá).
Nessa separação, cada reino segue com um rei, e ambos pecam contra Deus, sendo que Israel se rebela primeiro e de forma mais drástica, já que nenhum de seus governantes serviu ao Deus de Israel.
Com isso, Deus começa a enviar profetas para salientar a respeito das consequências decorrentes, o que muitas vezes não teve sucesso.
Deus envia, avisa, dá um tempo para poderem se arrepender.
Novamente Deus envia, avisa e dá um tempo para se arrependerem
E assim Ele continua, dando oportunidade e tempo. Mas nada acontece.
E as promessas se cumprem.
Israel é destruída pela Assíria e levada cativa ao cativeiro.
Não houve mudança, apesar de todo aviso, tempo e oportunidade.
Deus continua falando e avisando. Sua Palavra está em nossas mãos, e nós continuamos no prazo para recorrer a Sua graça e misericórdia.
Ele deixou explícito no Apocalipse tudo o que sucederá aqueles que não se arrependerem a tempo (Ap 9:21, 16:8-9,11). Ele não nos escondeu nada. Mas alguns insistem em viver da forma que lhe apraz.
Contudo, chegará o tempo que nada mais poderá ser feito e todos deverão reconhecer de que foi avisado, mas preferiu não acreditar.



sexta-feira, 29 de abril de 2022

Devocional 119 - Os Percursos Necessários para Salvação.

Leitura Bíblica: Jonas 1 ao 4.

"Entretanto, os homens remaram duramente na tentativa de fazer o barco voltar a terra, mas não conseguiram porque o mar se embravecia mais e mais. Então clamaram a YHWH, e disseram: Oh YHWH, te rogamos, não nos faças perecer pela vida deste homem, nem nos imputes sangue inocente, porque tu, ó YHWH, tens feito do modo que te agrada! E suspendendo a Jonas, lançaram-no ao mar, e o mar acalmou sua fúria. E aqueles homens temeram a YHWH com grande temor, e ofereceram sacrifício a YHWH, e fizeram votos". (Jn 1:13-16/BTX)

A história de Jonas é repleta de curiosidades.
A tradição judaica diz que ele é filho da viúva de Serepta, aquele que o profeta Elias orou para que ressuscitasse (1 Rs 17:8-24).
Jonas cresceu vendo as atrocidades que o povo assírio praticava. A forma como eram maus com os povos ao redor, inclusive com o seu próprio povo.
Nínive era a capital da Assíria, onde a fortificação era ímpar e o tamanho populacional causava temor. A Bíblia diz que somente crianças existiam 120.000 (Jn 4:11).
Jonas era um rapaz temente a Deus e profetizava em Israel no tempo do rei Jeroboão II (2 Rs 14:25), que apesar de viverem um tempo expancional, temiam a Assíria pelo o que fazia com o os povos ao redor.
Os assírios tinham uma fama terrível. Muitos historiadores e arqueólogos defendem que os assírios formaram o primeiro exército organizado do mundo, dispondo de arqueiros, carros de batalha e infantaria, munidos de espadas e lanças.
Tal forma de organização garantiu aos assírios uma expansão rápida e avassaladora pelo mundo, caracterizada pelas inúmeras formas de atrocidades que cometiam contra os povos que subjugavam. Aqueles que eles derrotavam, sofriam métodos de tortura cruéis, como a mutilação dos órgãos genitais, do nariz, olhos e orelhas.
O empalamento (introdução de uma estaca de madeira no ânus ou no abdômen) era uma das práticas mais frequentes utilizadas para matar os soldados rivais capturados. A decapitação dos inimigos e a exibição ostensiva das cabeças empilhadas, eram uma de suas táticas de guerra para perpetuar medo em seus rivais (2 Rs 10:8)
Para evitar revolta e insurreição daqueles que conquistavam, deportavam a população de sua região originária, levando-os como escravos para outras partes do império. Essa estratégia desagregava as culturas locais, retirava-lhes a unidade e os impedia de se reorganizarem.
Tudo isso fazia dos assírios um povo temido e odiado pelos povos (2 Rs 17:6)
Não foi à toa que Jonas tentou fugir da sua responsabilidade viajando cerca de 4000 Km de distância pelo mar. Ele não queria dar àquele povo uma oportunidade de salvação (Jn 4:1-2), pois os julgava indignos de perdão e não desejava pisar num ambiente tão hostil.
No entanto, a fuga de Deus é impossível. E Ele que é o dono do tempo, do espaço e da vida, trouxe de volta à sanidade aquele que ousava questionar os Seus planos de redenção.
O que nos chama atenção  nessa história, não é a rapidez que o povo se convenceu do seu mal, bastando apenas uma pregação de Jonas para se arrependerem; nem a forma arrogante que Jonas mostrou ao se preparar para assistir a destruição da cidade do alto; mas a atitude dos marinheiros e a conversão que aconteceu ainda em alto-mar sem que Jonas proferisse uma palavra a favor do seu Deus.
A situação era séria. O mar estava revolto, e não havia histórico de tragédias naquele trajeto. Algo estava errado, e eles identificaram logo: alguém aqui desobedeceu ao seu deus.
Perceba que enquanto os marinheiros estão aflitos tentando achar o culpado e impedir que o barco afundasse, Jonas apenas dorme, profundamente. Atitude comum de quem está fugindo da responsabilidade, da consciência ou das consequências da vida. 
Ele foi para o porão do barco e dormiu.
Mas foi encontrado, confrontado e logo admitiu ser o culpado.
Deu o prognóstico e a solução, que não foi aceita de imediato por aqueles, que ali, eram os ímpios (Jn 1:11-16).
Porém, depois de tentarem de tudo em vão, resolveram fazer o que Jonas havia falado, mas não antes de orar a Deus, de lhe fazerem votos de servos e oferecer sacrifício.
Quem aqui passando por uma tragédia lembra de fazer isso?
O barco afundando, trovões ensurdecedores, a água batendo no corpo derrubando no chão, e eles tentando oferecer a Deus um clamor que lhe fosse aprazível.
Antes mesmo de Jonas cumprir seu chamado, levou salvação a quem menos imaginava.
Deus usa situações estranhas para resgatar os improváveis.
Num lugar onde nada acontecia o extraordinário chega. Deus se apresenta e os convida a uma nova vida, mostrando-lhes quem era o Deus verdadeiro.
Quem sabe, nessa tempestade que você se encontra, não existam "marinheiros" que receberão a oportunidade de se salvarem?!
Deus é quem sabe onde você precisa ir para que Ele chegue com intervenção.
Mas o que importa, é que existem percursos necessários para a salvação, e precisamos estar atentos a eles.




quinta-feira, 28 de abril de 2022

Devocional 118 - Do Início ao Fim da História.

 Leitura Bíblica: Joel 1 ao 3.

"Sendo assim, proclamai isto entre as nações: Preparai-vos para a guerra! Convocai os guerreiros! Juntem-se todos os homens de guerra e ataquem! Forjai espadas das relhas dos vossos arados, e lanças das vossas podadeiras; encoraja o fraco, dizendo: “Sou um valente!”
Apressai-vos e vinde, todas as nações em redor, e ajuntai-vos. Ó Yahweh, faz descer para lá os teus guerreiros. Despertai-vos, ó nações, e avançai para o vale de Josafá, pois ali me assentarei para julgar todos os povos vizinhos". (Jl 3:9-12/KJA)

Joel profetizou durante o tempo de Joás rei de Judá (2 Reis, 12) e exerceu seu ministério em Jerusalém.
O Livro de Joel tem dois objetivos: histórico e profético.
O objetivo histórico era chamar a nação de Judá ao arrependimento para que uma calamidade mais devastadora não viesse sobre eles.
O objetivo profético era apresentar o futuro Dia do Senhor, no qual Ele dominará os pagãos, e libertará o Seu povo para habitar com Ele.
A praga de gafanhotos jamais vista antes, foi somente uma antecipação que apontava o futuro Dia do Senhor. Assim Joel também traz uma mensagem urgente para a igreja hoje de que o pecado atrai o inevitável juízo divino, enquanto o arrependimento traz bênçãos materiais e espirituais; temporais e eternas.
Joel fala de quatro fases do gafanhoto, e seu modo de destruição, descrevendo de maneira clara sua ação nas plantações.
O gafanhoto cortador assolava a plantação, cortando as folhas. O migrador era a larva que permanecia nas plantações depois de tê-la destruído e migravam à procura de brotos. O devorador agia na parte interna da plantava tornando-a estéril. E o destruidor corroía o tronco até matá-lo por completo, até que não restasse nada para ser restaurado.
O reino de Judá passou por anos de praga, onde o gafanhoto trouxe grande destruição. 
A fome era devastadora.
O livro também faz menção aos incêndios provocados pela falta de chuva, acumulando fome, seca e mortandade. E como se isso não bastasse, Deus alerta sobre os invasores, que se aproveitariam de sua fragilidade para roubar o pouco que lhes restasse (Jl 2:9), sequestrando e vendendo os jovens como escravos às outras nações (Jl 3:6-8). Tudo isso como punição ao pecado de Jerusalém.
Mas o livro também traz esperança!
Deus convoca os anciãos e os sacerdotes a buscá-Lo, pois através da humilhação e arrependimento traria renovo à terra, e fartura aos seus dias.
Promete restituição e julgamento a todos que lhe fizeram mal.
Aponta para o Grande dia do Senhor registrado em Apocalipse, o dia do Julgamento das nações, a prestação de conta na Batalha do Armagedom, onde Cristo virá resgatar o Seu povo e implantar o  Seu Reino Eterno.
Nem tudo está perdido!
O mesmo Deus que pune é Aquele que perdoa.
Ao mesmo tempo que alerta sobre o mal, antecipa a esperança nos corações.
Traz a espada, mas levanta o cetro.
E no trono permanece para mostrar toda Sua glória e manifestar Sua justiça.
Deus é Deus, do início ao fim da história.




quarta-feira, 27 de abril de 2022

Devocional 117 - Deus Abate os Soberbos.

 Leitura Bíblica: Obadias 1

"Mas no Monte Sião ficará um remanescente que será santo, e a casa de Jacó possuirá os que o possuíram. A casa de Jacó será o fogo, a casa de José, a chama, e a casa de Esaú folharada, que arderá até se consumir, e não ficará  ninguém da casa de Esaú, porque Adonai o tem dito." (Obadias 1:17-18/BTX)

Obadias é um livro peculiar, sendo o menor livro do Antigo Testamento, não faz nenhuma menção sobre o profeta, cujo nome significa "servo de Deus". Antes, registra apenas o oráculo divino contra Edom, povo de origem semita, da linhagem abraâmica cujo irmão era Jacó, o homem escolhido por Deus para dar origem ao povo de Israel.
Obadias era temente a Deus. Seu compromisso com o Senhor ficou evidente quando, durante a perseguição promovida por Jezabel aos profetas, ele escondeu cem profetas em duas cavernas.
Durante uma seca, ele foi enviado por Acabe para procurar pastagens para os cavalos e mulas reais, e acabou se encontrando com o profeta Elias, cuja história você conhece.
Ele era mordomo e administrador do palácio do rei Acabe e não temos muitos registro acerca de seu ministério profético, mas o que podemos especular, e que tenha se tornado um dos discípulos de Elias ou talvez de Eliseu.
Em sua visão, traz uma palavra que sentenciava o povo idumeu, pois sua conduta diante de Deus era totalmente desaprovada.
Os edomitas viviam em desavença com o povo de Israel, que apesar de seus ancestrais terem se reconciliado, de alguma forma sua descendência permaneceu arrogante e vingativa. 
Apesar de terem impedido que Israel atravessasse por suas terras no percurso para Canaã (Nm, 20:14-21), e das infindáveis guerras travadas com Israel (2 Cr, 21: 8-10; 28:17; Ez, 25:12) , o que mais irou YHWH foi o prazer que tinham em assistir as tragédias ocorridas com seus irmãos (Ob 1:12). Eles se aproveitaram da sua ruína, e junto com os inimigos, saquearam Israel e mataram aqueles que fugiam para sobreviver das mãos dos assírios (v.14). 
Obadias então os descreve como um povo soberbo que se sentia seguro por habitar nas montanhas, guardados pelas rochas, onde diziam: "Quem me derrubará por terra"? Fazendo uma referência a cidade de Petra, uma fortaleza construída na rocha cuja entrada era uma fenda, onde impedia invasores. 
No entanto, Obadias profetizou sua destruição, e outros profetas como Isaias, Jeremias e Ezequiel, também fizeram o mesmo. E em 582 a.C, quatro anos após a destruição de Jerusalém, o povo edomita foi quase que totalmente exterminado pelos babilônios. Os edomitas que restaram foram obrigados a viver no sul de Judá. Eles desapareceram durante as guerras judaico-romanas, e em 70 d.C, já não se tinha notícias dos filhos de Edom. 
No entanto, a promessa feita a Israel se cumpriu. 
Deus restaurou a nação, separou um povo e a partir dele nasceu o Messias.
E a promessa ainda está de pé, e se cumprirá totalmente com a implantação do Reino de Cristo nesta terra:
"E os salvos subirão do monte Sião (referente a Jerusalém) para tomar vingança no monte Esaú, e o reino será de Adonai". (v. 21).
Edom achava-se indestrutível, mas o Senhor humilhou aquela nação e restaurou Judá, que estava caída. 
Muitas pessoas iludidas, acham estar escondidas de Deus. Não obstante, Deus as humilhará, assim como exaltará aqueles que se humilharem diante Dele. E, no grande dia, Ele estabelecerá Seu justo governo sobre todos.
Existem inimigos ao nosso redor, pessoas, entidades, ideologias, organizações que nos perseguem, e sentem prazer em nossa desgraça. Mas todos um dia prestarão conta diante do Criador, e Sua justiça será reta, incorruptível e avassaladora.
Descanse em Deus, espera Nele, pois Deus abate os soberbos!




terça-feira, 26 de abril de 2022

Devocional 116 - Quando o Perdão é Negado.

 Leitura Bíblica: 2 Reis 24 e 25.

"Certamente por mandado de YHWH sucedeu isto contra Judá, para tirá-los de sua presença pelos pecados de  Manassés, em conformidade com tudo o que ele havia feito, e também pelo sangue inocente derramado, pois havia enchido Jerusalém de sangue inocente, e YHWH não quis perdoar". (2 Reis 24:3-4/BTX)

O perdão de Deus está condicionado ao arrependimento, a humilhação, ao conserto.
Ao ler a história de Manassés, deparamos com muita idolatria, ocultismo, e depravação.
Ele fora resultado dos quinze anos de vida concedidos por Deus a Ezequias, e começou reinar aos doze anos de idade. Não sabemos o motivo dos outros filhos não terem assumido o trono, afinal o costume na monarquia era do primogênito assumir o reino na falta do rei. Mas tudo o que a Bíblia registra a respeito, é que ele foi mau aos olhos de Deus trazendo condenação ao povo de Judá que seguiu seus caminhos.
É estranho ouvir que Deus não quis perdoar Manassés, pois a verdade, é que o perdão foi concedido.
Em 2 Crônicas 33:10-17, encontramos o registro do seu arrependimento, conserto e nova chance como rei de Judá, inclusive suas ações como servo de YHWH.
No entanto, o que o versículo citado acima diz, é que existe um limite para o perdão de Deus, existe uma medida que não pode ser passada, existe um ponto onde o mau precisa ser banido de forma categórica, por isso o termo "não quis perdoar", que seria o mesmo de não os livrou das consequências de seus maus atos.
Para cada atitude existe uma consequência. Para cada plantio, uma colheita. Para cada ato uma recompensa. 
Apesar de Manassés ter se humilhado diante de Deus, tê-lo aceitado como seu único Deus, de ter voltado a governar Jerusalém e ter destruído os altares que ele mesmo havia feito em vários lugares de Jerusalém, ter derrubado o altar pagão que mandou construir dentro do Templo de YHWH, ter reconstruído o altar a Deus e restaurado os sacrifícios diários e a adoração, de ter convocado o povo a adorar a Deus e a se consertar com Ele, o povo se manteve na idolatria, no paganismo e na desobediência aos mandamentos de YHWH.  E foi por isso, que Deus não os perdoou, porque simplesmente não houve arrependimento coletivo.
O rei havia se consertado, mas mesmo sendo representante do povo não pode livrá-lo da Mão do Deus de Israel, e a condenação veio.
O Novo Testamento tem um texto muito mal interpretado que fala exatamente sobre isso:
"Não há nada dito ou feito que não possa ser perdoado. Mas, se vocês persistirem nas calúnias contra o Espírito Santo de Deus, estarão deliberadamente rejeitando Aquele que perdoa. Se rejeitarem o Filho do Homem por algum juízo equivocado, poderão ser perdoados, mas, se rejeitarem o Espírito Santo, estarão rompendo relações com Aquele que os sustenta" (Mt 12:30-32/MSG)
Aquele que não se arrepende não encontra perdão, da mesma forma que aquele que impede a ação do Espirito de Deus, o único que pode nos convencer dos nossos pecados, da justiça de Deus e do Seu juízo, então certamente para este não há salvação, a destruição virá indesculpavelmente.
Que haja tempo hábil para o arrependimento da nossa nação e que o perdão de Deus não lhe seja negado.




Devocional 342 - Guerreie em Oração.

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 9 ao 13.  "Usamos as armas poderosas de Deus, e não as armas do mundo, para derrubar as fortalezas do rac...